Arquivo de 28/set/2008

Surdez – Como se avalia?

Categoria(s): Distúrbios auditivos


Diagnóstico

Avaliação audiológica

A audiometria e a imitanciometria são os testes audiológicos básicos que formam o perfil audiológico, primeiro procedimento para a avaliação clínica das alterações da audição.

A avaliação da audição é subjetiva: o paciente informa se está ouvindo ou não os estímulos acústicos em diversas intensidades, nas freqüências de 250 a 8.000 Hz (por via área) e de 500 a 4.000 Hz (por via óssea).

1. A audiometria analisa quantitativamente o que o paciente escuta, o que ele entende do que se fala e detecta alterações auditivas correspondentes a problemas do ouvido externo e/ou médio (perdas auditivas condutivas), do ouvido interno, do VIII nervo e das vias auditivas (perdas neurossensoriais). Quando problemas do ouvido externo e/ou médio estão presentes simultaneamente com disfunções do ouvido interno, temos uma perda mista. A intensidade leve, moderada, severa ou profunda pode ser caracterizada em cada ouvido isoladamente. A audiometria inclui testes de reconhecimento de fala (discriminação vocal), limiar de reconhecimento de fala (SRT) e limiar de detecção de voz (LDV).

O tipo de perda auditiva mais comum em pacientes idosos é o neurossensorial, por lesão do ouvido interno ou do nervo coclear.

2. A imitanciometria ou impedanciometria avalia as condições da orelha média e da tuba auditiva à timpanometria na ausência de perfuração da membrana timpânica, os reflexos do músculo estapédio ipsi e contralaterais, que, quando precoces, sugerem afecção coclear e a fadiga do reflexo estapédico, que indica lesão retrococlear. As alterações à imitanciometria também são freqüentes em idosos.

3. Testes audiométricos avançados– Alterações dos testes audiométricos avançados são mais freqüentes em pacientes idosos do que em qualquer outra faixa etária. Constituem testes audiométricos avançados, a audiometria de altas frequências, as otoemissões acústicas, a electrococleografia, a audiometria de tronco encefálico, os potenciais auditivos de média latência, os testes de processamento auditivo central e os potenciais cognitivos (P300).

4. Os potenciais cognitivos (P300) medem a velocidade de processamento cerebral, integrando a audição com outras atividades cerebrais. Permite a caracterização do grau de envelhecimento cerebral, acompanhar a evolução de diversos problemas clínicos de cunho geriátrico, neurológico, psiquiátrico e fonoaudiológico.

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Surdez – Por que o idoso fica surdo (otoesclerose)?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios auditivos


Agentes etiológicos

Com o avançar da idade a pessoa pode desenvolver a otoesclerose que é a doença degenerativa dos ossículos (martelo, bigorna e estribo) da orelha média. O processo degenerativo desses ossos é semelhante aos que ocorre nos casos de artrose das demais articulações do corpo. Este tipo de lesão provoca distúrbios da audição (surdez e zumbido) no ouvido afetado.

Estima-se que, no Brasil, 70% dos idosos sofram de perda de audição provocada pelo envelhecimento. Muitos, deles não percebem o problema, porque parte da audição deles continua boa: a audicão responsável pela identificação dos sons graves, que formam o corpo das palavras. O problema está na capacidade de distingir sons agudos. Dai a queixa comum do idoso – escuto mas não entendo.

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Surdez – Como perceber que a pessoa está iniciando o processo?

Categoria(s): Distúrbios auditivos


Manifestações clínicas

Alguns sinais servem para percebermos se o idoso está apresentando algum déficit de audição, tais como:

Deixar o rádio ou a televisão muito alta.

Perguntar seguidamente “o quê?”

Não quiser mais conversar pelo telefone, ou não escutar o toque do telefone no quarto ao lado.

Falar demais, sem deixar tempo para as pessoas responderem, o dialogar.

Essa é uma estratégia comum para mostrar que não está entendendo o que os outros falam.

Ficar isolado ou sonolento nas reuniões familiares.

Não participar ou inclinar-se mais para um lado durante as conversas.

Olhar muito para os lábios do interlocutor ou ficar tenso (prestando muita atenção) devido ao esforço para entender o que está sendo dito.

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