Arquivo de dezembro, 2008

Fertilidade – O que ocorre com os idosos?

Categoria(s): Sexualidade e DST


Na menopausa, há a parada de produção de óvulos pelos ovários. A mulher, portanto, não engravida mais. Nas idades próximas a menopausa, não é aconselhável que a mulher engravide, pois pode produzir óvulos com más-formações, gerando crianças doentes.

No homem, os estudos mostram que não há perda da fertilidade e nem risco de provocar fetos com malformações ao longo de toda a visa. Aparentemente, não existe deterioração do material genético dos espermatozóides.

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Reposição hormonal masculina – Quando fazer?

Categoria(s): Distúrbios endócrinos, Distúrbios urogenitais, Sexualidade e DST


Controvérsias

Embora cada vez mais idosos recorram à reposição do hormônio para evitar o declínio físico e a perda da libido, faltam estudos amplos que avaliem os riscos da terapia. Em tese, ela também pode elevar o risco de problemas cardiovasculares.

Homens que fazem reposição hormonal de testosterona para combater os efeitos da velhice não devem descuidar dos exames periódicos (Toque retal e exame do PSA) para evitar o câncer de próstata.

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Câncer de Próstata – Importância do toque retal?

Categoria(s): Câncer, Cuidados preventivos, Distúrbios urogenitais


Editorial

Câncer de Próstata representa 15,6% dos óbitos por câncer no estado de São Paulo.

O câncer de próstata é o tumor mais comum entre os homens com mais de 50 anos, depois do câncer de pele.

A próstata é uma glândula localizada próxima à bexiga e que cerca a uretra na sua porção inicial. A origem do câncer de próstata é desconhecida, no entanto, alguns fatores podem influenciar o seu surgimento. A hereditariedade, o desequilíbrio hormonal, dietas ricas em gordura, algumas doenças venéreas e fatores ambientais podem estar relacionados com o aparecimento desse tipo de câncer nos homens.

Toque retal

Na fase inicial do câncer de próstata, o paciente não sente nada. Nesta fase, o tumor só é detectado através de exames clínicos e laboratoriais de rotina (toque retal e a dosagem de antígeno prostático específico ou PSA). É nesta fase, também, que o tratamento é mais eficiente. Porém, muitos homens deixam de fazer o exame por preconceito e acabam por serem diagnosticados numa fase mais sintomática da doença, dificultando o tratamento.

Na fase sintomática, os pacientes se queixam de dificuldade de urinar, jato urinário fraco, sensação de bexiga cheia sempre, mesmo após urinar, e raramente sangramento na urina. Dores nos ossos podem ser sinal de uma doença mais avançada (metástase). Além disso, a anemia, a perda de peso e o aparecimento de ínguas no pescoço e região inguinal podem ser a primeira manifestação da doença.É recomendado a todo homem a partir dos 45 anos realizar o toque retal e a dosagem do PSA, principalmente aqueles com histórico familiar de câncer, independente de sintomas. No caso de toque anormal e ou PSA elevado, o paciente deverá ser submetido a uma ecografia transretal com biópsia prostática. Os fragmentos obtidos serão levados ao exame anátomo-patológico, e uma vez confirmado o diagnóstico, o tumor deverá ser estagiado, a fim de que se possa saber se o tumor está confinado à próstata ou se já invadiu órgãos adjacentes (bexiga, vesículas seminais, reto) ou se já enviou metástases.

A cintilografia óssea é o exame mais útil nessa fase e nos dá informações quanto a metástases no esqueleto. Exames como a fosfatase alcalina, tomografia computadorizada de abdome, radiografias de tórax e radiografias do esqueleto, podem ser pedidos eventualmente.

Seja qual for a doença, a prevenção sempre é o melhor remédio e no câncer de próstata não é diferente. Por isso, um diagnóstico precoce, uma dieta pobre em gordura, principalmente de origem animal, e rica em frutas, legumes e verduras parecem estar associados a uma diminuição no risco para esse tipo de câncer.

Algumas substâncias têm sido apontadas como responsáveis por esse fator de proteção. Os estudos com Vitamina E, Vitamina D, Selenium e Lycopene (esse último presente nos tomates) na sua forma natural ou como suplementação dietética são os mais consistentes em demonstrar essa associação.

A raça também é considerada um fator que deve ser elevado em conta na prevenção do câncer de próstata. Aparentemente, essa diferença racial se dá pelo nível de testosterona circulante em cada raça. Porém, outros fatores que podem estar distribuídos de forma diferente nas raças podem ser responsáveis por essa diferença na distribuição desse tipo de câncer. De qualquer forma, homens da raça negra devem dar uma atenção especial para esse risco elevado e fazer os exames de detecção precoce rotineiramente.

Referência:
INCA – Instituto Nacional de Câncer [on line]

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