Evolução clínica
Úlceras crônicas são freqüentes em idosos com problemas circulatórios graves ou diabetes. Se a circulação não é adequada, ocorre o comprometimento da irrigação da pele e isso dificulta a cicatrização. Às vezes uma ferida pode demorar mais de dez anos para fechar. Com a circulação ruim, o antibiótico tem dificuldade para chegar e combater as infecções que quase sempre surgem.
Devemos pensar que as feridas cicatrizam “de dentro para fora”, ou seja, cicatrizam a pele depois que os tecidos profundos já cicatrizaram. Se fizermos curativos com muitos produtos na pele, a cicatrização pode ficar mais difícil. Segundo a crença antiga, a “ferida não respira” quando a fechamos muito.
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Os idosos portadores de varizes e que ficam muito tempo em uma posição sentada têm dificuldade de drenar o sangue de volta para o coração. Com isso o sangue fica represado nas porções inferiores das pernas e com o tempo sai das veias para a gordura que fica abaixo da pele. Este sangue “parado” é metabolizado pelas células do corpo, deixando o ferro nesta região, escurecendo a pele.
Uma vez que o ferro das células sanguíneas (hemáceas) fica “preso” nas células da pele, a cor escura dificilmente sairá, apesar de tratamento. A melhor maneira de não ficar com pernas escuras é mobilizá-las e evitar deixá-las numa posição pendente. Nos casos dos idosos com dificuldade de movimentar as pernas, deve-se praticar massagem drenadora nestes membros.
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Cuidados preventivos
Recomenda-se que ao viajar, procure usar roupas e calçados confortáveis, não colocar objetos embaixo das poltronas para não restringirem os movimentos, mudar sempre de posição na poltrona, não ficar imóvel, evitar cruzar as pernas, beber líquidos como água e suco, evitar o uso de soníferos e bebidas alcoólicas, usar um apoio para os pés, fazer exercícios com as penas (movimentos de extensão, rotação e flexão dos pés) e andar sempre que possível.
Além disso, o viajante deve procurar utilizar meios de transporte com características favoráveis, como, quando tiver a opção, escolher por uma companhia que tenha espaço disponível entre as poltronas e paradas regulares. Em uma viagem de automóvel, o número de passageiros e a bagagem devem estar de acordo com a capacidade do veículo, e, periodicamente, devem ser programadas paradas em locais seguros, para que os ocupantes possam se movimentar fora do carro.
Os viajantes com fatores individuais de risco devem reservar assentos no corredor ou próximo às saídas, para facilitar a realização de exercícios. E também devem procurar aconselhamento médico antes da viagem, uma vez que poderá estar indicado o uso de medidas adicionais, como meias elásticas ou medicamentos (ambos têm contra-indicações). Quando o fator de risco for temporário, como acontece nas primeiras seis semanas após o parto, deve-se considerar o adiamento da viagem.
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