Arquivo de 13/abr/2009

Incontinência urinária – O que é?

Categoria(s): Distúrbios urogenitais


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Incidência

A incontinência urinária (IU) é uma condição que afeta a qualidade de vida dos idosos, comprometendo o bem-estar físico, emocional, psicológico e social. Estima-se que 200 milhões de pessoas vivam com incontinência ao redor do mundo e que entre 15% e 30% das pessoas acima de 60 anos que vivem em ambiente domiciliar apresentam algum grau de incontinência. No Brasil, aproximadamente seis milhões de pessoas sofrem de incontinência urinária e, destes, 80% são mulheres, geralmente com idade acima dos 45 anos.

Defini-se incontinência urinária a perda da capacidade de postergar a micção por alguns minutos, após sentir a necessidade de urinar, até chegar ao mictório.

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Incontinência urinária – Quais são as causas?

Categoria(s): Distúrbios urogenitais


Etiologia

As causas de incontinência urinária são bastante variadas e a identificação da etiologia é essencial para o tratamento adequado. Possíveis causas incluem bexiga hiperativa (hiperatividade detrusora), deficiência de sustentação dos órgãos pélvicos, insuficiência do esfíncter uretral, problemas congênitos, obstrução infravesical, lesões da coluna espinhal, cirurgias, fístulas urinárias e acidente vascular cerebral. Em homens a incontinência urinária está na maioria das vezes associada com história de cirurgia prostática. Esta intercorrência pode ser causada por incompetência esfincteriana, disfunção vesical ou transbordamento urinário devido à retenção nos casos de hiperplasia prostática benigna (HPB).  Alguns medicamentos, em especial os diuréticos podem provocar a incontinência urinária, chamada incontinência urinária por transbordmento.

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Incontinência urinária – Como tratar?

Categoria(s): Distúrbios urogenitais, Medicamentos, Terapias complementares


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Tratamento

O tratamento depende da caracterização do tipo de problema que está causando a incontinência urinária e deve ser individualizado para cada paciente. A incontinência urinária pode ser tratada com exercício, correções cirúrgicas e medicamentos.

Técnica comportamental – O tratamento pode ser extremamente simples como a instituição de medidas que mudem o comportamento, como urinar em intervalos regulares (a cada 2 a 3 horas), independente da vontade, com o objetivo de manter a bexiga relativamente vazia. Evitar bebidas que contenha cafeína como o café que é um irritante da bexiga. Beber de 6 a 8 copos de 240 ml de líquido por dia, evitando-se, assim, que a urina fique muito concentrada e irrite a bexiga, levando a incontinência urinária.
A incontinência urinária psicogênica responde bem ao tratamento comportamental e a psicoterapia.

Técnica de treinamento vesical – O treinamento da função vesical não é fácil e inclue os exercícios da musculatura pélvica e o biofeeback. Os exercícios de fortalecimento da musculatura pélvica, os exercícios de Kegel, são extremamente úteis, porém o seu auto-aprendizado não é fácil, por essa razão, as enfemeiras e fisioterapeutas podem auxiliar no ensino e aprendizado, que implicam na contração repetida da musculatura várias vezes ao dia, para desenvolver resistência e aprender a sua adequada utilização, nas situações que provocam incontinência (p. ex. tosse).

Tratamento medicamentoso – Alguns medicamentos que relaxam a musculatura da bexiga, como oxibutirina, imipramina, diciclomina, propantelina, hisociamina, são bastante úteis, nos casos de urgência urinária. Nos casos de bexiga com musculatura de contração fraca (Incontinência por transbordamento) pode-se utilizar medicamentos que aumentam a contração vesical como o betanecol. Nos casos de incontinência por transbordamento por Hiperplasia Prostática Benigna – pode-se utilizar a finasterida (medicamento que inibe o crescimento da próstata) ou terazosina (medicamento que relaxa o esfincter urinário localizado na parte inferior da bexiga). Medicamentos antidepressivos podem ser importantes para o controle da incontinência urinária com componente depressivo.

Tratamento cirúrgico – Nos casos mais graves que não responde aos tratamentos clínicos, podem ser corrigidos cirurgicamente com procedimentos de levantamento da bexiga e do fortalecimento do fluxo urinário de saída. Em alguns casos, a injeção de colágeno em torno da uretra pode ser a solução.

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