Arquivo de 13/jul/2009

O que acontece quando o idoso tem uma vontade incontrolável de urinar?

Categoria(s): Distúrbios urogenitais


Esta vontade incontrolável de urinar é conhecida como bexiga hiperativa e sua causa é desconhecida, mas sabe-se que ocorre um aumento dos sensores que fazem a musculatura da bexiga contrair e relaxar, o que a torna mais sensível. Se antes o alerta de que estava cheia acontecia com 300 ml de líquidos, passa a ocorrer com 200ml, por exemplo. Aqui, só medicação adianta.

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Bexiga hiperativa – O que é?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios urogenitais


Dicionário

A bexiga hiperativa ocorre como conseqüência da hiperatividade da musculatura da bexiga (chamado músculo detrusor), onde o este músculo apresenta contração involuntária. Nestas pessoas, inesperadamente surge um desejo súbito e incontrolável de urinar. Quando a contração vesical supera a capacidade de oclusão uretral gerada pelo esfínter, causando perda de urina.

O conhecimento da fisiologia do ato miccional é fundamental para a compreensão e tratamento da bexiga hiperativa, assim como dos outros diversos tipos de alterações que causam a incontinência urinária.

bexiga

A função vesical acontece em duas fases:

Fase de Armazenamento: O armazenamento ocorre quando a bexiga consegue acumular quantidades crescentes de urina no seu interior, sem causar pressão, enquanto os esfíncteres urinários permanecem contraídos, ou seja, acomodação vesical.

O esfíncter externo e os músculos elevadores do ânus servem como suporte para os mecanismos de continência, em permanente estado de contração podem contrair-se ainda mais para impedir a perda de urina sob condições de stress, são inervados pelo plexos sacrais e nervos pudendos.

Fase de esvaziamento:

O ato de conter a urina ocorre voluntariamente, quando a bexiga atinge sua capacidade máxima (350 – 650 ml), os receptores do interior do músculo detrusor emitem sinais aos centros corticais do cérebro para se iniciar a fase de esvaziamento.

O esvaziamento vesical acontece com a estimulação da contração da bexiga associada ao relaxamento esfincteriano e dos músculos elevadores do ânus, permitindo que a bexiga elimine seu conteúdo através de uma inversão desse gradiente de pressão. A uretra se encurta o que diminui a resistência do fluxo, a bexiga libera seu conteúdo sob controle voluntário dependendo diretamente de uma atividade coordenada da uretra e do músculo detrusor.

O reflexo da micção é um reflexo completamente autonômico da medula espinhal, mas pode ser inibido ou facilitado por centros do cérebro.

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Como o sistema nervoso controla a micção?

Categoria(s): Distúrbios urogenitais


O sistema nervoso autônomo tem importante papel no controle da micção. A parede da bexiga contém densa inervação simpática e parassimpática, ambas atuantes sobe a musculatura lisa (músculo detrusor). Esta musculatura normalmente está relaxada, com exceção da que forma o esfincter interno, normalmente contraída. Essa configuração permite o enchimento gradativo da bexiga com a urina. Esse fenômeno de enchimento é mediado pelo sistema simpático.

O enchimento vai estirando a parede, e termina por ativar os mecanorreceptores aí situados. Então, entra em funcionamento um arco reflexo que envolveo nervo vago e seus núcleos no tronco encefálico. Retornam pelo mesmo nervo vago comandos que resultam na contração da musculatura da bexiga e no relaxamento do esfincter interno (fenômeno mediado pelo sistema parassimpático). Nesse momento a micção fica contida apenas pela contração do esfincter externo, constituído de fibras musculares estriadas sob o comando voluntário exercido por neurônios da ponte (núcleo de Barrington) e motoneurônios da medula sacra.

O núcleo de Barrington recebe informação sensorial sobre o enchimento da bexiga, bem como comandos do prosencéfalo relativo às condições socialmente adequadas para o relaxamento do esfíncter externo. Por tanto, o controle da micção é feito pela ação da medula espinhal, da ponte e do córtex cerebral.

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