Arquivo de 17/jul/2009

Sonolência – Como medir?

Categoria(s): Sem categoria


Escala de Epworth

A escala de Epworth foi desenvolvida em 1991 por um médico australiano, Dr. John W. Murray, é utilizada em todo o mundo e já traduzida para vários idiomas. O objetivo é quantificar o grau de sonolência durante oito atividades rotineiras. As respostas atingem valores máximos de 24 pontos, mínimos de 0 pts, sendo 10 o divisor da normalidade. É utilizada para classificar os distúrbios do sono e como indicador para a polissonografia.

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Aromaterapia – O que é?

Categoria(s): Dicionário, Terapias complementares


Dicionário

Colaboradora : Maíra Silva Mamana

* Naturologa, Pós-graduanda do Curso Saúde e Medicina Geriátrica – METROCAMP

Aroma: palavra de origem grega que designa “fragrância”; terapia significa tratamento. Assim, temos um tratamento curativo através do sentido do olfato. Os aromas são percebidos pelo sistema límbico, parte do cérebro conectado à emoção.

Aromaterapia – Aromaterapia é a arte e a ciência do uso de óleos essenciais para promover ou restabelecer a saúde e o bem-estar físico, mental e emocional. É uma terapia não convencional, complementar (Tisserand,2003). Fundamentada no conhecimento tradicional de várias culturas desde tempos remotos, atingiu uma nova etapa de desenvolvimento graças aos resultados que estão sendo obtidos com as investigações na área aromacológica.

O foco de tratamento aromaterápico está tanto na área física, cuidando de desordens menstruais, problemas digestivos, como também na área psicológica, tratando por exemplo, insônia, ansiedade e depressão. A aromaterapia não atua somente de forma emocional; sua atuação química é extremamente intensa e valiosa, sendo fundamental conhecer profundamente os efeitos químicos dos óleos essenciais e seus componentes no organismo humano. Aromaterapia não é apenas o uso de aromas agradáveis, que muitas vezes são sintéticos ou adulterados, usados de forma aleatória sem atender as necessidades físicas e/ou psicológicas que visam o equilíbrio geral do ser humano.

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Aromaterapia – A cura pelos odores aromáticos

Categoria(s): Terapias complementares


Resenha

Colaboradora : Maíra Silva Mamana

* Naturologa, Pós-graduanda do Curso Saúde e Medicina Geriátrica – METROCAMP

O OLFATO E OS ODORES

O olfato é o mais antigo e talvez o mais desconhecido entre os sentidos desenvolvidos pelo homem. Foi o primeiro sentido desenvolvido nos organismos monocelulares. Nos proporciona a sensação de aroma, que, conforme a ciência aromacológica tem provado, afeta o comportamento humano de forma intensa. Conhecer os componentes que causam impressão em cada receptor e a linguagem da combinação de estímulos tem sido o maior desafio dessa nova área científica. Os aromas precisam reagir quimicamente dentro de nosso corpo, para que possamos senti-los, portanto o olfato é o nosso sentido mais íntimo e mais diretamente ligado ao cérebro.

As substâncias têm o que chamamos de aroma quando desprendem partículas que, levadas pelo ar, impressionam as terminações das células nervosas olfativas, localizadas na região superior da mucosa que reveste as fossas nasais. Estimuladas, as células olfativas transmitem impulsos nervosos ao nervo olfativo, que, por sua vez, os transite à área cerebral responsável pela olfação, o sistema límbico, causando reações inconscientes de ordem fisiológica e psicológica. Aliás, muito do que chamamos de paladar, é realmente olfato. As células do paladar e do olfato são as únicas do sistema nervoso que são substituídas quando velhas ou danificadas.

O olfato depende, sobretudo, da interação físico-química entre moléculas presentes dissolvidas no ar que inspiramos e os receptores que ficam dentro do nariz. Nos humanos, esses receptores são chamados de quimiorreceptores e estão localizados no epitélio olfativo, um pedaço de tecido localizado na cavidade nasal, recoberto de cílios e de uma camada de muco. A excitação olfativa ocorre quando moléculas fixadoras de substâncias odoríferas catalisam a formação de monofosfato cíclico de adenosina (AMPc), agindo sobre as outras proteínas da membrana e provocando a abertura dos canais iônicos. De forma geral, as moléculas gasosas, são dissolvidas no muco, e então interagem com os receptores, ativando a enzima adenil ciclase, que catalisa a conversão de ATP em AMP cíclico. O cAMP ativa um canal de NA +, gerando um potencial de despolarização ao longo da membrana . Esse impulso é transmitido pelos nervos olfativos até o cérebro, que, computando outros estímulos sensoriais, interpreta o impulso como um odor, muitas vezes acionando áreas da memória que relacionam o particular odor com algo já experimentado antes.

A substância odorífera precisa ter certas propriedades para ser capaz de provocar alterações sensoriais: deve apresentar alguma solubilidade em água, pressão e vapor considerável, lipofilicidade e massa molar não muito elevada.

Fatores físicos que afetam o grau de estimulação olfativa
● Apenas substâncias voláteis que podem ser aspiradas pelas narinas podem ser submetidas ao olfato.
● As substâncias estimuladoras precisam ser ligeiramente hidrossolúveis para atravessar a mucosa e atingir as células olfativas.
● As substâncias estimuladoras precisam ser ligeiramente lipossolúveis para não serem repelidas pelos componentes lipídicos da membrana celular

Referências:

Corazza, S. Aromacologia: Uma ciência de muitos cheiros. 2ª edição, São Paulo: SENAC, 2008.

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