Arquivo de 19/jul/2009

Oxigenoterapia Hiperbárica – O que é?

Categoria(s): Câncer, Distúrbios Inflamatórios, Distúrbios neurológicos, Terapias complementares


Atualidade

 

Medicina hiperbárica

Oxigenoterapia Hiperbárica

A oxigenoterapia hiperbárica é uma forma de tratamento que consiste em submeter o paciente à ventilação, espontânea ou não, com oxigênio puro e em ambiente estanque e pressurizado, a chamada câmara hiperbárica (emprego da pressão do oxigênio a se administrar).

Existem inúmeras indicações para a oxigenoterapia hiperbárica, seja como tratamento principal ou como coadjuvante, em doenças agudas ou crônicas, de natureza isquêmica, infecciosa, traumática ou simplesmente inflamatória , geralmente resistentes aos tratamentos habituais. As indicações são cientificamente reconhecidas e constam da resolução do Conselho Federal de Medicina n. 1457/95.

Referência:

Brito, T – Medicina Hiperbárica/Oxigenoterapia Hiperbárica – Conselho Federal de Medicina, maio/junho 2002.

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Distimia – O que é?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios psiquiátricos


A distimia está classificada dentro dos transtornos persistentes do humor como uma depressão crônica na qual os pacientes apresentam, usualmente, períodos de dias ou semanas quando descrevem a si mesmos como estando bem, mas na maior parte do tempo (com freqüência por meses) se sentem cansados e deprimidos. Tudo é um esforço e nada é desfrutável. Eles se preocupam e se queixam, dormem mal e se sentem inadequados, mas são usualmente capazes de lidar com as exigências básicas do dia-a-dia.

O distímico só enxerga o lado negativo do mundo e não sente prazer em nada. A diferença entre ele e o resto dos mal-humorados é que os últimos reclamam de um problema, mas param diante da resolução. O distímico reclama até se ganhar na loteria. Não fica feliz, porque começa a pensar coisas negativas, como ser alvo de assalto ou de seqüestro.

A QUEM CONSULTAR – A pessoa com perfil distímico deve ser consultado com um psiquiatra e fazer uma terapia específica. Tentar ajudá-lo incentivando-o a ver o lado bom da vida pode não der suficiente sem uma terapia específica.

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Miopatias mitocondriais – O que é?

Categoria(s): Dicionário


Dicionário

As miopatias mitocondriais são um grupo raro de doenças, caracterizadas por comprometimento multissistêmico e anormalidades morfológicas e bioquímicas das mitocôndrias. As síndromes mais comuns são: síndrome de Kearns-Sayre – uma síndrome esporádica não-hereditária associada com deleções do DNA mitocondrial, caracterizada por oftalmoplegia externa progressiva, retinite pigmentosa e bloqueio do sistema de condução do coração, alguns pacientes podem apresentar surdez, ataxia, diabetes e hipertireoidísmo; epilepsia mioclônica – apresentam mioclonia e crises epilépticas; miopatia mitocondrial – apresenta encefalopatia, acidose láctica e episódios semelhantes a acidente vasculares cerebrais e oftalmoplegia externa progressiva com miopatia esquelética.

Em muitos idosos a maior manifestação clínica é a oftalmoplegia externa progressiva, que se desenvolve insidiosamente com ptose bilateral e fraqueza muscular proximal leve. O diagnóstico é feito por estudo histológico de biópsia de músculo e estudos laboratorias dos músculos (creatinofosfoquinase).

O exame histológico mostra aumento do número de mitocôndrias na fibra muscular, aumento do tamanho ou a existência de inclusões cristalinianas anormais nestas mitocôndrias. O exame histoquímico revela um padrão de cores nas fibras musculares que resulta do acúmulo de mitocôndrias aumentadas de tamanho. Ao exame de mancha tricômica as fibras se coram de azul, enquanto as mitocôndrias da periferia se coram de vermelho forte, tendo o aspecto ” Ragged red fibers” (Ver figura) .

miopatia mitocondrial

Conduta

No diagnóstico diferencial da miopatia mitocondrial é importante que sejam incluídos: miastenia gravis, orbitopatia de Basedow-Graves.

A miopatia mitocondrial é uma desordem complexa que requer o envolvimento de várias especialidades médicas, incluindo neurologia, cardiologia, oftalmologia e endocrinologia. É imperativo que os pacientes tenham um acompanhamento regular nestas áreas, uma vez que o prognóstico é reservado e a desordem é geralmente progressiva.

Referências:

Gabbai AA., Oliveira ASB. Doenças dos músculos. In: Prado FC do P, Ramos J, Valle JR. Atualização terapêutica manual prático de diagnóstico e tratamento. 17ª ed. São Paulo: Artes Médicas; 1995. p.707-8.

Larsson NG, Oldfors A. Mitochondrial myopathies. Acta Physiol Scand. 2001;171(3):385-93.

Kalenak JW, Koller AE. Kearns-Sayre syndrome and primary open-angle glaucoma. Am J Ophthalmol. 1989;108(3):335-6.

Consoni Filho E, Oliveira ASB, Schmidt B. Musculatura extra-ocular: um músculo esquelético diferenciado. Arq Bras Oftalmol. 1994;57(6):394-9.

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