Arquivo de 23/jul/2009

Leishmaniose – O que é?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios da pele, Infectologia, Infestações por protozoários


Dicionário

Leishmaniose é um grupo de doenças causadas por protozoários do gênero Leishmania: o calazar (causado pela L. donovani), a leishmaniose tegumentar (L. brasiliensis) e o botão do oriente (L.tropica). No calazar, as leishmanias localizam-se no baço, fígado e medula óssea. A moléstia é grave e, se não for tratada, pode levar à morte. A sua incidência no Brasil é elevada. Na leishmaniose tegumentar, os protozoários localizam-se na pele e mucosa, causando profundas ulcerações, geralmente em regiões expostas do corpo, como face e membros. É freqüente na América do Sul, inclusive no Brasil, e conhecida como “úlcera de Bauru”. A moléstia não chega a causar a morte, mas provoca lesões deformantes, principalmente na face e na região do nariz. O botão do oriente é uma leishmaniose benigna, caracterizada por pequena ulceração da pele (foto). Não é comum no Brasil.

Nas duas últimas décadas, a leishmaniose visceral (LV) reapareceu no mundo de forma preocupante. No Brasil, epidemias urbanas foram observadas em várias cidades e a doença tem sido verificada como infecção oportunista em pacientes com aids. Além disso, a expansão da epidemia acometendo idosos com várias denças tem ocasionado número elevado de óbitos.

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Leishmaniose – Como é a transmissão?

Categoria(s): Atuação Preventiva, Distúrbios da pele, Infestações por protozoários, Programas de saúde


Transmissão

A leishmaniose é muito frequente em todo o mundo como mostra a imagem da OMS (Organização Mundial da Saúde). Sua transmissão se dá através da picada de insetos infectados do gênero Phlobotomus, conhecidos popularmente como “mosquito de palha”, “cangalinha” ou “birigui”. O mosquito, ao picar um ser infectado para se alimentar – que tanto pode ser o cão como um animal silvestre ou o próprio homem – absorve o parasita (agente causador da leishmaniose) que se desenvolverá atacando algumas células sanguíneas tornando-se infectante após cerca de sete dias. Ao fim deste tempo, quando o mosquito for picar outro vertebrado para se alimentar, vai deixar nele o parasita na sua corrente sanguínea, onde se reproduzirá e provocará a doença. E termina aqui o ciclo. O mosquito não passa de um hospedeiro intermediário que, ao picar este vertebrado doente servirá de veículo do parasita a outro ser (sadio) que vier a picar e assim sucessivamente.

Sem o mosquito não haverá o ciclo. Por isso, o contacto de um cão contaminado com um sadio ou o simples contacto do cão com o homem não constituem qualquer perigo de contágio da doença como frequentemente se pensa.

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Leishmaniose – Quais os sintomas?

Categoria(s): Distúrbios da pele, Programas de saúde


Sintomatologia

Os principais sintomas são: febre durando vários dias, apatia e palidez. Em estágios mais avançados, a doença ataca o fígado e o baço, causando diarréia, problemas cardíacos e respiratórios. A leishmaniose é uma doença grave e, quando não é tratada devidamente, pode levar à morte.

Existem duas formas clínica da leishmaniose: a forma  cutânea e a forma visceral.

Leishmaniose Tegumentar ou Cutânea – Infecção cutânea ou cutânea-mucosa, localizada nas células do sistema retículo-endotelial (macrófagos do sistema de defesa do organismo humano), de tegumento, caracterizada por lesões nodulares ulcerativas, que dá origem a úlceras com fundo granuloso e avermelhado.

Leishmaniose Visceral – Infecção do sistema retículo-endotelial que se localiza sobretudo no baço, fígado e medula óssea, provocando aumento das vísceras. conhecida também como calazar. Acomete principalmente as populações rurais, mas está em fase de franca urbanização.

As complicações infecciosas e as hemorragias são os principais fatores de risco para a morte na LV. A identificação precoce dos pacientes que poderão evoluir mal é de fundamental importância para se reduzir a letalidade por meio da instituição de medidas terapêuticas e profiláticas.

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