Arquivo de julho, 2009

Leishmaniose – Como é a transmissão?

Categoria(s): Atuação Preventiva, Distúrbios da pele, Infestações por protozoários, Programas de saúde


Transmissão

A leishmaniose é muito frequente em todo o mundo como mostra a imagem da OMS (Organização Mundial da Saúde). Sua transmissão se dá através da picada de insetos infectados do gênero Phlobotomus, conhecidos popularmente como “mosquito de palha”, “cangalinha” ou “birigui”. O mosquito, ao picar um ser infectado para se alimentar – que tanto pode ser o cão como um animal silvestre ou o próprio homem – absorve o parasita (agente causador da leishmaniose) que se desenvolverá atacando algumas células sanguíneas tornando-se infectante após cerca de sete dias. Ao fim deste tempo, quando o mosquito for picar outro vertebrado para se alimentar, vai deixar nele o parasita na sua corrente sanguínea, onde se reproduzirá e provocará a doença. E termina aqui o ciclo. O mosquito não passa de um hospedeiro intermediário que, ao picar este vertebrado doente servirá de veículo do parasita a outro ser (sadio) que vier a picar e assim sucessivamente.

Sem o mosquito não haverá o ciclo. Por isso, o contacto de um cão contaminado com um sadio ou o simples contacto do cão com o homem não constituem qualquer perigo de contágio da doença como frequentemente se pensa.

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Leishmaniose – Quais os sintomas?

Categoria(s): Distúrbios da pele, Programas de saúde


Sintomatologia

Os principais sintomas são: febre durando vários dias, apatia e palidez. Em estágios mais avançados, a doença ataca o fígado e o baço, causando diarréia, problemas cardíacos e respiratórios. A leishmaniose é uma doença grave e, quando não é tratada devidamente, pode levar à morte.

Existem duas formas clínica da leishmaniose: a forma  cutânea e a forma visceral.

Leishmaniose Tegumentar ou Cutânea – Infecção cutânea ou cutânea-mucosa, localizada nas células do sistema retículo-endotelial (macrófagos do sistema de defesa do organismo humano), de tegumento, caracterizada por lesões nodulares ulcerativas, que dá origem a úlceras com fundo granuloso e avermelhado.

Leishmaniose Visceral – Infecção do sistema retículo-endotelial que se localiza sobretudo no baço, fígado e medula óssea, provocando aumento das vísceras. conhecida também como calazar. Acomete principalmente as populações rurais, mas está em fase de franca urbanização.

As complicações infecciosas e as hemorragias são os principais fatores de risco para a morte na LV. A identificação precoce dos pacientes que poderão evoluir mal é de fundamental importância para se reduzir a letalidade por meio da instituição de medidas terapêuticas e profiláticas.

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Leishmaniose – Como diagnosticar?

Categoria(s): Distúrbios da pele


Diagnóstico

 

Leishmaniose

Para a confirmação diagnóstica da suspeita clínica da leishmaniose, deve-se proceder à coleta de sangue para sorologia específica e punção de medula óssea para o diagnóstico parasitológico. Além desses, outros exames complementares deverão ser solicitados: hemograma (com contagem de plaquetas), velocidade de hemossedimentação, testes de coagulação sangüínea, creatinina, alanina aminotransferase, aspartato aminotransferase, atividade de protrombina, bilirrubinas, albumina, globulina, urina, hemocultura, urocultura e radiografia do tórax.

Diagnóstico Laboratorial

A pesquisa de anticorpos em soro humano por Imunofluorescência Indireta (IFI): detecta anticorpos da classe IgG e IgM. Não distingue as duas leishmanioses (visceral e tegumentar)

 

 

As imagens abaixo mostram o parasita (Leishmania) na formas parasitárias intracelular (amastigota), e extracelular (trofozoita) -  forma alongada.

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