Arquivo de 2/ago/2009

A diverticulose é uma anomalia comum?

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Sim. Acredita-se que aproximadamente 1 em cada 10 pessoas apresenta esses divertículos, mas a grande maioria não revela sintomas.

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Diverticulite – O que é?

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Dicionário

A maioria das pessoas com diverticulose nunca têm sintomas. Os exames diagnóstico dos divertículos (colonoscopia, enema opaco) são desconfortáveis e não indicados com preventivos. Pessoas que ingerem grandes quantidades de fibra na dieta são menos propensos à desenvolver a doença diverticular. Recomenda-se 20 a 35 gramas de fibra ao dia, preferivelmente através de frutas, legumes e cereais. Também pode usar o farelo de trigo não processado ou um produto à base de fibra. É importante aumentar o consumo de fibras gradualmente e beber mais água para aumentar o “bolo fecal” e com isso reduzir a pressão dentro do intestino. A fibra não irá curar a diverticulose existente, mas pode impedir que outros divertículos venham a se formar.

Os pacientes com diverticulite (inflamação do divertículo), normalmente, queixam-se de sofrer alterações do hábito intestinal e cólicas intermitentes na parte inferior do abdome. O início do quadro de diverticulite é com sintomas geral como: mal-estar, febre ou calafrio, associados aos sintomas progressivos de irritação abdominal (peritoneal) localizada, mais comum na fossa ilíaca esquerda (região junto da virilha esquerda), devido ao comprometimento do cólon sigmóide. O segmento intestinal inflamado e edemaciado leva à obstrução subaguda com tumefação abdominal e fezes amolecidas. Os sintomas associados de anorexia e náusea são comuns. No exame físico encontramos taquicardia, febre e sinal de defesa localizada com rebote.

A diverticulite pode levar a complicações sérias como abscesso (coleção de pus), perfuração, obstrução intestinal por aderências, ou fístula que é uma comunicação anormal entre dois órgãos (como um túnel). Uma complicação rara, mas ameaçadora à vida, chamada peritonite pode acontecer quando o divertículo se rompe, espalhando a infecção na cavidade abdominal. A peritonite requer tratamento cirúrgico e também antibióticos intravenosos. Até 35 por cento dos pacientes com peritonite não resistem.

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Diverticulite – Hemorragia intestinal

Categoria(s): Distúrbios digestivos, Emergências


Complicações

Os divertículos do cólon representam a causa mais freqüente de hemorragia intestinal nos idosos, podendo os pontos de sangramento estar localizados igualmente em cólon esquerdo e em cólon direito. A diverticulose está presente em aproximadamente 50% dos indivíduos com mais de 50 anos.

O divertículo se forma por adelgaçamento da parede intestinal, pela ausência da camada muscular (seta), como ilustra a figura a direita, expondo os vasos do fundo do divertículo.

diver O fator desencadeante do sangramento seria o aparecimento de erosões ou ulcerações no colo ou fundo do divertículo, comprometendo ramos intramurais da artéria marginal, responsável pela vascularização do cólon.

Normalmente, o sangramento se origina em um único divertículo, mais comumente do lado direito do cólon, e, em geral cessa, espontaneamente.

A utilização de ácido acetilsalicílico e de antiinflamatórios não-hormonais poderá desencadear o sangramento dos divertículos, que se manifesta por meio da evacuação de abundante quantidade de sangue, geralmente em coágulos, misturado com fezes.

A recorrência do episódio de sangramento ocorre em 25% dos casos.

diverticulosO diagnóstico é realizado por meio do exame endoscópico (colonoscopia) como ilustra a figura ao lado; muitas vezes, porém, pela quantidade de sangue coletado e pela impossibilidade de realizar preparo adequado, tem-se prejudicada a total visualização da mucosa colônica. Nessas condições, é importante dispor do recurso da arteriografia da mesentérica inferior, que, quando o fluxo de sangramento for superior a 0,5 ml/min, demonstrará o local de sangramento e também verificará outras causa possíveis da hemorragia, principalmente as de origem vascular. Por meio da arteriografia poderá ser efetuada, também, a embolização do vaso sangrante.

A terapêutica, na maior parte das vezes, é conservadora, com reposição volêmica. A utilização de clisteres com sulfato de bário tem ação efetiva, com tamponamento dos divertículos pela aderência dessa substância à mucosa intestinal. Com a colonoscopia, pode-se, também, tratar localmente o sangramento por meio de esclerose ou eletrocoagulação.

Em situações mais graves, com desencadeamento do choque hipovolêmico, sem resposta à terapêutica clínica, deverá ser indicada a opção cirúrgica, com remoção de todo o cólon comprometido.

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