Epilepsia – Quais as causas?

Categoria(s): Distúrbios neurológicos

Quais as causas de epilepsia?

No estudo das causas da epilepsia pode-se detectar alterações morfológicas, como exemplos cicatrizes, tumores, mal formações, etc; outras vezes distúrbios metabólicos, como hipoglicemia ou hiperglicemia, hiponatremia ou hipernatremia, etc.; outras devido a exposição a drogas ou substâncias tóxicas, como álcool, anfetamina, tranqüilizantes, etc.; a infecções do cérebro, como meningites, AIDS, tétano, etc.; a oxigenação insuficiente; a reações adversas a medicamentos; a febre alta e outras doenças.

Doenças cerebrovasculares, em suas diversas formas clínicas, é a principal etiologia reconhecida em indivíduos acima de 60 anos. Corresponde a 30%-40% dos novos casos da doença nesta faixa etária. Cerca de 15% dos que sobrevivem a um evento vasculo-cerebral, apresentarão crises epilépticas no período de cinco anos.

Das doenças degenerativas cerebrais, a de Alzheimer afeta 1% a 2% da população acima de 60 anos, sendo que após 10 anos do diagnóstico, cerca de 15% dos pacientes terão tido crises epilépticas.

O uso abusivo de álcool corresponde em pelo menos 5% dos casos nessa faixa etária.

A incidência de tumores cerebrais aumenta com o envelhecimento, e aproximadamente 30% deles iniciam o quadro clínico com crises epilépticas. Como apresentam outros sintomas predominantes no quadro clínico, eles não estão entre as causas mais freqüentes de epilepsia.

Infecções do sistema nervoso central e trauma, apesar de menos freqüentes que nos indivíduos mais jovens, têm incidência de 2%-3% dos casos nos idosos.

Antigamente chamada de idiopática, a epilepsia criptogênica é particulamente freqüente no idoso, ao redor de 40%. Estima-se que muitos pacientes que não apresentam causa evidente para a doença, tenham acidente vascular silencioso. É certo também que os fatores de risco para doença cérebro-vascular também aumentam o risco de epilepsia.

A população idosa cresce progressivamente em todo mundo, principalmente nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Com isto, temos um aumento da incidência de crises epilépticas e epilepsias decorrentes a doenças relacionadas com as doenças dessa faixa etária. Estudos em pessoas com 75 anos ou mais demonstram que a epilepsia tem uma prevalência de 1% a 1,5%. Residentes em instituições para idosos mostram que ao redor de 5% de seus habitantes têm o diagnóstico de epilepsia e de 7% a 10% deles fazem uso de anticonvulsivantes.

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