Pelagra – O que é?

Categoria(s): Distúrbios da pele, Distúrbios digestivos, Distúrbios metabólicos

Dicionário

Atualmente a pelagra, doença nutricional causada deficiência da vitamina B3 (Niacina), não é uma doença tão comum quanto no passado, mas pode ser encontrada com certa freqüência em nosso meio, principalmente entre idosos, desnutridos e alcoólatras. É preciso estar atento para as formas incompletas, pois podem ser de muito difícil diagnóstico, com sintomatologia por vezes só cutânea, só neurológica ou só gastrintestinal.

O termo pelagra, que significa “pele áspera”, foi primeiramente utilizado por Frapolli, em 1771 na Itália, onde nessa época foi feito um grande número de estudos sobre o assunto. Havia tantos casos de pelagra que até foi criado um hospital de pelagra em Legano, Itália, em 1784. A melhora dos pacientes quando em ambiente hospitalar era atribuída ao repouso, ar fresco, exposição solar, água, tudo, menos melhora na alimentação. Foi somente em 1810 que Marzari suspeitou de um defeito na dieta alimentar.

A pelagra tinha sido reconhecida em 1735 por Gaspar Casal, médico de Felipe V da Espanha, que a observou nos arredores da cidade de Cviedo, nas Astúrias. Porém, Casal, que só publicou suas observações em 1762, considerando-a como uma forma peculiar de lepra, chamando-a de “Lepra das Astúrias”. Ele descreveu a demência e as lesões semelhantes a queimaduras em torno do pescoço que ficaram conhecidas como “Colar de Casal” (figura).

Niacina – A niacina (ácido nicotínico) pode ser sintetizada a partir do triptofano, tanto pela flora intestinal quanto nos tecidos, e ainda não se sabe qual das duas é a maior fonte de niacina endógena no indivíduo normal. A necessidade de niacina exógena diária é da ordem de 15 a 20mg. Sua demanda aumenta com maior consumo de calorias, massa corporal e atividade física e diminui com a ingestão de triptofano. A dieta pelagrogénica seria aquela deficiente principalmente em nicotinamida, triptofano e vitaminas B1, B2 e B6. Há também trabalhos que sugerem uma ligação direta entre deficiência de zinco e de triptofano, a primeira sendo resultado da segunda, e contribuindo para o aparecimento das lesões cutâneas e gastrintestinais da pelagra.

Fontes: as fontes de niacina e do seu precursor, o triptofano, são as vísceras, carnes magras, aves, peixes, amendoin, leguminosas e a levedura da cerveja; leite e ovos são pobres em niacina, mas são ricos em triptofano. Vegetais e frutas são fontes pobres. A niacina é muito estável à luz, ao calor, ao ar, aos ácidos e álcalis, porém uma pequena parte é perdida na água, desprezada do cozimento.

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