Arquivo de setembro, 2009

Linfangite por filária – O que é?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios cardiocirculatórios, Distúrbios Inflamatórios, Infectologia


Dicionário

Linfangite é a lesão infecciosa dos vasos linfáticos de um determinada região. Essa lesão, pode ser causada por uma bactéria (Streptococcus pyogenes grupo A); por um verme (helmintos da espécie Wuchereria bancrofti); por disseminação linfogênica de um câncer; ou por lesões químicas ou irradiações de tumores.

Filariose – Elefantíase

ElefantíaseA filariose, ou filaríase, é causada por vermes que parasitam os vasos linfáticos do homem. No caso brasileiro, ela é ocasionada por helmintos da espécie Wuchereria bancrofti. A infecção ocorre quando mosquitos da espécie Culex quinquefasciatus, que ao picarem o homem transmitem larvas da W. bancrofti.

Causadora da elefantíase, a filariose linfática coloca em risco um bilhão de pessoas em todo o mundo. Mais de 120 milhões sofrem da doença, sendo que mais de 40 milhões se encontram gravemente incapacitados ou apresentam deformações. Dos infectados, um terço vive na Índia, um terço na África e o restante na Ásia, Pacífico Ocidental e Américas.

O período de incubação da filariose é de 9 a 12 meses. Os primeiros sintomas costumam ser processos inflamatórios (desencadeados pela morte do verme adulto) localizados nos vasos linfáticos (linfangite), com febre, calafrio, dor de cabeça, náusea, sensibilidade dolorosa e vermelhidão ao longo do vaso linfático – em diferentes regiões independentes de sua localização: escroto, cordão espermático, mama, membros inferiores, etc. São freqüentes os casos com ataques repetidos de linfangite, linfadenite (inflamação dos nódulos linfáticos) e lesões genitais.

A evolução da filariose é lenta. Seus sinais e sintomas são decorrentes principalmente da dilatação (ectasia) do vaso linfático muitas vezes complicada por infecções secundárias. De 10% a 15% dos casos de filariose vão apresentar elefantíase (figura), após 10 a 15 anos de infecção. Na elefantíase, há fibrose (endurecimento e espessamento) e hipertrofia (inchaço exagerado) das áreas com edemas linfáticos, provocando deformações. Geralmente, ela se localiza em uma ou ambas as pernas.

Tratamento

A droga de escolha para o combate à filariose é a dietilcarbamazina. Em países em que a doença coexiste com a oncocercose, usa-se a ivermectina. Em casos específicos de resistência ao tratamento clínico com medicamentos, há indicação de retirada cirúrgica do verme adulto.

Referências:

Ferreira, F.S.C. & Rocha, L.A.C.- Filaríases. In: Veronesi, R. Doenças Infecciosas e Parasitárias, 8a Ed., Rio de Janeiro, Guanabara-Koogan, 1991.

Dreyer G, Rocha A. Filariose Bancroftiana. In: Ferreira, AW, Ávila SLM (ed) Diagnóstico Laboratorial: avaliação de métodos de diagnóstico das principais doenças infecciosas e parasitárias e auto-imunes. Correlação clínico-laboratorial. São Paulo, Guanabra Koogan, p.194-200, 1996.

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Condrocalcinose – O que é?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios metabólicos, Distúrbios osteoarticulares


A condrocalcinose ou pseudo gota, se deve a presença de sais de cálcio nas articulações, causando dores e alterações funcionais. Os principais sais são o pirofostato de cálcio (DPPC), a hidroxiapatita (fosfato básico de cálcio), o fosfato octacálcico e o fosfato tricálcico. O termo pseudogota refere-se à sinovite aguda ou crônica, associada aos cristais de hidrato pirofosfato de cálcio no líquido sinovial.

Condrocalcinose é o termo usado para definir a calcificação da cartilagem articular observada ao raios-X. Sua prevalência aumenta com a idade, 15% nos pacientes entre 65 e 74 anos, 44% nos pacientes acima de 84 anos. As articulações mais acometidas são joelhos 25%, sínfese púbica 15% e punho 19%. A condrocalcinose é classificada em esporádica (idiopática), hereditária (familiar) e secundária. A condrocalcinose secundária está associada ao hiperparatireoidísmo, hemocromatose, hipomagnesemia e envelhecimento. As manifestações clínicas caracterizam-se por um ataque agudo de monoartrite e, não raramente, de poliartrite semelhante ao quadro clínico da gota úrica, com sinais inflamatórios exuberantes. Em pacientes idosos, as manifestações sistêmicas podem apresentar febre e confusão mental.

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Memória Semântica – O que é?

Categoria(s): Distúrbios neurológicos


Dicionário

Memória Declarativa retém informações que o individuo processa conscientemente. Divide-se em memória episódica e memória semântica.

Memória Semântica: É responsável por nossos conhecimentos acerca do mundo, por produtos verbais, como nomes dos lugares, descrições de acontecimentos sobre o mundo, vocabulários e normas sintáticas. Sua função é lembrar o passado, mas também planejar o futuro.

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