Pielonefrite aguda – Como diagnósticar?
Categoria(s): Distúrbios urogenitais, Infectologia
Como fazer o diagnóstico?
O quadro toxemico apresentado pelo paciente, a presença da piúria (piócitos na urina), febre alta, bacteremia (episódios de calafrios), dor no flanco sugere fortemente pielonefrite aguda. Culturas de urina e sangue são fundamentais para determinar o agente especÃfico e orientar a melhor antibióticoterapia. Uma exame bacteriológico, com coloração de Gram, da urina é util para dar uma idéia do possÃvel agente infeccioso.
Anatomopatologia – As marcas caracterÃsticas da pielonefrite aguda são inflamação supurativa intersticial focal, agregados intratubulares de neutrófilos e necrose tubular (veja corte histológico da figura). Macroscopicamente a pielonefrite aguda é marcada por um exsudato neutrofÃlico agudo (focos de coloração amarelada da figura) dentro dos túbulos e parienquima renal.
Após a fase aguda da pielonefrite, ocorre a recuperação. O infiltrado neutrofÃlico é substituido por infiltrado mononuclear, com macrófagos, plasmócitos e posteriormente linfócitos. Os focos inflamatórios são finalmente substituÃdos por cicatrizes fibróticas que podem ser vistas na superfÃcie cortical renal como depressões.
Os aspectos macroscópicos da pielonefrite pode ser evidenciada pela exame de ultrassonografia ou ressonância magnética abdominal. O exame radiológico de pielografia é contraindicado pelo risco de disseminação da infecção.
Referências:
Cattel WR. Infections of the kidney and urinary tract. Oxford University Press, London, 1996. (Oxford Clinical Nephrology Series).
Schoolnik GK. How Escherichia coli infects the urinary tract. N Engl J Med 320: 804-805, 1989.
Tags: Necrose tubular
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