Fatores promotores da fratura
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), registram-se um milhão de fraturas de punho por ano em decorrência de osteoporose, de vértebra são 400 mil e de fêmur 200 mil. Esta última é uma das responsáveis por levar os pacientes à cirurgia e também à invalidez. “Uma em cada cinco mulheres acima dos 50 anos é vítima deste tipo de fratura e a incidência aumenta à medida que a idade avança. De cada três mulheres acima dos 80 anos, uma terá fratura e destas, metade morrerá em conseqüência dessa fratura”. Aos 50 anos de cada seis mulheres, um homem tem osteoporose e aos 70 anos, de cada duas mulheres, um homem será portador da doença.
Os fatores de riscos podem ser classificados em três grupos: relacionados à força óssea, associados a quedas e, por último, com as características clínicas:
Força óssea – A força óssea é determinada pela densidade mineral e arquitetura ósseas, taxas de remodelação e mineralização e acúmulo de microdanos ao osso.
Quedas – Mais de 95% de fraturas do quadril resultam de quedas. O risco de queda aumenta com o avançar da idade e começa na época da menopausa. As mulheres são mais propensas a quedas com fraturas que os homens.
Características clínicas - Idade, uso de estrogênios, hábito de fumar, alcoolísmo, uso de cálcio, uso de vitamina D. Os riscos adicionais para fratura são: perda de peso, cognição, situação socioeconômica, estação do ano, deficiência visual, estado civil, atividade física, uso de certas medicações.

O que vai determinar se uma pessoa terá ou não de osteoporose depende de diversos aspectos, entre eles, da quantidade de cálcio, sol, prática de exercícios físicos, hormônios e do pico de massa óssea, que é a quantidade de massa que se adquire até os 30 anos. As pessoas que tem mais propensão a osteoporose e fraturas são as que já tem casos na família, problemas hormonais, renais, baixa ingestão de cálcio e carência de vitamina D (encontrada na maioria das frutas, verduras e legumes).
A prevenção é baseada na prática de atividades físicas, alimentação equilibrada, tomar sol e consumir alimentos como sardinha, couve flor, brócolis e queijos. A orientação como sempre é fazer acompanhamentos médicos constantes, seja com geriatra, ortopedista, porque a osteoporose não dói e ao contrário do que se pensa as pessoas caem porque os ossos se quebram e não quebram os ossos porque caem.
Referências:
Quedas em idosos – Projeto Diretrizes do Conselho Federal de Medicina – Brasil [on line]