Arquivo de 10/jan/2010

Coagulação – Qual o papel do fibrinogênio?

Categoria(s): Distúrbios hematológicos, Distúrbios Inflamatórios, Exames laboratoriais


Hemostasia

Fibrinogênio – O fibrinogênio é uma proteína abundante no plasma que desempenha papel fundamental na hemostasia*. Nas reações inflamatórias, tem provável papel no reparo tecidual e na cicatrização. A dosagem sanguínea do fibrinogênio permite ao médico saber se a pessoa está em fase aguda de uma doença ou se a recuperação está se fazendo de forma adequada.

A molécula de fibrinogênio é composta por duas subunidades ligadas por uma ponte dissulfato (dois átomos de enxofre). A clivagem desta molécula pela trombina resulta em dois fibrinopeptídeos, e a molécula resultante polimeriza-se e mantém-se estável devido ao fator XIII e a pontes interplaquetárias (ligação do fibrinogênio a glicoproteínas IIb/IIIa) formando a fibrina. Por meio de receptores semelhantes aos das glicoproteínas IIb/IIIa, o fibrinogênio interage com o endotélio e interfere na adesão das moléculas, motilidade e organização do citoesqueleto**. Uma vez formada a fibrina, estimula a adesão, a dispersão e a proliferação de células endoteliais.

* Hemostasia – hemostasia é a propriedade que o sangue possui de ser líquido quando dentro dos vasos e tornar-se sólido (coagular-se) quando existir alguma abertura na parede do vaso, por exemplo no corte de uma artéria ou veia.

**Citoesqueleto – proteínas do interior das células que permite a disposição organizadas das organelas celulares, como núcleo, complexo de Golgi, nucléolo, etc

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