Triglicérides elevado – Como tratar?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Distúrbios metabólicos, Medicamentos, Terapias complementares

Tratamento

Considera-se triglicérides elevado (hipertrigliceridemia) quando as dosagens sanguíneas fique acima de 400 mg/dL ou 4,6 mmol/L. Níveis de triglicérides considerados ótimos são aqueles valores abaixo de 150 mg/dL (1,7 mmol/L).

Medidas iniciais – Para o tratamento da hipertrigliceridemia deve-se inicialmente afastar as causas que elevam a taxa de triglicérides sanguíneo, como: hiperglicemia, uso de bebidas alcoólicas, de estrógenos, de beta-bloqueadores (se possível) e obesidade. Nas mulheres na pós-menopausa portadoras de hipertrigliceridemia (valores acima de 400 mg/dL) o uso de estrógenos deve ser evitado.

Tratamento farmacológico – Em portadores de doença arterial coronária (DAC) ou equivalente isquêmico, o tratamento dietético deve ser complementado com fibratos (gemfibrozil, fenofibrato), niacina (estatina) ou cápsulas de óleo de peixe (ômega-3). Ácidos graxos ômega-3 (óleo de peixe) – Descoberto através da observação de baixa incidência de DAC em populações que consomem grande quantidade de peixes de água fria (esquimós), os ácidos ômega-3 podem ser úteis como segunda droga em pacientes hipertrigliceridêmicos que não respondem adequadamente aos fibratos. Podem ser usados na posologia de 1 a 2 g duas vezes ao dia. Dada sua atividade fibrinolítica, estas drogas podem ocasionar aumento no tempo de sangramento. Outros efeitos colaterais incluem hiperglicemia e halitose (odor de peixe).

A terapia é de extrema importância para aqueles pacientes com concentrações de triglicérides acima de 1000 mg/dL (11,3 mmol/L) em função do risco de pancreatite aguda. Nestes pacientes, o gemfibrozil ou fenofibrato são as drogas de escolha.

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