Arquivo de 16/jan/2010

Carcinoma papilIfero da tireoide – O que é?

Categoria(s): Câncer, Dicionário, Distúrbios endócrinos


Dicionário

O câncer tireoidiano é a neoplasia maligna mais comum do sistema endócrino, correspondendo a cerca de 1% de todos os cânceres. O epitélio folicular e as células C (parafoliculares), que constituem o tecido tireoidiano, podem sofrer transformação neoplásica, dando origem às neoplasias papilares, foliculares e anaplásicas, quando oriundas do epitélio folicular produtor de T4 e tireoglobulina, e às medulares, quando decorrem da degeneração das células C, neuroendócrinas, produtoras de calcitonina. As duas principais formas de carcinomas diferenciados de tireóide são o carcinoma papilífero e o carcinoma folicular.

Biópsia aspirativa da tireoide - Câncer papilífero

O carcinoma papilífero é o tumor mais freqüente, responsável por aproximadamente 80% dos casos de câncer tireoidiano. O tumor papilífero pode ter consistência firme ou cística e a glândula tireóide pode estar aumentada assimetricamente, difusamente ou ser multinodular. O aspecto histológico patognomônico do carcinoma papilífero é um padrão arboriforme ramificado complicado, com contornos nítidos devido ao estroma fibrovascular axial. O exame citológico (veja a imagem) de um material colhido por biópsia de aspiração com agulha fina de um nódulo de tireóide com carcinoma papilífero mostra células e núcleos são grandes, e seu citoplasma tem um aspecto de “vidro de relógio”. Nucléolos são proeminentes e os núcleos apresentam fissuras, sulcos e cavidades, devido às inclusões citoplasmáticas intranucleares (“Orphan Annie eyes”).

“Diagnóstico e tratamento

Um nódulo tireoidiano pode ser avaliado pela cintilografia com radioisótopos, mas ultra-sonografia é o método de imagem preferido para avaliar um nódulo tireoidiano. A biópsia por aspiração é o procedimento de escolha na definição do tipo citológico, sendo um exame simples, de baixo custo, com definição diagnóstica.

Os protocolos terapêuticos consistem em tireoidectomia total, com posterior ablação de remanescentes tireoidianos com iodo-131, associada à terapia com levotiroxina para suprimir o TSH, nos casos de tumores diferenciados.

Referências:

INCA: Condutas: Câncer de Tireóide. Rev Bras Cancerol 2002; 48:181-5.
Ministério da Saúde – União Internacional contra o Câncer (UICC). TNM Classificação dos tumores malignos. Centro de Documentação do Ministério da Saúde, 5ª ed., 1998:128-36.
Souza ASR, Cardoso AS, Guerra GVQL, et ali – Câncer de tireóide na gravidez – Relato de caso. Rev Bras Clin Terap 32(3):139-144,2006.

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