Arquivo de 26/jan/2010

Mau hálito (halitose) – Qual a causa?

Categoria(s): Cuidados alimentares, Cuidados higiênicos, Distúrbios digestivos


Frequentemente, a culpa do mau hálito provém de uma hieiene bucal malfeita. Muitos restos de alimentos permanecem na boca, principalmente carbohidratos (açucar, amido, bolhas, doces) que podem literalmente apodrecer, decompondo-se em vários gases e resíduos putrefeitos. A ingestão de certos alimentos ou medicamentos, fumo excessivo, bebidas alcoólicas. Problemas da boca (dentes infeccionados ou mal cuidados, gengivas infeccionadas). Doenças generalizadas como as de origem gastrintestinal, doenças dos pulmões, rins e fígado, tambem pode ocasionar mau hálito.

O mau hálito pode ser evitado fazendo-se boa higiene bucal e dental, usando pulverizadores, líquidos para bochechos e pastilhas apropriadas. Os chicletes sem açucar são recomendados, pois aumentam a produção de saliva que elimina as bactérias e os restos de comida. O hábito de mastigar constantemente chicletes pode ocasionar excesso de formação da saliva e hipertrofia das glândulas salivares.

A QUEM PROCURAR – Os problemas bucais devem ser vistos pelos odontologistas e médicos otorrinolaringologistas. Os problemas de mau hálito de origem digestiva devem ser vistas pels médicos gastroenterologistas, pois podem significar doenças do aparelho digestivo que resultem em desequilíbrios metabólicos. O excesso de carbohidratos, refrigerantes gasosos, podem ocasionar gases gástricos e mau hálito.

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Diabetes mellitus tipo 2 – O que é?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios endócrinos, Distúrbios metabólicos


Dicionário

Diabetes tipo 2

Anteriormente o diabetes mellitus tipo 2 era denominado não insulino-dependente (NIDDM, tipo II) ou diabetes do adulto. O diabetes mellitus tipo 2 é caracterizado pela insulinopenia relativa. As pessoas com este tipo de diabetes apresentam capacidade secretória residual de insulina inadequada para suplantar a necessidade metabólicas. Como resultado, advém a hiperglicemia. A quase totalidades dos pacientes são obesos, apresentam história familiar de diabetes e podem ser assintomáticos ao diagnóstico. O diabetes mellitus tipo 2 pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas é mais prevalente após os 40 anos.

Nos estádios mais tardios da doença, a secreção de insulina diminui com elevação gradativa da glicemia e aparecimento de polidipsia (beber muito líquido, em especial água) e poliúria (grande volume urinário). O atraso no diagnóstico do paciente assintomático predispõe às complicações crônicas do diabetes que já começam a se desenvolver gradualmente pelos efeitos crônicos da hiperglicemia. Este problema aponta para a importância dos programas de rastreamento populacional.

A ingestão excessiva de calorias levando a ganho ponderal e obesidade é, provavelmente, o fator mais importante na patogênese do diabetes tipo 2. De fato, a obesidade, principalmente, a visceral tem sido identificada como o fator de risco mais importante. Pequenas perdas ponderais já podem provocar queda da glicemia dentro dos limites da normalidade em muitos pacientes com este tipo de diabetes. O sedentarismo tem sido apontado, também, como fator de risco não desprezível.

A glicose penetra nas células graças à ação da insulina. No diabetes há falta de insulina e portanto a glicose não penetra nas células permanecendo na circulação. O nível normal de açúcar no sangue é de 70 a 110 mg/dL. Acima de 110 e até 126 mg fala-se em intolerância à glicose e após 126mg – diabetes mellitus.

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Diabetes mellitus tipo2 – Como tratar?

Categoria(s): Distúrbios endócrinos, Distúrbios Inflamatórios, Distúrbios metabólicos


Tratamento

O tratamento do diabético com diabetes tipo2 visa abaixar os níveis glicêmicos e controlar outros fatores de risco para redução das complicações circulatórias observadas no diabético, para que possa haver melhora dos sintomas e normalização do estado metabólico e nutricional. Faz parte do tratamento a adequação do perfil lipêmico e pressórico do paciente, a tentativa de mudança de hábitos como o sedentarismo, o tabagismo e o alcoolismo. Também importante para o tratamento é a provisão de informações sobre nutrição ideal e atividade física adequada, não só para o próprio paciente, mas para seus familiares, cônjuges, filhos ou cuidadores, de forma a permitir a manutenção de bons hábitos por longos períodos. Assim, os desafios médicos no tratamento do diabetes tipo2 consistem nas intervenções intensivas no estilo de vida, a serem implementadas pelo paciente e seus familiares. Estudos clínicos têm demonstrado que as intervenções intensas no estilo de vida do paciente podem levar à redução taxas de glicemia. A perda ponderal, associada à prática regular de exercícios físicos também o levarão a redução de lípides e pressão arterial, diminuindo o risco cardiovascular. Apesar da prática de atividade física deve ser vigorosamente estimulada, contudo, impõe-se uma avaliação cardiovascular criteriosa prévia.

Metas glicêmicas – As metas deverão ser as seguintes: HbA1c menor que 6,5%, glicemia de jejum e pré-prandial menor que 110 mg/dl e glicemia pós-prandial de duas horas menor que 140 mg/dl.

A incorporação de exercícios físicos aos hábitos de vida pode ser uma estratégia importante, tais como subir escadas em vez de utilizar elevadores para pequenas distâncias andar pequenos percursos estacionando veículos com distância maior do acesso ao local do destino e, para usuários de transportes coletivos, descer um a dois pontos antes do previsto com o objetivo de andar até o destino, visando estimular uma prática cotidiana de atividade física, com a vantagem de não trazer custo adicional com impacto no orçamento familiar.

Tratamento farmacológico

O tratamento farmacológico do diabetes mellitus tem sido alvo de intensa pesquisa e, recentemente, diversas novas classes de medicações hipoglicemiantes foram acrescentadas. Os agentes hipoglicemiantes orais disponíveis comercialmente no Brasil  podem ser classificados em:

1. Sulfoniluréias (SU) – glibenclamida, glimepirida, gliclazida e glipizida
2. Biguanidas -metformina
3.Tiazolidinedionas –  pioglitazona
4. inibidores de alfa-glicosidases intestinais -acarbose
5. Glinidas – repaglinida e glipizida

Muito recentemente foi lançada no mercado brasileiro nova classe de drogas chamada de inibidores da dipeptil-peptidase IV (DPP-IV).

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