Arquivo de janeiro, 2010

Licopódio (Lycopodium clavatum) – Qual a indicação terapêutica?

Categoria(s): Distúrbios Inflamatórios, Distúrbios osteoarticulares, Medicina das plantas


Fitoterápicos

Lycopodium clavatum

Antigamente toda a planta de licopódio era usada como diurético e digestivo. O uso dos esporos data do século XVII. De acordo com Mrs Gneve (A Modern Herbal, 1931), “Eles têm um poder repulsivo tão forte que se a mão está pulverizada com eles, pode ser imergida em água sem ficar molhada”. Esta propriedade é usada para recobrir pílulas para lacrar qualquer gosto desagradável e prevenir a adesão umas às outras.

As partes usadas são os esporos e a planta Inteira. Uma erva sedativa, anti-bacteriana, diurética que abaixa febre, beneficia a digestão, e estimula o útero. A erva é usada interiormente para desordens urinárias e do rim, cistite catarral, gastrite, e na medicina chinesa para artrite reumatóide e danos traumáticos. Externamente para doenças de pele e irritação. Os esporos são a base para uma preparação homeopática para tosses secas, dores reumáticas.

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Carcinoma folicular da tireóide – O que é?

Categoria(s): Câncer, Distúrbios endócrinos


Dicionário

O câncer tireoidiano é a neoplasia maligna mais comum do sistema endócrino, correspondendo a cerca de 1% de todos os cânceres. O epitélio folicular e as células C (parafoliculares), que constituem o tecido tireoidiano, podem sofrer transformação neoplásica, dando origem às neoplasias papilares, foliculares e anaplásicas, quando oriundas do epitélio folicular produtor de T4 e tireoglobulina, e às medulares, quando decorrem da degeneração das células C, neuroendócrinas, produtoras de calcitonina. As duas principais formas de carcinomas diferenciados de tireóide são o carcinoma papilífero e o carcinoma folicular.

O carcinoma folicular é responsável por menos de 10% dos tumores malignos de tireóide e sua ocorrência parece estar diminuindo. Acomete pacientes em idade um pouco maior que o papilífero. A apresentação clínica é de uma massa tireoidiana assintomática. Macroscopicamente podem assumir duas formas distintas: um nódulo pequeno, aparentemente encapsulado, semelhante ao adenoma folicular, denominado carcinoma encapsulado angioinvasivo; e uma massa invasiva, ocupando todo um lobo. Microscopicamente, o aspecto é de um adenocarcinoma com variação considerável no tamanho e diferenciação dos folículos. Metástases regionais são raras nos carcinomas foliculares e à distância ocorrem em 20% dos casos, principalmente nos pulmões, ossos e cérebro.

Os fatores que afetam o prognóstico destes tumores estão relacionados ao tumor (tipo histológico, tamanho, invasão local, metástases regionais e a distância, transformação anaplásica, aneuploidia e presença de anticorpos antitireoglobulina), ao paciente (idade, sexo e associação com doença de Graves) e ao tratamento (atraso no tratamento, extensão da tireoidectomia e reposição hormonal). As taxas de recidiva e de mortalidade em 30 anos são se 15%  para o carcinoma folicular.

“Diagnóstico e tratamento

Um nódulo tireoidiano pode ser avaliado pela cintilografia com radioisótopos, mas ultra-sonografia é o método de imagem preferido para avaliar um nódulo tireoidiano. A biópsia por aspiração é o procedimento de escolha na definição do tipo citológico, sendo um exame simples, de baixo custo, com definiçnao diagnóstica.

Os protocolos terapêuticos consistem em tireoidectomia total, com posterior ablação de remanescentes tireoidianos com iodo-131, associada à terapia com levotiroxina para suprimir o TSH, nos casos de tumores diferenciados.

Referências:

INCA: Condutas: Câncer de Tireóide. Rev Bras Cancerol 2002; 48:181-5.
Ministério da Saúde – União Internacional contra o Câncer (UICC). TNM Classificação dos tumores malignos. Centro de Documentação do Ministério da Saúde, 5ª ed., 1998:128-36.
Souza ASR, Cardoso AS, Guerra GVQL, et ali – Câncer de tireóide na gravidez – Relato de caso. Rev Bras Clin Terap 32(3):139-144,2006.

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Fragilidade – O que é?

Categoria(s): Atuação Preventiva, Cuidados preventivos


Editorial

Idosa

Fragilidade é o estado de redução da reserva dos diversos sistemas fisiológicos determinada pelo efeito combinado do envelhecimento biológico, condições crônicas e abuso (tabagismo, alcoolismo) ou desuso (sedentarismo), priva os idosos de uma “margem de segurança” e aumenta a susceptibilidade às doenças e à incapacidade.Com a idade ocorre o declínio de em média 50% da capacidade vital pulmonar e do fluxo sangüíneo renal entre os 30 e 80 anos de idade. Em condições limítrofes de equilíbrio, eventos simples como uma infecção respiratória podem desencadear conseqüências em outros sistemas como a descompensação de insuficiência cardíaca e insuficiência renal, elevando a mortalidade.

No estado de fragilidade é comum observar manifestações atípicas de doenças comuns, como sintomas respiratórios predominando na apresentação clínica da pielonefrite ou ausência de dor e sinais de irritação peritoneal em pacientes com apendicite, determinando dificuldades adicionais ao diagnóstico e agravando o prognóstico.

Por serem tão comuns na população idosa, algumas condições foram denominadas “gigantes da geriatria”: virtualmente qualquer agravo à saúde do idoso pode se manifestar como – ou determinar – o surgimento de instabilidade postural e quedas, incontinências, demência, delirium, imobilidade e depressão.

Por outro lado, a freqüência com que estes diagnósticos deixam de ser firmados deu origem a outro termo, o “fenômeno do iceberg”, que alerta para a grande proporção de condições clínicas ocultas, ou “submersas”.

A abundância de diagnósticos incorretos ou mesmo corretos não raro provoca outros problemas comuns em pacientes idosos como o uso inadequado de drogas e a polifarmácia.

Referência:

BUCHNER, D.M. & WAGNER, E.H. Preventing frail health. Clin. Geriatr. Med., 8:1-17, 1992

KALACHE, A.; VERAS, R.P.; RAMOS, L.R. O envelhecimento da população mundial: um desafio novo. Rev. Saúde Pública, 21:200-10, 1987.

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