Arquivo de fevereiro, 2010

Alcachofra – O que é?

Categoria(s): Distúrbios digestivos, Medicina das plantas


Fitoterápico


A alcachofra (Cynara scolymus) é originária das regiões mediterrâneas e cultivada desde a antiguidade como alimento e produto dietético. Seu cardo tem propriedades terapêuticas para o fígado.

Na raiz e na folha da alcachofra se encontra uma substância amarga (cinarina), com fracos princípios aromáticos, mucilagens, taninos, relativamente muita pró-vitamina A, um pouco de B1, uma enzima (cinarase) que coalha o leite: ela começa a digestão das proteínas do leite, mesmo na proporção 1:150.000, e é utilizada nos países meridionais, na fabricação de queijos. Além disso, graças às substâncias amargas e carboidratos, essa planta age energeticamente nos órgãos digestivos, principalmente no fígado; ela favorece a formação da bile e seu escoamento, mas igualmente os processos construtivos do fígado; ela estimula a ação desintoxicante desse órgão; abaixa a taxa de açúcar no sangue e aumenta a diurese.

Ele forma, de início, quando sai da semente, uma raiz e uma roseta de folhas. Depois ascendem do rizoma vivaz folhas grandes, longas, profundamente e muitas vezes divididas, que se curvam em forma de arcos, com extremidades espinhosas. No começo do verão, vemos amadurecer de seu bouquet uma haste floral relativamente curta, que contém grandes capítulos azuis ou violáceos. As pequenas flores tubulares têm um odor fino, mas forte, suave e seco. A base das folhas do invólucro, assim como o receptáculo, se tornam carnudos, inchados. A variedade próxima, denominada cardo, desenvolve e torna carnosas as nervuras das folhas.

Propriedades farmacológicas – A alcachofra favorece a síntese das coenzimas NADP-NADPH2 que estão relacionadas com o controle da lipólise (quebra dos lípidios), interferindo nos processos de oxi-redução celulares. Assim, tem efeito sobre o controle do colesterol, ação de estimulante do metabolísmo hepático, ação de drenagem de líquidos extracelulares com aumento da diurese

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Bioflavanóide – O que é?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios Inflamatórios, Distúrbios metabólicos, Medicina das plantas


Fitoterápicos

Colaborador : Dr Luiz Antonio Schaffhausser *

* Médico geriatra

molécula quercetinaOs bioflavonóides são compostos polifenóicos que apresentam estrutura química de
15 átomos de carbono, ou seja, 2 anéis de benzeno (anéis A e B) ligados por um grupo
pirano (anel C), cuja representação da fórmula é C6-C3-C6. A estrutura química dos bioflavonóides favorece sua ação antioxidante. Os hidrogênios dos grupos hidroxilas adjacentes (orto-difenóis), localizados em várias posições dos anéis A,B e C, as duplas ligações dos anéis benzênicos e a dupla ligação da função oxo (-C=O) de algumas moléculas dos bioflavonóides fornecem a esses compostos, alta atividade antioxidante.

Os bioflavonóides do vinho foram divididos em três grupos: flavonóides, flavanóides ou flavan-3-óis, e antocianinas.

Flavonóides: na classe dos flavonóides pode-se encontrar a quercetina, o campferol e a miricetina, todos originários da uva.

Flavanóides: Pertencem ao grupo dos flavanóides a catequina a epigalocatequina, as procianidinas e os polímeros de taninos. Esses compostos são encontrados em maior quantidade nas sementes e no engaço da uva.

• Antocianinas:
O grupo das antocianinas foi dividido em seis classes de compostos, responsáveis pelas diferentes pigmentações: vermelho (cianidina), vermelho escuro (peonidina), azul (delfinidina), púrpura (malvidina) e vermelho escuro (petunidina).

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Glomerulite por IgA – O que é?

Categoria(s): Distúrbios imunológicos, Distúrbios renais


Glomerulite por IgA

Nefropatia por depósito de imunoglobulina A (IgA) é a mais comum forma de glomerulopatia primária, resultado da deposição de IgA na região mesangial, e manifestada por proliferação da matriz mesangial e proliferação de células mesangiais. A nefropatia por IgA não foi reconhecida como uma causa de doença de glomerular até os recentes 1960, quando foram desenvolvidas técnicas de biópsia sofisticadas que poderia identificar os depósitos de IgA no mesângio glomerular.

Sintomatologia – O sintoma mais comum da nefropatia por IgA é a hematúria, 1 a 2 dias após uma infecção respiratória, mas é freqüentemente uma doença silenciosa que pode passar assintomática (hematúria microscópica e/ou proteinúria) por muitos anos. A natureza silenciosa da doença torna difícil determinar quantas são as pessoas que estão afetadas pela nefropatia por IgA, e enquanto testes médicos específicos forem o único modo para se descobrir o comprometimento. Parece afetar os homens mais do que as mulheres. Embora a nefropatia seja detectada em todas as faixas etárias, as pessoas jovens raramente exibem sinais de insuficiência renal porque a doença normalmente leva vários anos para progredir à fase de nefropatia crônica. 1/3 dos portadores talvez atinjam esta fase. Costuma recorrer após o transplante renal.

Tratamento – Estudos estão sendo desenvolvidos na tentativa de se descobrir por que são formados estes depósitos de IgA, nos glomérulos e se suplementos dietéticos como o óleo de peixe (omega3) podem inibir inflamação induzida pela IgA.

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