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Aneurisma ventricular é uma dilatação de uma parte do ventrículo esquerdo resultante da cicatrização da perda da musculatura consequente à um infarto do miocárdio ou miocardite infecciosa. Atualmente a principal causa formadora de aneurisma do ventrículo é o infarto do miocárdio, que destroi parte da parede ventricular levando a cicatrização por tecido fibroso. Algumas decadas atrás a famigerada doença de Chagas causava a formação de um afilamento da ponta do coração, o chamado aneurisma de ponta, cuja causa ainda permanece desconhecida, existindo a hipótese de disfunção adrenérgica.
O aneurisma ventricular pós-infarto isolado é complicação mecânica relativamente freqüente, com incidência entre 10 e 15% dos casos de infarto. O aneurisma provoca uma movimentação paradoxal da parede ventricular durante a sístole, devido a pressão sistólica sobre o segmento miocárdico não contrátil. O distúrbio hemodinâmico e decorrente da impulsão sangüínea para dentro do saco aneurismático durante a sístole, e retorno parcial do volume sangüíneo para dentro da cavidade ventricular durante a diástole. Funciona como numa bexiga, quando apertamos de um lado ela se expande para o outro.
Os aneurismas nas regiões anteriores ou antero-apicais do coração, como o ilustrado na figura, são usualmente secundários a oclusão da artéria descendente anterior, e os situados nas paredes posteriores ou diafragmáticas a oclusão da artéria coronária direita ou circunflexa, sendo estes menos comuns devido as forcas compressoras do diafragma e a alta incidência de infarto anterior.
O aneurisma pode causar baixo débito cardíaco provocando insuficiência cardíaca, com falta de ar, hipotensão arterial e congestão pulmonar. Pode também, causar graves arritmias ventriculares (extrassístoles ventriculares e taquicardia ventricular) com graves consequências. Outro sintoma preocupante decorre da formação de trombos no interior dos aneurismas, que pode provocar embolias arteriais para o corpo e para o cérebro levando a quadro de acidente vascular cerebral embólico graves e até mesmo fatais.
Tratamento – Atualmente para o tratamento dos aneurismas propoem-se a correção cirugica precoce nas complicações mecânicas pós-infarto do miocárdio devido a alta mortalidade, apesar das dificuldades técnicas.
Tags: Aneurisma ventricular, Arritmia ventricular, Embolia cerebral, Embolia renal, Infarto do miocárdio
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