Arquivo de 1/mar/2010

Candidíase vulvovaginal – O que é?

Categoria(s): Distúrbios urogenitais, Infectologia, Sexualidade e DST


Dicionário

Candidíase vulvovaginal

A candidíase vulvovaginal é a segunda causa mais freqüente de vulvovaginite. Estima-se que 75% das mulheres terão ao menos um episódio ao longo de sua vida, sendo que 40% a 50% teriam uma segunda infecção. Em cerca de 5% das mulheres a candidíase adquire um padrão crônico com recorrências freqüentes (quatro ou mais episódios/ano). A Candida albicans é responsável por 85% a 90% dos casos de candidíase vulvovaginal. Outras espécies como Candida glabrata, Candida tropicalis e Candida pseudotropicalis podem determinar quadros clínicos semelhantes e tendem a ser mais prevalentes nos casos crônicos, como também apresentar resistência aos tratamentos habituais.

Pacientes sintomáticas tendem a apresentar maior concentração de fungos (> 106 ufc/ml de fluido vaginal) em comparação a pacientes colonizadas e assintomáticas (< 105ufc/ml)(27).

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Candidíase vulvovaginal – Quais os sintomas?

Categoria(s): Distúrbios urogenitais, Infectologia


Quadro clínico

O sintoma mais freqüente  da vulvovaginite  por candida é o prurido vulvar intenso acompanhado de ardor vaginal, disúria e dispareunia (dor durante coito). O corrimento vaginal é geralmente escasso e tem aspecto espesso e esbranquiçado semelhante a leite talhado, podendo também ser aquoso e branco-amarelado com pouco odor.
O exame dos genitais externos pode revelar hiperemia vulvar, fissuras e edema, além de sinais de escarificação decorrentes do prurido. O exame especular permite observar hiperemia da mucosa vaginal e cervical, acompanhada de conteúdo vaginal esbranquiçado aderido ao colo uterino e às paredes vaginais. O ph é ácido e se situa normalmente abaixo de 4,5. os sintomas se exacerbam na semana que antecede a menstruação, com algum alívio após o início do sangramento menstrual.

A mudança da microbiota vaginal é um dos principais fatores desta doença

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Candidíase vulvovaginal – Como tratar?

Categoria(s): Distúrbios urogenitais, Infecções fúngicas, Infectologia


Tratamento

O tratamento para a candidíase pode ser local ou sistêmico. No entanto, as características da infecção e a preferência da paciente devem nortear o esquema terapêutico. Um dos melhores agentes tópicos ainda em uso é a nistatina – que apresenta taxa de cura micológica em torno de 70% a 80%. A nistatina, por ser pouco absorvida, não demonstrou efeitos teratogênicos (produto gerador de ma-formação nos fetos) quando empregada no primeiro trimestre da gestação. O tempo de tratamento prolongado (14 dias) limita um pouco sua prescrição. O tratamento oral é feito com medicamentos eficazes na erradicação do fungo da vagina e outros reservatórios sistêmicos, porém devem ser observados os efeitos colaterais, interações medicamentosas e toxicidade. Tanto o fluconazol como o itraconazol permitem o tratamento em um dia e têm apresentado menos efeitos colaterais quando comparados ao ketoconazol.

Além do tratamento medicamentoso, é fundamental identificar e afastar fatores predisponentes para um melhor resultado terapêutico. Deve-se orientar em substituir as roupas sintéticas por tecidos que facilitem a transpiração, como o algodão; da mesma forma, evitar roupas justas e abafadas. Não se recomenda o uso de materiais higiênicos perfumados, como também duchas e desodorantes vaginais. Os banhos de imersão devem ser evitados durante o período de tratamento.

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