Candidíase vulvovaginal – Como tratar?

Categoria(s): Distúrbios urogenitais, Infecções fúngicas, Infectologia

Tratamento

O tratamento para a candidíase pode ser local ou sistêmico. No entanto, as características da infecção e a preferência da paciente devem nortear o esquema terapêutico. Um dos melhores agentes tópicos ainda em uso é a nistatina – que apresenta taxa de cura micológica em torno de 70% a 80%. A nistatina, por ser pouco absorvida, não demonstrou efeitos teratogênicos (produto gerador de ma-formação nos fetos) quando empregada no primeiro trimestre da gestação. O tempo de tratamento prolongado (14 dias) limita um pouco sua prescrição. O tratamento oral é feito com medicamentos eficazes na erradicação do fungo da vagina e outros reservatórios sistêmicos, porém devem ser observados os efeitos colaterais, interações medicamentosas e toxicidade. Tanto o fluconazol como o itraconazol permitem o tratamento em um dia e têm apresentado menos efeitos colaterais quando comparados ao ketoconazol.

Além do tratamento medicamentoso, é fundamental identificar e afastar fatores predisponentes para um melhor resultado terapêutico. Deve-se orientar em substituir as roupas sintéticas por tecidos que facilitem a transpiração, como o algodão; da mesma forma, evitar roupas justas e abafadas. Não se recomenda o uso de materiais higiênicos perfumados, como também duchas e desodorantes vaginais. Os banhos de imersão devem ser evitados durante o período de tratamento.

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