Arquivo de 13/mar/2010

Hemodiálise – Como funciona?

Categoria(s): Dicionário, Terapias complementares


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Na hemodiálise, o sangue é flui, alguns mililitros de cada vez, por uma máquina com um filtro especial (chamado capilar) que remove metabólitos e fluidos extras. O sangue limpo é devolvido então ao paciente. Removendo os desperdícios prejudiciais e eletrólitos em excesso, ajuda controlar a pressão sanguínea e mantêm o próprio equilíbrio de substâncias químicas como potássio e sódio.

Um dos ajustes maiores que o paciente tem que fazer, quando você começa tratamentos de hemodialise é seguir um horário rígido. A maioria dos pacientes vão para uma clínica de diálise três vezes por semana durante 3 a 5 ou mais horas cada visita, de acordo com um cronograma de disponibilidade do aparelho de hemodiálise. Este fato pode limitar a vida do paciente, que se vê restrito as sessões de diálise.

Alguns centros dispõem de máquinas de hemodiálise domiciliar para alguns pacientes. Neste caso ensinam para as pessoas como executar os próprios tratamentos em casa. Um seu ajudante também tem que participar do treinamento que normalmente leva 4 a 6 semanas.

A diálise domiciliar dá uma maior flexibilidade no horário de diálise, mas um horário regular ainda é importante. Com hemodiálise em casa, pode variar o tempo para cada sessão e o número de sessões por semana, permitindo uma vida mais regular para o paciente.

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Fístula arterio-venosa – O que é?

Categoria(s): Distúrbios renais, Tratamento cirúrgico


A fístula arterio-venosa é uma conecção criada cirurgicamente entre uma artéria e uma veia do braço, com o propósito de ser utilizada nos tratamentos hemodialíticos. Com o tempo de uso poderá ocorrer algumas modificações da parede da veia e suas tributárias, como espessamento da parede e dilatações varicosas.

Em alguns casos, o “shunt” resultante desta fístula pode levar a uma sobrecarga volumétrica do sistema cardiocirculatório com conseqüente insuficiência cardíaca, sobretudo nos pacientes já portadores de doenças cardíacas.

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Hemodiálise – Como agir nos diabéticos?

Categoria(s): Cuidados preventivos, Distúrbios endócrinos, Distúrbios renais, Equipamentos


uso da insulinoterapia

Um tópico que merece destaque com relação à terapêutica dialítica peritoneal diz respeito a administração da insulina, em diabéticos, através da própria diálise. Como o paciente diabético é muito freqüente nos programas de pacientes renais mantidos em vida sob regime de diálise, deve-se saber que a introdução de insulina nas bolsas pode proporcionar um meio de se repor o hormônio por uma via mais natural do que a subcutânea, muscular ou venosa (afinal de contas, ela será reabsorvida e se dirigirá prontamente para o fígado).

Mas como calcular o quanto de insulina devemos infundir nas bolsas?

Vejamos a resposta através de um caso clínico fictício: suponhamos um paciente que faz 4 trocas diárias de bolsas (utilisando-se da técnica da CAPD), sendo 3 delas empregando bolsas com concentração de 1.5%, e uma de concentração 4.25%. Em primeiro lugar, para neutralizar esta glicose, responsável pela tonicidade das bolsas, devemos infundir 2 U de insulina regular nas bolsas de 1.5% e 4 U nas de 4.25%. Depois, dividimos o total de insulina que o paciente fazia uso (a partir de 0.4 U X Kg) antes da diálise, pelo número de trocas de bolsas que fará, e “convertemos” este número para insulina simples, regular.

Iremos adicionar esta insulina, sempre como insulina simples, às bolsas. Daí deveremos corrigir a hiperglicemia que poderá estar ainda presente: antes de realizarmos as trocas de bolsas, determinamos a glicemia por auto-monitoramento,(observe, imediatamente antes da infusão!) e então: 1- se ela estiver entre 80 e 120 mg%, retiramos 2 U dos cálculos feitos anteriormente, de quantidade de infusão da insulina; 2- glicemia entre 120 e 180 mg%, não adicionamos e nem retiramos insulina nas bolsas; 3- entre 180 e 240 mg%, adicionamos 2U; 4- entre 20 e 400 mg%, 4U e, se houver mais do que 400 mg% de glicemia, 6 U de insulina regular.

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