Arquivo de abril, 2010

Vitamina E (alfa-tocoferol) – O que é?

Categoria(s): Cuidados alimentares, Distúrbios imunológicos, Distúrbios Inflamatórios, Medicina das plantas


Terapia antioxidante

A vitamina E é composta por elementos chamados tocoferóis, Dentre os 8 tocoferóis (alfa, beta, gama, delta, epsilon, zeta, eta e teta) o alfa-tocoferol é o mais potente. Constitui-se um dos grupos antioxidantes mais importantes, desempenhando papel fundamental na destruição dos radicais livres (RL). Localiza-se principalmente nas membranas celulares, sendo sua complementação indispensável para impedir a peroxidação lipídica.

Atualmente é designada de acordo com sua atividade biológica em Ul (Unidades Internacionais).

Propriedades funcionais

– Retarda o envelhecimento das células pela oxidação.
– Protege os tecidos do olho, pele, fígado, mamas, testículos e SNC, que são mais sensíveis à oxidação.
– Protege o pulmão de substâncias ambientais (ozônio, NO2 e fumo).
– Diminui o risco trombótico, inibindo a agregação e a adesividade plaquetária.
– Acelera a cicatrização de queimaduras e evita a formação de quelóides.
– Ação, controvertida, sobre a fertilidade (impede ação dos lipoperóxidos que inibem a motilidade dos espermatozóides).
– Diminui o risco de cardiopatias isquêmicas.

Coadjuvante no tratamento de algumas neoplasias, onde sua ação é potencializada por outros antio-oxidantes, como vitamina C, beta-caroteno e ácido lipóico.

A vitamina E age em sinergia com a vitamina C, os carotenóides, as proteínas como a ceruloplasmina e a transferrina, os sistemas enzimáticos como os superóxidos dismutases e as catalases. Um dos mecanismos mais bem conhecido envolve a glutationa peroxidase e a vitamina E. A glutationa peroxidase é uma enzima seleno-dependente. Nos animais, a carência de selênio reproduz a maior parte dos efeitos da carência da vitamina E e, inversamente, os efeitos da carência da vitamina E são em parte compensados por suplementação de selênio.

Fontes naturais

Germe de trigo, soja, óleos vegetais, cereais integrais, brócolis, nozes, castanha do Pará, couve de bruxelas, espinafre e ovos.

Doenças causadas por carência de Vitamina E:

Anemia (destruição de glóbulos vermelhos).
Degeneração muscular.
Distúrbios reprodutivos.

DOSAGEM: RDA: 30 UI/dia OM :200 a 400 UI/dia

Ou 10 mg de alfa tocoferol (1 mg=0,671 UI) Resolução GMC nº18/94.

Referência

Guilland JC, Lequeu B – As vitaminas: Do Nutriente ao Medicamento.Ed. Santos, São Paulo, Brasil, 1995. Original Les Vitamines Tec & Doc – Lavoisier. Paris.



PONTO CONTROVERSO

Estudos nos EUA ( Cleveland Clinic) chefiados pelo Dr. Eric Klein, no período de 2001 a 2004, em 35.533 homens, com mais de 50 anos, em 427 centros nos EUA, no Canadá e Porto Rico, observaram que a ingestão diária de 400 UI de vitamina E aumentaria em 20% o risco de desenvolver o risco de câncer de próstata.

Veja o estudo na revista JAMA

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CÓLERA – O que é?

Categoria(s): Bacilo, Cuidados higiênicos, Distúrbios digestivos, Infectologia


Dicionário

A cólera é uma infecção intestinal aguda, causada pelo bacilo da Cólera Vibrio cholerae, frequentemente não apresenta sintomas ou é oligossintomática.
Atualmente, o comportamento da Cólera no Brasil, sugere um padrão endemico. A deficiência do abastecimento de água tratada, destino inadequado dos dejetos, alta densidade populacional, carencias de habitação, higiene inadequada, alimentação precaria, educação insuficiente favorecem a ocorrencia da doença. Nas áreas epidemicas, o grupo etário mais atingido é o de maiores de 15 anos, enquanto que nas áreas endemicas a faixa mais jovem é a mais atingida. A incidência predomina no sexo masculino, por maior exposição a contaminação ambiental.

Referência:

http://www.cremerj.org.br/publicacoes/145.PDF

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CÓLERA – Quais os sintomas?

Categoria(s): Bacilo, Distúrbios digestivos, Emergências, Infectologia


Sintomatologia

Os sintomas da cólera são: diarréia leve ou grave (aquosa e profunda), vômito, dor abdominal e caimbras. Esse quadro, quando não tratado prontamente, pode evoluir para desidratação, acidose, colapso circulatório, com choque hipovolêmico e insuficiência renal pela infecção.

Referência:

http://www.cremerj.org.br/publicacoes/145.PDF

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