Arquivo de 9/abr/2010

Medicina Hiperbárica – O que é?

Categoria(s): Equipamentos, Terapias complementares


Tratamento

Medicina Hiperbárica

Desde meados do século XVII tem sido observado que as pessoas que vivem nas montanhas “se sentem melhor” quando se dirigem para locais situados ao nível do mar. Este fato se deve à maior pressão atmosférica neste nível.
Lembrem-se que a pressão de O2 alveolar (PAO2) depende da pressão barométrica (sempre maior à medida que nos aproximamos do nível do mar), e uma vez que a fração de O2 é sempre mantida, em “ar ambiente”, isto é, 21%.
PAO2 = FIO2(Pb-47)-1.2(PaCO2)

Esta observação empírica permitiu o surgimento da terapia hiperbárica no século XX, com o trabalho clássico de Boerema em 1955.

1. O combate à despressurização

A medicina hiperbárica dedica-se ao estudo do tratamento de pessoas acometidas de diversas doenças nas quais podemos utilisar o O2 como agente terapêutico (que é), e das consequências decorrentes de certas situações como o mergulho, da despressurização de certos ambientes (como interior de aeronaves) ou dos benefícios advindos do tratamento em ambientes pressurizados.

No Brasil, assim como em outros países, têm ocorrido muitos sequelas graves, até fatais, com mergulhadores amadores, atendidos em Serviços de Emergência, por equipes sem informações mínimas de como conduzir o atendimento.

As médidas iniciais envolvem a oxigenação a 100%, reposições com soluções de Ringer-Lactato e controle da diurese (para tamponamento da elevação de CO2), decúbito lateral esquerdo com proteção para cabeças e vias aéreas (cabeça e os pés devem ficar no mesmo nível), como prevenção de fenômenos embólicos.

2. Oxigenoterapia Hiperbárica

A oxigenoterapia hiperbárica é uma forma de tratamento que consiste em submeter o paciente à ventilação, espontânea ou não, com oxigênio puro e em ambiente estanque e pressurizado, a chamada câmara hiperbárica (emprego da pressão do oxigênio a se administrar).

Existem inúmeras indicações para a oxigenoterapia hiperbárica, seja como tratamento principal ou como coadjuvante, em doenças agudas ou crônicas, de natureza isquêmica, infecciosa, traumática ou simplesmente inflamatória , geralmente resistentes aos tratamentos habituais. Seu emprego também tem sido aventado para o tratamento de alguns casos de nefropatia diabética, e transplantes renais.

As indicações são cientificamente reconhecidas e constam da resolução do Conselho Federal de Medicina n. 1457/95.

Brito, T – Medicina Hiperbárica/Oxigenoterapia Hiperbárica – Conselho Federal de Medicina, maio/junho 2002.
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