Arquivo de 26/abr/2010

Arterite temporal – O que é?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Distúrbios imunológicos, Distúrbios Inflamatórios, Distúrbios visuais


A arterite de células gigantes (arterite temporal) é uma arterite sistêmica granulomatosa necrotizante relativamente comum em pessoas de meia-idade e idosos. O diagnóstico deve ser considerado em qualquer pessoa com idade acima dos 50 anos que apresente cefaléia, polimialgia reumática e perda súbita da visão. A cefaléia é o sintoma mais frequente, mas outras manifestações da arterite pode ocorrer. A dor pode pode irradiar-se para o pescoço, face, gengivas e mandíbula. A polimialgia reumeatica ocorre em 40% dos casos, e a perda da visão em 15%. Se não tratada a arterite temporal pode ocasionar amaurose (cegueira) em até 40% dos pacientes. No exame físico o estudo das artérias da cabeça, pescoço, dorso e braços, existe aumento do diâmetro das artérias, flacidez das suas paredes, sopros (ruído da passagem do sangue por uma artéria estreita) ou trombose.

Glossário

Arterite – Alteração inflamatória das artérias
Arterite de células gigantes – Alteração inflamatória da artéria com a presença de células multinucleadas e com grande citoplasma, esta células são encontradas nos processos inflamatórios crônicos por doenças como tuberculose, hanseniase, blastomicose.
Arterite sistêmica granulomatosa necrotizante – Este termo descritivo relaciona a inflamação das artérias de todo corpo (sistêmica), com a característica de forma granulações de células inflamatórias, com a presença de células gigantes e destruição de tecidos e parede da artéria (necrotizante – necrose = morte).

Referência:

Hunder GG – Giant cell arteritis and polymyalgia rheumatica. Med ClinNorth Am. 1997;81:195-219.

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Hipertrofia septal assimétrica – O que é?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios cardiocirculatórios


Dicionário

miocardiopatia

Cardiomiopatia hipertrófica é uma designação genérica que abriga um leque de hipertrofia miocárdica com formas anatômicas distintas. Os casos com hipertrofia predominantemente localizada no septo interventricular mormente na altura da via de saída do ventrículo esquerdo, recebe o nome de hipertrofia septal assimétrica, e constitue a variedade mais prevalente e melhor estudada.

Do ponto de vista hemodinâmico, tais casos podem classificar-se em obstrutivos, não obstrutivos, com obstrução latente ou ainda com obstrução lábil, na dependência da presença e do comportamento do gradiente pressórico na via de saída.

Referências:

Wigle ED, Sasson Z, Hudson MA et al – Hypertrophic cardiomyophathy. The importance of the side and the extent of hypertrophy. A review. Prog Cardiovasc Dis,1985;28:1-83.
Wigle ED – Hypertrophic Cardiomyopathy. Circulation, 1987;75:311-22.
Maron BJ, Epstein SE – Hypertrofic cardiomyopathy: a discussion of nomenclature. Am J Cardiol.1979;43:1242.

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Arterite temporal – Como é feito o diagnóstico?

Categoria(s): Distúrbios imunológicos, Distúrbios Inflamatórios, Distúrbios vasculares, Sem categoria


Diagnóstico

O primeiro exame laboratorial indicado para o diagnóstico de arterite temporal é a hemossedimentação, que se apresentará elevada na maioria dos casos, (valores superiores a 100 mm/h), caso esta esteja normal, deve-se lançar mão de outros exames que detectem inflamação, como proteína C reativa, fibrinogênio e gamaglobulina. A biópsia da artéria afetada é importante para confirmar o diagnóstico clínico e deve ser realizada antes de iniciar o tratamento.

Tratamento – O início do tratamento com glicocorticóides deve ser sem demora, evitando-se assim, as graves complicações com perda da visão e acidente vascular cerebral. As alterações inflamatórias podem persistir por até 4 semanas do início do tratamento.

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