Hipertrofia septal assimétrica – Como se faz o diagnóstico?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Distúrbios genéticos

Diagnóstico

hipertrofia-miocardica

Diagnóstico clínico – Os sintomas são de angina, dispnéia, síncope e morte súbita. A presença de disritmias cardíacas atriais e/ou ventriculares, e a história familiar de morte súbita chamam a atençnao para o diagnóstico. Lembramos que a mortalidade anual é de 3 a 4%, causada por insuficiência cardíaca congestiva ou morte súbita.

Eletrocardiograma – O diagnóstico eletrocardiográfico pode ser suspeitado pela presença de ondas Q patológicas resultante de distúrbios no processo de ativação do septo interventricular, sobretudo em v2 a v5. As disritmias atriais e ventriculares também podem ocorrer.

ECOdopplercardiograma – O aspecto ecocardiográfico típico é a hipertrofia preferencial da porção média do septo interventricular, que se mostra, no mínimo com 1,3 vezes mais espesso que a parede posterior do VE. Outras áreas podem ser acometidas, como a parede anterior, a região apical ou, mais raramente uma distribuição concêntrica. A região muscular acometida mostra aspectos ecogênicos heterogêneo (pontilhados). No septo pode se detectar área hiperecogênica no endotélio, atribuída ao choque da cúspide anterior durante a sístole (movimento sistólico anterior). Prolapso da valva mitral pode estar presente pela redução da cavidade ventricular esquerda em função da hipertrofia. O estudo ecodoppler mostra diminuição da complacência (onda A maior amplitude que onda E). Nos casos de oclusão sub-aórtica, pela proeminência septal o estudo doppler mostra aumento da velocidade sangüínea a este nível.

Histopatologia – O diagnóstico histopatológico mostra  hipertrofia miocárdica com acentuado deslinhamento das fibras cardíacas, normalmente ordenadas como na figura menor.

Referências:

Adelman AG, Wigle ED, Ranganatham MBBS et al – The clínical course in muscular subaórtic stenosis. Ann Intern Med, 1972;77:515-25.
Wigle ED, Sasson Z, Hudson MA et al – Hypertrophic cardiomyophathy. The importance of the side and the extent of hypertrophy. A review. Prog Cardiovasc Dis,1985;28:1-83.
Wigle ED – Hypertrophic Cardiomyopathy. Circulation, 1987;75:311-22.
Maron BJ, Epstein SE – Hypertrofic cardiomyopathy: a discussion of nomenclature. Am J Cardiol.1979;43:1242.

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