Endocardite infecciosa – Como é o tratamento?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Infecções bacterianas, Infectologia

Tratamento

Colaboradora : Dra Mônica Cristine Jove Motti *

* Médica geriatra

Tratamento

A meta do tratamento da EI é a erradicação do agente infeccioso, requerendo para tanto, do conhecimento o agente agressor, da utilização de antibioterapia prolongada por via parenteral.

Dado que os agentes infecciosos ficam protegidos no interior das vegetações existe a necessidade de altas doses de antibiótico. Outro fator que confere resistência ao microorganismo e o seu equilíbrio de crescimento local com taxa reduzida de metabolismo e de reprodução (divisão celular).

Princípios gerais para o tratamento farmacológico
1. Identificação do agente etiológico e o antibiograma que determina a sensibilidade do germe aos antibióticos.
2. A antibióticoterapia devera possuir poder bactericida com ação na parede do germe. As drogas bacteriostáticas que agem no interior da célula impedindo ou diminuindo a multiplicação dos germes não devem ser usadas isoladamentes.
3. A terapia devera ser mantida por período mínimo de 4 semanas nas formas habituais e de 6 semanas em infeções graves como por estafilococos, germes Gram-negativos, anaeróbios e fungos.
4. O controle da eficácia das drogas utilizadas será feito verificando-se o poder bactericida do soro, com a dosagem no sangue após 72 horas de instituído o tratamento.

Poder bactericida do soro – Teste que verifica através de concentrações, em contato com a cultura do germe. Considera-se a diluição de pelo menos 1:8 como indicador de que o tratamento esta sendo adequado. Este procedimento poderá ser feito em qualquer etapa do tratamento, principalmente na ocorrência de bactérias resistentes, não habituais.

5. Na presença de insuficiência renal, doses menores de medicação ao indicadas, portanto os laboratórios Na verificação do poder bactericida do soro, este é colocado em diferentes deverão conservar a cultura do germe até a cura definitiva do paciente.

Após a cura clínica exige-se um controle cuidadoso desses pacientes com realização de controle mensal por período de 6 meses, com tomadas de temperatura e avaliação sorológica e ecocardiográfica.

Referências

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Rocco JS, Afonso MRB, Martins Jr L, Almeida Jr BN, França HH – Aspectos patogênicos e imunitários da endocardite infecciosa. Arq Bras Cardiol,1990;54(1):69-72.

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