Arquivo de maio, 2010

Nitratos – O que são?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Medicamentos


Medicamentos

Nitratos – Os nitratos constituem o grupo mais antigo de vasodilatadores e incluem-se entre os fármacos centenários de plena atualidade. Vem sendo utilizados em cardiologia desde 1867, quando Brunton relatou alivio imediato de angina de peito pelo nitrito de amilo em inalação. Murrel, em 1879, mostrou os efeitos da nitroglicerina eram semelhantes aos do nitrito de amilo, empregando-a, por via sublingual, para a terapêutica aguda das crises de angina e, como agente profilático, antes de esforços precipitantes das crises.

Os nitratos tem com ação farmacológica o relaxamento da musculatura lisa vascular, atingindo tanto as artérias como as veias, no território coronário como no sistêmico. O mecanismo bioquímico da ação vaso dilatadora não esta perfeitamente esclarecido, ao que parece os nitratos atuam diretamente na musculatura lisa vascular, não dependendo da inervação, nem de receptores adrenérgicos ou colinérgicos. Relatos atuais afirmam que a ação desse fármaco se dá pela sua transformação, dentro das células musculares lisas, em óxido nítrico, o qual ativa a guanilato ciclase convertendo monofosfato de guanosina (GMP)-Mg++ em GMP cíclico, que promove o relaxamento muscular. Esse efeito independe da presença de endotélio íntegro. Os efeitos dilatadores sobre as coronárias se faz sentir principalmente nos vasos epicárdicos.

A despeito de seu uso na clínica há mais de um século, devemos tomar cuidados básicos como iniciar com doses pequenas, progressivamente aumentadas, de acordo com a resposta terapêutica e ausência de efeitos colaterais. Efeitos, como cefaléia, tendem a desaparecer ou atenuar-se em alguns dias, havendo casos de necessidade de mudar-se a preparação farmacêutica. A resposta individual a droga é imprevisível. Havendo casos de choque na utilização de dose mínima, pela primeira vez. A suspensão da terapêutica com nitratos, após uso prolongado em doses efetivas, deve ser gradual, com redução lenta da posologia, para evitar eventuais manifestações de dependência ou da assim chamada “síndrome da retirada”.

Referências:

Prinzmetal M, Kennamer R, Merliss R et al – Angina pectoris. 1. A váriant form of angina pectoris. Am J Med,1959;27:375-7.

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Radiações ionizantes – O que é radioterapia?

Categoria(s): Intoxicações, Terapias complementares


Radiações

Radioterapia
A radioterapia tem a finalidade de eliminar tumores malignos (cancerígenos) utilizando radiação gama, raios X ou feixes de elétrons. O princípio básico é eliminar as células cancerígenas e evitar sua proliferação, e estas serem substituidas por células sadias.

O tratamento consiste na aplicação programada de doses elevadas de radiação, com a finalidade de “matar” as células alvo e causar o menor dano possível aos tecidos sadios intermediários ou adjacentes. Como as doses aplicadas são muito altas, os pacientes sofrem danos orgânicos significativos e ficam muito debilitados. Por isso são cuidadosamente acompanhados por terapeutas, psicólogos , apoio quimioterápico e de medicação. Os pacientes irradiados não ficam radioativos e, assim, podem ser manipulados e carregados normalmente.

Os irradiadores, denominados de Bombas de Cobalto (Co-60), possuem uma fonte radioativa de alta atividade, cerca de 3000 Curies, circundada por uma blindagem muito grande e com uma “janela” de saída de um feixe colimado, após a retirada de um obturador. Trata-se de um equipamento portador de uma fonte radioativa de alta atividade e que, não pode ser “desligado”. Quando ocorre uma queda na rêde elétrica, a fonte é recolhida na posição de máxima blindagem e o obturador é fechado.

Ele deve ser operado por técnicos bem treinados e em salas especiais, dotadas de dispositivos de segurança para paciente, operador e toda a instalação. Uma fonte destas, exposta ao ar livre pode causar exposições muito elevadas no público, inclusive mortes. Entretanto, pela sua constituição e funcionamento, ela nunca pode “explodir” e tem baixa probabilidade de causar danos ambientais, uma vez que a fonte é constituída de pastilhas metálicas de Co-60, insolúveis e de alta resistência mecânica ao fracionamento. Isto tudo não vale para uma Bomba de Cs-137, constituída de um sal altamente solúvel de cloreto de césio, encapsulado num frasco metálico, com janela de saída muito fina. Daí o desastre humano e ecológico do acidente de Goiânia ocorrido em 1987. Felizmente este tipo de equipamento, além de ultrapassado e ineficiente, não é mais fabricado desta maneira.

Referência:

Ministério da Ciência e Tecnologia. CNEN. Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), CNEN NN -3.01. Diretrizes básicas de proteção radiológica, Brasilia; 2005.

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Intoxicação pelo fluor – Como se apresenta?

Categoria(s): Cuidados preventivos, Distúrbios neurológicos, Intoxicações


Intoxicação

Fluorose é uma intoxicação pelo fluoreto, através da ingestão acidental de inseticida compostos com fluor, ou na inalação crônica de poeiras industriais, como a da mineração de alumínio, de fertilizantes à base de fosfato ou da ingestão de água potável com grande quantidade de flúor. Dependendo do grau elevado de intoxicação, podemos ter quadros de osteomalácia por interferência na matriz óssea ou a nucleação dos cristais.

Nos níveis mais baixos de intoxicação, desenvolvem-se quadros de osteocleroses, acompanhados de formação de osteófitos e ossificação de tendões e ligamentos, particularmente do ligamento sacrotuberoso. O osso fluorótico apresenta-se com um aspecto branco, calcário, de consistência friável.

As manifestações clínicas caracterizam-se por dores imprecisas das pequenas articulações das mãos e dos pés. O comprometimento neurológico é de parestesias, fraqueza e paralisia.

Tratamento – O tratamento é sintomáticos com anti-álgico, complexos vitamínicos e sobretudo, afastar os fatores contaminantes. A reversão do quadro radiológico é difícil e o tratamento depende da fase em que se encontra a doença, no presente caso deve-se orientar o paciente para os possíveis riscos de fraturas, pois esses ossos são extremamente friáveis.

Fluorose dentária

O flúor em excesso também pode causar problemas aos dentes. Quando os dentes estão em formação, podem sim se beneficiar com o uso deste elemento. Mas se usado de forma incorreta, causa a chamada fluorose dental. São manchas escuras que variam de intensidade, conforme a gravidade do caso. Isso muitas vezes não é tão simples de tratar, pois os danos podem ser bem sérios.

Referências:

LLittleton J – Paleopathology of skeletal fluorosis – Am J Phys Anthropol. 1999;109(4):465-483.

Resnick D, Shapiro RF, Wiesner KB, et al – Difuse idiopathic skeletal hyperostosis (DISH) Semin Arthritis Rheum. 1978;7(3):153-187.

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