Arquivo de 22/maio/2010

Medicamentos – Qual o papel da enfermagem?

Categoria(s): Medicamentos


Tratamento

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A enfermagem, inicialmente era praticada por freiras que prestavam assistência por caridade aos doentes e miseráveis nas Santas Casas de Misericórdias, portanto, os cuidados prestados aos pacientes eram de cunho religioso, não tendo assim nenhum embasamento científico, mas apenas empírico. A assistência era realizada sem o uso de uma metodologia de trabalho para orientar suas ações, conforme as necessidades surgiam às decisões eram tomadas. A enfermagem ao longo do tempo vem se desenvolvendo, tornando uma profissão honrada, digna, técnica e científica, e para isto, passando por várias fases desde os tempos das civilizações mais antigas, onde as pessoas que prestavam cuidados aos doentes o faziam apenas por caridade.
A partir do séculos XIX, com FLORENCE NIGHTINGALE, iniciou-se um modelo assistencial estruturado no trabalho executado com os soldados durante a guerra da Criméia. Florence já se baseava em uma assistência holística, do corpo humano, tendo um olhar dimensional do ser.

A enfermagem hoje é uma área que está voltada também para bases cientificas, fato que Florence já fazia em seus cuidados como higienização, isolamento, na época. Porém, desde o início, algumas dificuldades foram encontradas como o desconhecimento dos sintomas, das necessidades básicas alteradas e da nomenclatura destas necessidades, dentre outros motivos.

A American Nurses Association (ANA) definiu enfermagem, em 1995, como “o diagnostico e tratamento das respostas humanas à saúde e à doença”. Dentro da área de pesquisa em enfermagem do cuidado, seguimos os processos fisiológicos e fisiopatológicos, como: conforto, dor e desconforto, saúde-doença, tomadas de decisões e escolhas, orientações sobre os cuidados do corpo humano e o ambiente, processo do nascimento, crescimento, desenvolvimento e morte, e também sistema ambientais.

A enfermagem é uma atividade e uma ciência relacionada ao cuidado do ser humano, individual ou coletivo, porem, de modo integral e holístico, atuando sempre na promoção, proteção, recuperação, e na reabilitação do individuo, respeitando os preceitos éticos e legais. Essa profissão hoje tem uma autonomia própria editada pelo Conselho Internacional de Enfermagem, designada por Classificação Internacional para a pratica de Enfermagem, guiando enfermeiros na formação de diagnósticos de enfermagem, planejamento das intervenções e avaliações dos resultados aos cuidados prestados.

Papel da enfermagem

O enfermeiro é um profissional qualificado de nível superior, apto para atuar nas áreas da saúde assistencial, administrativa, ou gerencial de um hospital ou unidade de atendimento médico. Ainda dentro da área, encontramos pessoas capacitadas como, auxiliares e técnicos de enfermagem, possuindo funções especificas designadas pelo enfermeiro. Contudo, a figura principal e central relacionado aos serviços e atuações profissionais de atenção á saúde é o paciente. Este, variando de individuo para individuo, pode depender de vários cuidados, e necessidades, tendo a enfermagem que identificar e tomar medidas que promovam a sua recuperação. Assim, os medicamentos sob as mais diversas formas de administração, devem ser analisados pelo enfermeiro sob os ponto de vista gerencial, assistencial e administrativo. Ao enfermeiro compete verificar disponibilidade dos medicamentos prescritos, as formas e vias de administração e, suas reações adversas. No estudo dos horários de administração dos medicamentos, o enfermeiro deve atentar para as relações com alimentos, efeitos aditivos e supressivos dos medicamentos administrados simultaneamente.

Referências:

Aires, M; Paz, AA.; Perosa, C.T. O grau de dependência e características de pessoas idosas institucionalizadas. Revista Bras. De ciências do Envelhecimento Humano, Passo fundo, 79-91-jul./dez.2006.
Foschiera, F; Viera, C S – O diagnóstico de enfermagem no contexto das ações de enfermagem: percepção dos enfermeiros docentes e assistenciais. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 06, n. 02, p.189-198, 2004. Disponível em www.fen.ufg.br

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