Arquivo de 19/jul/2010

Estenose aórtica calcífica – O que é?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios


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Entende-se como estenose aórtica a redução da via de saída do ventrículo esquerdo, e a causa mais comum, entre os idosos, é a degeneração das cúspides da valva aórtica com depósito de cálcio (estenose aórtica calcífica). Fato que geralmente ocorre na quarta e quinta décadas de vida. Estudos recentes consideram que o depósito de cálcio nas valvas se deva a processos inflamatórios e infiltração de lípides a semelhança do que ocorre na aterosclerose, e não um processo passivo de envelhecimento.

Nos idosos a alteração mais freqüente na valva aórtica e a degeneração de Monckeberg onde não ocorre grande rigidez valvar com extensos nódulos calcificados nos seios de Valsalva (Figura).

Os estudo cineangiográficos tem mostrado que nos pacientes acima de 40 anos, portadores de valvopatias, 22% apresentam estenose valvar aórtica e destes 87% apresentam indicação cirúrgica. A estenose aórtica pura é relativamente freqüente na população geral e apesar de dispormos de vários tipos de exames complementares no diagnóstico, a propedêutica clínica apurada e fundamental, pois, uma vez sintomático, a mortalidade desta patologia ocorre em 25% dos casos no primeiro ano e 50% no segundo ano, podendo ocorrer morte súbita em mais de metade destes casos e o diagnóstico precoce pode mudar o curso natural.

Referência:

Miguel Jr. A – Retratos em Cardiologia . Fundo Editorial Byk São Paulo, 1997.

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Estenose aórtica calcífica – Quais os sintomas?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios


Sintomatologia

Durante longo período a pessoa portadora de estenose aórtica calcífica  permanece sem sintomas. Com um progressivo e gradual processo de adaptação do sistema cardiocirculatório, onde ocorre a sobrecarga do ventricular esquerdo e subseqüente hipertrofia miocárdica. O débito cardíaco conserva-se por muitos anos, caindo apenas nas fases tardias da doença.

O aspecto geral do paciente pouco se modifica nas fases iniciais da doença, e somente observamos alterações mais significativas quando se instala a insuficiência cardíaca esquerda, com dispnéia de repouso, taquicardia, episódios de síncope ou angina.

A curva de sobrevida mostra que nos pacientes portadores de angina o óbito pode ocorrer nos primeiros cinco anos do início do sintoma, nos portadores de episódios de síncope, dentro dos primeiros três anos, e nos portadores de insuficiência cardíaca o seu prognóstico e bem reservado com o óbito ocorrendo num prazo máximo de dois anos.

Referência:

Miguel Jr. A – Retratos em Cardiologia . Fundo Editorial Byk São Paulo, 1997.

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