Arquivo de 3/ago/2010

Microbiota intestinal – O que é?

Categoria(s): Dicionário


Dicionário

Existem aproximadamente 100 trilhões de bactérias em nosso intestino, representantes de 400 a 1000 espécies. Entre as mais comuns, são as enterobactérias, seja como constituintes da flora normal ou patogênicas, como: Escherichia, Aerobacter, Serratia, Salmonela, Shigella, Proteus, Yersinia, Lactobacillus e Bifidubacterium.

Probióticos são as bactérias que agindo em substrato apropriado (prebióticos) produz substâncias importante para nossa atividade da vida diária. Esta simbiose entre os microorganismos intestinais e nós inicia-se tão logo nascemos. Como os excessos (bebidas, antibióticos, antiinflatórios, uso de laxantes, etc) e mais o envelhecimento das células intestinais, ficamos carentes destes benefícios na velhice, causando um desequilíbrio na flora intestinal, conhecida como disbiose. bacilos

No intestino várias enterobactérias fermentam os carbohidratos resultando na fermentação, produzindo ácido láctico, acético, succínico, fórmico, gases como etnol, gás carbônico. Os lactobacilos, também chamadas de bactérias lácteas, e as bifidobactérias, fermentam os carbohidratos e as fibras, por meio da fermentação láctea, gerando produtos como: ácido lático, ácido acético, ácido graxos de cadeia curta, enzimas digestivas (beta-galactosidase). As vitaminas do complexo B são produzidas pela fermentação provocada pela bactérias do gênero bifidubacterium, a partir de substratos carboidratos e fibras. A produção de ácidos pelos lactobacilos provocam a diminuição do pH intestinal, dificultando o crescimento de bactérias comensais ou, bactérias patogênicas.

Prebióticos ou fonte de substrato para os probióticos Prebióticos – prebióticos são açucares (carboidratos), que são indigeríveis no intestino, e que são fermentados pelas bifidobactérias, como fonte de carbono para o seu crescimento. Estes polímeros de sacarose (açucares) são conhecidos como frutooligossacárideos, inulina e lactulose. Constituem fontes de inulina a chicória, o alho, os aspargos, a alcachofra; e fonte de frutooligossacarídeos a banana, o mel, o açucar mascavo o centeio e o tomate.

Reposição da flora intestinal A vida saudável passa por um intestino saudável, e este depende de uma boa flora intestinal. As pessoas com intestino lento, deve procurar métodos natural para regular o hábito intestinal, recorrendo aos laxantes somente em ocasiões específicas. A reposição da flora intestinal com lactobacitos é fundamental, mesmo para as pessoas com hábitos saudáveis. As composições com lactobacilos disponíveis tanto nas farmácias de manipulação como nos produtos das indústrias farmacêuticas cumprem o papel de restabelecer a homeostasia intestinal, sendo indicados nos casos de diarréias, uso prolongado de anti-bióticos, quimioterápicos, antiinflamatórios, produtos oncológicos, intestino irritável e colites.

Referências:

Armuzzi, A.; Cremonini, F.; Ojetti, V.; Bartolozzi, F.; Canducci, F.; Candelli, M.; Santarelli, L.; Cammarota, G.; De Lorenzo, A.; Pola, P.; Gasbarrini, G.; Gasbarrini, A. Effect of Lactobacillus GG supplementation on antibiotic-associated gastrointestinal side effects during Helicobacter pylori erradication therapy: a pilot study. Digestion, v. 63, p. 1-7, 2001.

McFarland, L.V. Normal flora: diversity and functions. Microb. Ecol. Health Dis., v. 12, p. 193-207, 2000.

Savage, D.C. Microbial ecology of the gastrointestinal tract. Annu. Rev. Microbiol., v. 31, p. 107-133, 1977.

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Imunologia intestinal

Categoria(s): Cuidados preventivos, Distúrbios Inflamatórios


O aparelho digestivo possui uma superfície de contato muito grande, de aproximadamente 250m2. Esta área é importante para absorção dos alimentos e água ingeridos. Por causa deste contato com substâncias exógenas, o trato digestivo possui um grande número de células do sistema imunológico que, dentre outras funções, defendem nosso organismo da invasão de substâncias estranhas que acompanham os alimentos. A barreira imunológica mais importante no intestino, é representada por um tipo de imunoglobina, a lgA, que possui funções diferentes da lgG encontrada no sangue. Estudos científicos têm mostrado que na doença inflamatória intestinal ativa crônica, a proporção entre lgA e lgG, muda a favor dessa última, na parede intestinal. Enquanto a lgA normalmente mantém antígenos distante das paredes do intestino, a lgG não possui esta capacidade, permitindo a ligação de antígenos ao tecido intestinal, podendo contribuir para a inflamação intestinal.

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