Arquivo de 29/ago/2010

Colonterapia

Categoria(s): Terapias complementares


Colonterapia – Desintoxicação

 

O intestino grosso além da função de absorver água do bolo alimentar é fonte de produção de imunocomplexos e neuromoduladores como a serotonina. Assim, já é reconhecido desde a antiguidade que a seu perfeito funcionamento, funcionando como um desintoxicador do organismo humano é fundamental. Porém, com os mau hábitos da vida moderna, utilização de conservantes, corantes, antiinflamatórios, antibióticos, modificam o bioma intestinal, destruindo as bactérias úteis para o nosso corpo e proliferação de bactérias nocivas a nossa saúde. A colonterapia visa limpar, sanear através da alimentação correta o bom funcionamento do intestino grosso e de todo o organismo. A colonterapia se utiliza de aparelho que ao mesmo tempo que ” limpam” o cólon, passam substâncias e promovem a desentoxicação do organismo. O procedimento é realizado por médico em consultórios com locais preparados para essa finalidade, como mostra a imagem ao lado. A aplicação de enemas com determinadas substâncias naturais ajudam no controle de diversas enfermidades, como exemplo podemos citar a utilização de enema de café para o tratamento das cefaléias crônicas.

FUNCIONAMENTO INTESTINAL  – A fisiologia da evacuação está diretamente relacionada com o funcionamento adequado do sistema nervoso central e entérico. Este relacionamento é extremamente complexo, e somente na última década pode ser melhor compreendido, pois envolve a participação do sistema nervoso entérico intrínseco (figura) e o autonômico, extrínseco, com seus nervos simpáticos (segmentos torácicos e lombares) e parassimpáticos (vago e plexo lombo-sacro), todos conectados ao SNC, via medula espinhal.

O SNC recebe continuamente informações de todo trato gastrointestinal, porém , em condições fisiológicas a maioria das informações não atinge o nível de consciência, portanto sem a nossa percepção, sendo processadas pelo hipotálamo.

ColonA motricidade intestinal é controlada pelo plexo mioentérico e, os plexos da submucosa, o controle do fluxo sanguíneo e da secreção. O plexo mioentérico responsabiliza-se por dois terços de todos os neurônios entéricos, incluindo neurônios aferentes intrísecos primários, interneurônios, neurônios motores excitatórios e inibitórios, neurônios viscerofugais e neurônios secretomotores e vasomotores que se projetam ao epitélio e a vasos sangüíneos da submucosa.

A atividade neuronial entérica é modulada por diversas substâncias, como a histamina, prostaglandinas, leucotrienos, interleucinas, proteases e a serotonia. A função de modulação do trato gastrointestinal pela serotonina (5-HT) é estabelecida pela sua ação em nervos intrísecos e extrínsecos que, possuindo os receptores serotoninérgicos, sinalizam aos neurônios aferentes modificações presentes na mucosa do trato digestivo.

A serotonina liberada pelas células enterocromafins, nos neurônios, mastócitos e células musculares, por aumento da pressão intraluminal do intestino e estímulos químicos, atinge os receptores (5-HT 1p; 5 – HT3; 5-H4) existentes nos neurônios aferentes intrínsecos primários e, conseqüentemente, reflexos entéricos capazes de alterar a secreção intestinal ou a contração muscular. A estimulação de receptores 5-HT4 resulta na liberação de neurotransmissores como acetilcolina e peptídeo relacionado ao gen da calcitonina de neurônicos entéricos os quais modulam o reflexo peristáltico.

Estes mecanismos explicam os distúrbios intestinais decorrem dos estados emocionais, tanto de constipação, como de diarréias.

 

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