Arquivo de 10/set/2010

Vaginose bacteriana – O que é?

Categoria(s): Dicionário, Infectologia


Dicionário

A vaginose bacteriana é um distúrbio que ocorre por um desequilíbrio da microbiota vaginal, caracterizado pela redução de lactobacilos com consequente redução da concentração de peróxido de hidrogênio, o que propicia um grande aumento nas bactérias aeróbicas e algumas anaeróbica. Algumas condições clínicas específicas, como gravidez e imunodeficiência, podem predispor ao aparecimento do desequilíbrio da microbiota vaginal.

O pH vaginal geralmente é maior que 4,5 e o teste das aminas, com hidróxido de potássio a 10%, geralmente é positivo, devido á volatilização de aminas do conteúdo vaginal, resultando num forte odor de peixe ou amônia. O exame a fresco do conteúdo vaginal revela a presença das células-guia (clue cells) e a bacterioscopia pela técnica de Gram evidencia diminuição acentuada de lactobacilos e polimorfonucleares, com numerosos cocobacilos ou bacilos gram-negativos, como a Gardnerella vaginalis.

A imagem ao lado direito representa citologia e bacterioscopia vaginal normal e a imagem do lado esquerdo, a flora bacteriana atipíca cocobacilar, pleomórfica, Gardnerella vaginalis dispersa entre os elementos celulares e envolvendo bordas e superfície citoplasmáticas de células escamosas de núcleo picnótico (células guia, ver n.1) e comparar com células não parasitada (n.2).

Sintomas – Clinicamente, pode ser assintomática ou manifestar-se com corrimento branco ou amarelado, fluido e homogêneo, apresentando odor desagradável que se acentua após o coito.

Tratamento – O tratamento deve ser feito com cremes vaginais á base de metronidazol, tinidazol ou clindamicina, e metronidazol oral.

Referências:

Fleury FJ – Adult vaginitis. Clin Obstet Gynecol, 24(2):407-411, 1981

Tags: , ,


Veja Também:

Comentários     Envio por Email Envio por Email


Terapia neural – segundo Huneke

Categoria(s): Distúrbios funcionais, Distúrbios Inflamatórios, Distúrbios neurológicos, Terapias complementares


Terapia complementar

A terapia neural consiste na aplicação de anestésicos em plexos nervosos para se obter a liberação dos pontos e focos de interferência existente no corpo humano doente. Esta terapêutica vem sendo utilizada desde os anos de 1920 na Europa. Ferdinand Huneke (foto) estudou e divulgou as técnicas e os pontos de aplicação dos anestésicos  de acordo com as necessidade de cada paciente de acordo com a patologia que se visa tratar.
Os primeiros estudos foram realizados pelo professor Peter Dosch, que procurava tratar dores crônicas, com bloqueios funcionais com a utilização de anestésicos em pontos específicos do paciente. Nos seus estudos o professor Peter Dosch observou apreciável melhora, mesmo quando se tratava de aplicação em áreas de cicatrizes antigas. Verificou a existência de pontos de aplicação, chamando-os de campos de interferência biológica, os quais estavam associados a múltiplos sintomas de determinas sindromes funcionais, que respondiam as aplicações com grande melhora clínica.

O anestésico comumente utilizado é a procaína a 0,5%, cuja função vaso dilatadora está presente.

Tags:


Veja Também: