Arquivo de 11/set/2010

Pericardite – O que é?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Distúrbios Inflamatórios, Infectologia


O pericárdio é estrutura fibrosa constituída de uma dupla membrana que envolve o coração, como se fosse um “saco plástico”. A camada externa, pericárdio parietal, e constituído por uma camada densa de feixes colagenos. A camada interna e formada por uma membrana serosa, pericárdio visceral. Entre estas duas camadas existe uma cavidade virtual, a cavidade do pericárdio, com uma quantidade de líquido apenas o suficiente para umedece-las. O pericárdio ajuda o coração a ocupar a posição funcional ideal, protegendo os pulmões do traumatismo causado pelos batimentos cardíacos.

A pericardite é a inflamação que envolve estas estruturas que envolve o coração. Sua causa, geralmente é secundária a distúrbios próximo, no próprio coração, mas as vezes são produzidos por distúrbios em orgãos distantes. A pericardite primária é rara e quase sempre de origem viral.

As diversas etiologias geralmente provocam pericardite aguda, sendo representante da pericardite crônica a formas fúngicas e a tuberculose.

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Pericardite – Como se manifesta?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios


A pericardite aguda, geralmente, se manifesta com dor em aperto no peito, continua, que aumenta com a inspiração profunda, rotação do tórax. O alivio ocorre quando o o paciente assume instintivamente, a posição sentada curvando-se para frente, colocando o peito em direção aos joelhos  (posição genu-peitoral). A dor é resultante do atrito entre os folhetos pericárdicos e melhora quando existe acumulo de líquido (derrame pericárdico) e estes folhetos ficam afastados.

Os outros sintomas cardíacos da pericardite são: dispnéia (falta de ar), taquicardia e tamponamento cardíaco. A pericardite pode apresentar-se com manifestações sistêmicas como febre, dores articulares, fadiga e lesões cutâneas.

O átrio pericárdico é o achado característico da doença.  Este sinal deve ser pesquisado com o paciente em várias posições, ocorrendo muitas vezes a medida que o coração e mobilizado e os folhetos pericárdicos se aproximam. O médico pode diagnosticar o atrito pericárdico palpando como um roçar sob a mão na região do peito, ou auscultando como um ruído curto e rangente, como “ruído de couro de sapato novo”. A sensibilização da ausculta e feita com a compressão da parte do diafragma do estetoscópio contra a parede torácica. Os achados propedêuticos da pericardite dependem da velocidade de formação deste do líquido entre os folhetos do pericárdio, chamado derrame pericárdico.

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Pericardite – Como diagnosticar?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios


Diagnóstico

A confirmação diagnóstica da pericardite é feita pelo estudo ecodopplercardiográfica, e punção do saco pericárdico, de onde podemos obter o tipo de derrame e a cultura do germe. O diagnóstico ecocardiográfico das pericardites se faz pela visualização de líquido preenchendo o saco pericárdico. A pericardite sem derrame é de difícil identificação.

Quantificação dos derrames pericárdicos

A quantificação dos derrames pericárdicos pode ser realizada através da ecodopplercardiografia unidimensional e bidimensional.

Os derrames discretos, inferiores a 300 ml, apresentam uma leve separação das membranas do pericárdio posterior, tanto na sístole como na diástole.A detecção de separação apenas sistólica não pode ser catalogada como derrame, pois pode corresponder a quantidade normal do pericárdio. Com o ecocardiograma bidimensional os derrames discretos são melhor visualizados desde a região subxifóide, onde observa-se a separação das membranas pericárdicas que aumentam durante a sístole.

Os derrames moderados (quantidade de 300 a 500 ml), mostram-se com separação das membranas pericárdicas na região anterior do coração, principalmente durante a fase sistólica. O ecocardiograma bidimensional evidência melhor esta separação desde as posições subxifóide e apical.

Os derrames importantes, com quantidades maiores que 500 ml, apresentam nítida separação das membranas pericárdicas posterior e anterior durante o ciclo cardíaco.

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