Arquivo de setembro, 2010

Varizes – Como diagnosticar?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Distúrbios vasculares


Diagnóstico

Diagnóstico clínico

O diagnóstico das varizes, aparentemente é fácil, ou seja, estando a pessoa em pé, visualizar-se as veias dilatadas. Porém, muitas vezes os médicos, são “especialistas” que se dedicam apenas a observar as queixas do paciente, esquecendo de vê-lo como um todo. Poucos médicos pedem aos seus paciente que levantem um pouco a calça comprida ou o vestido para observar as veias das pernas. O exame local das veias é realizado com o intuito de auxiliar no diagnóstico etiológico diferencial, avaliar o grau evolutivo da doença e orientar o tratamento.

Ao exame físico observa-se que as varizes primárias apresentam distribuição sistematizada, com comprometimento dos troncos principais e suas colaterais. Nas varizes secundárias, ao contrário, o varicosamento é anárquico, comprometendo difusamente o sistema venoso superficial e o perfurante comunicante.

Nas varizes primárias as alterações da pele são mais tardias e menos extensas. A presença de vícios plantares, posturais ou seqüelas de lesões ortopédicas, tais como atrofias musculares, rigidez articular, e a existência de sopro e frêmito contínuo com reforço sistólico, é sinal importante para o diagnóstico de varizes secundárias.

Diagnóstico laboratorial

O complemento do estudo das veias pode ser feito pela ultra-sonografia Doppler e/ou flebografia ascendente.

A ultra-sonografia Doppler, também chamado de Duplex venoso, é o método ideal para o estudo da permeabilidade do sistema venoso profundo e superficial, tanto por sua inocuidade, como por sua segurança e precisão de informações que fornece. O Duplex, também  fornece informações sobre a competência das válvulas venosas estudadas ou a presença e o grau de refluxo. O exame do sistema venoso profundo ao Duplex venoso nos fornece dados quanto à sua patência, recanalização e espessamento potencial, que são sinais da síndrome pós-trombótica. A presença de fístulas arteriovenosas de alto débito são facilmente diagnosticadas por esse método.

A flebografia ascendente é um estudo invasivo em que se injeta, através de uma veia superficial do pé, contraste iodado. Durante a injeção de contraste o tornozelo do paciente deverá estar garroteado para que o contraste migre para o sistema venoso profundo. A finalidade deste exame é verificar obstruções, recanalizações e presença de válvulas no sistema venoso profundo e pontos de refluxo para o sistema venoso superficial. A flebografia retrograda consiste na injeção de contraste iodado na veia femoral com o paciente deitado num angulo de 60°. Este exame permite verificar o grau de incompetência das válvulas do sistema venoso profundo.

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Hiperparatireoidismo – Quais as conseqüências?

Categoria(s): Cuidados preventivos, Distúrbios endócrinos


a) Formação de cálculos urinários, com prejuízo da função renal;
b) descalcificação óssea.

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Hipercalciúria – O que é?

Categoria(s): Distúrbios endócrinos, Distúrbios metabólicos, Exames laboratoriais


A hipercalciúria (excreção de cálcio urinário de 24 horas maior que 300 mg nos homens e maior que 250 mg nas mulheres) pode estar associada a hiperparatireoidismo ou sarcoidose. Frequentemente, a hipercalciúria ocorre em paciente com nível de cálcio sérico normal e ausência de qualquer doença sistêmica e é chamada de hipercalciúria idiopática.

Geralmente, esses pacientes tem absorção excessiva de cálcio no trato gastrointestinal e níveis elevados de de 1,25-diidroxi vitamina D e concentrações baixas de fósforo sérico, embora a bioquímica destes distúrbios ainda não seja conhecida.

A diminuição da ingesta de cálcio pode ocasionar a hipercalciúria inapropriada agravando o caso. Por essa razão, a restrição dietética de cálcio não é aconselhada por provocar balanço negativo de cálcio e provocar aumento da absorção gastrointestinal de oxalato e aumentar a oxalúria.

A hidroclorotiazida e a amilorida reduz a excreção urinária de cálcio por aumentar sua reabsorção no túbulo distal e causa uma leve contração do volume extracelular devido ao aumento na reabsorção de sódio e cálcio nos segmentos proximais proximais e na alça de Henle. Portanto, pacientes com pedras hipercalciúricas recorrentes devem ser tratados com alta ingesta de líquidos, restrição dietética de sódio e diuréticos tiazidicos.

O furosemida inibe a reabsorção de sódio e cálcio na alça de Henle e, consequentemente, iria aumentar a excreção urinária de cálcio.

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