Arquivo de 4/out/2010

Ouvido – Como é constituído?

Categoria(s): Cuidados preventivos, Distúrbios do equilíbrio


Revisão

ouvido

O órgão responsável pela audição é a orelha (antigamente denominado ouvido), também chamada órgão vestíbulo-coclear ou estato-acústico. A maior parte da orelha fica no osso temporal, que se localiza na caixa craniana. Além da função de ouvir, o ouvido também é responsável pelo equilíbrio.

A orelha está dividida em três partes: orelhas externa, média e interna (antigamente denominadas ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno).

A orelha externa é formada pelo pavilhão auditivo (antigamente denominado orelha) e pelo canal auditivo externo ou meato auditivo. Todo o pavilhão auditivo (exceto o lobo ou lóbulo) é constituído por tecido cartilaginoso recoberto por pele, tendo como função captar e canalizar os sons para a orelha média. O canal auditivo externo estabelece a comunicação entre a orelha média e o meio externo, tem cerca de três centímetros de comprimento e está escavado em nosso osso temporal. É revestido internamente por pêlos e glândulas, que fabricam uma substância gordurosa e amarelada, denominada cerume ou cera. Tanto os pêlos como o cerume retêm poeira e micróbios que normalmente existem no ar e eventualmente entram nos ouvidos. O canal auditivo externo termina numa delicada membrana – tímpano ou membrana timpânica – firmemente fixada ao conduto auditivo externo por um anel de tecido fibroso, chamado anel timpânico.

A orelha média começa na membrana timpânica e consiste, em sua totalidade, de um espaço aéreo – a cavidade timpânica – no osso temporal. Dentro dela estão três ossículos articulados entre si, cujos nomes descrevem sua forma: martelo, bigorna e estribo. Esses ossículos encontram-se suspensos na orelha média, através de ligamentos. O cabo do martelo está encostado no tímpano; o estribo apóia-se na janela oval, um dos orifícios dotados de membrana da orelha interna que estabelecem comunicação com a orelha média. O outro orifício é a janela redonda.

A orelha média comunica-se também com a faringe, através de um canal denominado tuba auditiva (antigamente denominada trompa de Eustáquio). Esse canal permite que o ar penetre no ouvido médio. Dessa forma, de um lado e de outro do tímpano, a pressão do ar atmosférico é igual. Quando essas pressões ficam diferentes, não ouvimos bem, até que o equilíbrio seja restabelecido.

A orelha interna, chamada labirinto, é formada por escavações no osso temporal, revestidas por membrana e preenchidas por líquido. Limita-se com a orelha média pelas janelas oval e redonda. O labirinto apresenta uma parte anterior, a cóclea ou caracol – relacionada com a audição, e uma parte posterior – relacionada com o equilíbrio e constituída pelo vestíbulo e pelos canais semicirculares.

Referências:

Piteira,M.R. e col. – Sistema Nervoso Periférico – Universidade Nova de Lisboa –Faculdade de Ciências e Tecnologia, 2006 [on line]

Neves V.T., Feitosa M.A. – Envelhecimento do processamento temporal auditivo – 2002 – [on line]

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Como é que ouvimos?

Categoria(s): Distúrbios auditivos


Sistema auditivo – O ouvido é constituido por um complexo de membranas que formam canais e cavidades, cheios de endolinfa, que flutuam dentro da perilinfa, que por sua vez as separam e protegem da carapaça óssea da cápsula ótica, situada na intimidade do osso mais duro do corpo humano, o osso temporal. Esse tipo de proteção deve-se à extrema delicadeza do órgão.

Órgão de Corti – O órgão de Corti, com seus órgãos receptores, imersos na endolinfa, é responsável pelas sensações auditivas e as máculas e cristas ampulares, pela sensação de posição do corpo no espaço, vivem em um permanente equilíbrio pressórico, bioquímico e bioelétrico que se interligam.

Abaixo (detalhe marcado na figura acima), esquema tridimensional de um trecho labirinto membranoso que coloca em evidência as células e as estruturas que compõem o órgão de Corti. A retirada de um pequeno trecho da membrana tectória demonstra como as cabeças dos pilares se engrenam firmemente entre si, assegurando a forma e a estabilidde da galeria de Corti, e como as partes superficiais das células acústicas, com seus pêlos, alternam-se de maneira regular às outras estruturas celulares.

Legenda – 1. membrana de Reissner, 2. membrana tectória, 3. extremidade espiral, 4. sulco espiral interno, 5. fibras nervosas do nervo coclear, 6. célula acústica interna, 7. pilar interno, 8. galeria de Corti, 9. cabeças dos pilares, 10. células acústicas externas, 11. células de Deiters, 12. pilar externo, 13. células de Hensen, 14. células de Claudius, 15 ligamento espiral, 16 estria vascular, 17 falanges das células de Deiters, 18. pêlos acústicos.

As ondas sonoras que entram pelo canal auditivo externo, fazem vibrar o tímpano, movimentando assim a cadeia de ossículos do ouvido médio (martelo, bigorna e estribo) que se estende como uma ponte do tímpano ao ouvido interno. A movimentação dessa cadeia de ossículos, por sua vez, provoca a vibração do líquido contido no invólucro membranoso do ouvido interno estimulando células nervosas especiais aí localizadas. As sensações percebidas por essas células são transformadas em estímulos nervosos e levados, através do nervo vestíbulo-coclear, até o centro da audição do cérebro onde são registrados como sons.

Endolinfa – O equilíbrio pressórico entre a endolinfa e a perilinfa, que mantém esses dois sistemas em equivalência de pressão e que conserva sua anatomia, é fornecido pelo líquido cefalorraquidiano do espaço subaracnóideo, através do aqueduto coclear, sobre o espaço de mesmo nome. Assim, esses dois espaços ficam em equilíbrio pressórico e também com o líquido cefalorraquidiano do espaço subaracnóideo. A compreensão do equilíbrio entre esses três sistemas não só é essencial para o entendimento do funcionamento do ouvido interno, como também explica os acontecimentos de rupturas de membranas e hidropsia endolinfática, como acontece na síndrome de Ménière.

Veja – Audição humana

Referência

Schuknecht HE – pathology of the Ear. 2Ed Philadelphia, Lea & Febiger, 1993.

Cladas N, Caldas Neto s -Surdes súbita In: Ganança MM – Vertigem tem Cura: O que aprendemos nestes últimos 30 anos. São Paulo, Lemos Editorial, 1998.

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Surdez perceptiva (surdez do ouvido interno) – Quais as causas?

Categoria(s): Distúrbios auditivos


Agentes etiológicos

As principais causas de surdez que resultam de lesão do ouvido interno são:

a) Doenças como a caxumba, gripe, escarlatina e malária;
b) Drogas como o quinino e os salicilatos;
c) Certas ocupações como a de maquinista e piloto de aviões;
d) Fraturas do osso temporal que atinjam as estruturas auditivas;
e) Reações alérgicas que comprometam o labirinto;
f)  Hemorragia do ouvido interno;
g) Tumor no nervo auditivo.

Diagnóstico – A surdez do ouvido médio não compromete o mecanismo de condução nervosa. Assim, se for colocado um diapasão na pele atrás da orelha, a vibração do ósso neste local pode ser percebida, pois é transmitida através do ouvido interno que não apresenta problema. Se a surdez for causada por um distúrbio do ouvido interno ou do nervo auditivo, as vibrações do diapasão não serão percebidas.

A QUEM CONSULTAR – O médico especialista para tratar as doenças auditivas é o otorrinolaringologista.

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