Medicina Ortomolecular

Categoria(s): Distúrbios Inflamatórios, Terapia antioxidante

Terapia antioxidante

A medicina ortomolecular tem como base o entendimento do papel dos chamados radicais livres, que são frutos do metabolismo celular e tem potencialidade destruidora para as células e tecidos.

Conceito

Nos organismos aeróbios, como o ser humano, a maior parte do oxigênio é reduzida a água dentro da mitocôndria, através da enzima citocromo oxidase, que transfere quatro elétrons ao oxigênio. Entretanto, em decorrência da sua configuração eletrônica (triplet O2), cerca de 5% do oxigênio que se consome tem forte tendência a receber um elétron de cada vez, ou seja, a transferência de elétrons pode ser realizada em passos monoeletrônicos, com a formação de espécies intermediárias. Deste modo, aproximadamente 5% de todo oxigênio consumido é convertido em ânion superóxido (O-2), que é um radical livre .

Em 1985 Sies descreveu o estado fisiológico associado à produção aumentada de espécies reativas de oxigênio (estresse oxidativo), resultante de um distúrbio no balanço pró-oxidante/antioxidante a favor do estado pró-oxidante. Nesta situação, o organismo se encontra sob crescente exposição às espécies reativas de oxigênio, que participam das alterações dos componentes celulares induzidas por radicais livres através de um mecanismo exponencial de reação em cadeia carreadora de radicais.

Espécies reativas de oxigênio – EAOs

A toxicidade do oxigênio não se deve apenas aos radicais livres, dele derivados, mas também a outros estados do oxigênio, como o radical hidroxila (OH), o oxigênio singlet (O2), o óxido nítrico (ON), radicais peróxidos (ROOH), peróxidos nitritos (ONOO-), ácido hipoclórico (HOCL-) e peróxido de hidrogênio (H2O2), sendo este último considerado uma espécie reativa de oxigênio (EAO), apesar de apresentar um elétron desemparelhado na última órbita. Os principais alvos das EAOs nas células são os lípides, as proteínas contendo grupamento sulfidril e o DNA.

Dentre as EAOs, o peróxido de hidrogênio (H2O2) é a mais estável e a menos reativa. A hidroxila (OH) é a mais reativa, menos estável e a mais perigosa do ponto de vista biológico, pois reage imediatamente após sua formação com qualquer molécula biológica ao seu redor. Além disso, diferentemente do peróxido de hidrogênio e do ânion superóxido, não existem defesas enzimática contra este radical.

Antioxidantes celulares enzimáticos

As EAOs são capazes de produzir danos nas células parenquimatosas e endotelias dos mais diversos tecidos e orgãos do nosso organismo, porém, normalmente, estas lesões são impedidas pela presença de antioxidantes celulares enzimáticos, como a glutationa peroxidase -1 (principal enzima antioxidante no citosol e nas mitocondriais, e as formas de superóxido dismutase (SOD) ligadas à membrana, responsáveis por dismutar o ânion superóxido em H2O2 (peróxido de hidrogênio) e endógenos presentes dentro do fluido de revestimento epitelial (p. ex. células endotelias). Proteínas séricas, tais como ceruloplasmina e transferrina, vitamina C, vitamina E, ß-caroteno, e glutationa reduzida.

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