Calazar: Leishmaniose visceral – Qual a importância?

Categoria(s): Atuação Preventiva, Infestações por protozoários, Programas de saúde

Epidemiologia

No Brasil o calazar encontra-se em expansão com o surgir em focos urbanos e suburbanos em cidades como Teresina, Natal, São Luís e Salvador. No Rio de Janeiro há casos esporádicos (entre um e cinco por ano), tendo ocorrido uma epidemia na Região da Serra do Barata, em Bangu, entre 1979 e 1980. O calazar brasileiro assemelha-se ao europeu, no sentido de que são as crianças as suas principais vítimas, e o reservatório da infecção é o cão doméstico. Um foco típico tem 25 a 50% dos cães infectados, e 31% de prevalência abaixo dos 15 anos. Acredita-se que a doença tenha sido importada da Europa com os cães dos primeiros colonizadores ibéricos.

No Brasil, os estados mais acometidos são os do Nordeste, mas o problema existe em quase todos os outros estados. Por exemplo, em dezembro de 1999, a Fundação Nacional de Saúde deu início a um programa de grandes proporções para erradicar o calazar de 21 municípios paulistas da região de Araçatuba, no oeste paulista. Entre 1995 e 1998, o Ministério da Saúde, por intermédio da Fundação Nacional de Saúde, investiu 30 milhões de reais no combate à doença em todo o Brasil. Só em 1999, já foram aplicados 7,73 milhões de reais.

Considerando a grande expansão demográfica que o Brasil está vivendo, com o surgir de novas fronteiras de desenvolvimento a leishmaniose de uma maneira geral assume grande relevância, sobretudo a leishmaniose visceral.


Referência:

Pearson, R.D., Sousa, A.Q., Jeronimo, S.M.B. Leishmania species: Visceral (Kala-Azar), Cutaneous, and Mucosal Leishmaniasis. In: Mandell, G.L., Bennett, J.E., Dolin, R.D. Mandell, Douglas and Bennett’s Principles and Practice of Infectious Diseases, 5th ed., Philadelphia, Churchill-Livingstone, 2000.

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