Efeito sobre o sistema labirÃntico
As mulheres na pós-menopausa com sintomas vasomotores estão mais predispostas aos distúrbios de equilÃbrio por perda perde dos efeitos positivos deste hormônio na homeostase cerebral. O hipoestrogenismo parece acarretar o aumento do risco de quedas e fraturas devido à instabilidade no sistema nervoso central que altera as condições de equilÃbrio.
Tratamento hormonal - As mulheres menopausadas sofrendo de crises vertiginosas se beneficiam com o tratamento hormonal, pois o estrogênio exerce o efeito protetor direto na sobrevivência dos neurônios. Percebe-se que o tratamento fisioterápico das “labirintites” são mais eficazes na mulhere com terapia de reposição hormonal, pois o hormônio preserva da plasticidade e trofismo em diversas populações de neurônios dos sistemas nervoso central e periférico. Em conclusão, a TRH pode prevenir as crises labirÃnticas e as quedas nas idosas.
Obs – O termo correto é labirintopatias e não labirintite que é uma condição especÃfica de inflamação do orgão do equilÃbrio labirinto.
Tags: Estrogênios, Hipoestrogenismo, Labirintite, Labirintopatia, Quedas, Terapia de reposição hormonal
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Efeito sobre o sistema labirÃntico
Os órgãos genitais femininos são caracterizados pela abundância de receptores estrogênicos. Com a deficiência estrogênica na menopausa, ocorrem fenômenos atróficos que fragilizam estes tecidos e os tecidos vaginais e vulvares se tornam menos vascularizados. O pH vaginal se eleva aumentando a suscetibilidade a infecções. A atrofia vaginal e redução de seu tamanho podem levar ao prurido, lubrificação deficiente, dispareunia (dor no ato sexual) e uretrite pós-coital.
A bexiga, a uretra também têm grande quantidade de receptores estrogênicos, assim com a menopausa ocorre alterações atróficas que afetam a uretra, o trÃgono vesical e a bexiga e são acompanhadas pela redução dos receptores alfa-adrenérgicos que contribuem para a urgência urinária e incontinência urinária de esforço. Infecções no trato urinário são freqüentes.
Tratamento – Com a diminuição dos receptores estrogênicos nestes locais necessita-se de uma suplementação hormonal local para prevenir a atrofica dos tecidos e aparecimentos da incontinência urinária e cistites de repetição. Pois, as mulheres na pós-menopausa perdem a proteção estrogênica.
Tags: Dispareunia, Incontinência urinária de esforço, Uretrite
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Dicionário
O osso é um órgão dinâmico que sob a ação da unidade multicelular básica, o complexo osteoclasto-osteoblasto, sofre remodelação constante, cujo processo dura em média três meses. O defeito de mineralização no osso adulto se denomina osteomalácia (OM). As anormalidades do osso urêmico são chamadas osteodistrofia renal (ODR), na qual a OM é um dos achados. O rim participa do metabolismo do cálcio, do fósforo, do PTH e da vitamina D, assim à medida que a destruição do parênquima renal ocorre, são esperadas alterações ósseas e minerais. Dentre os fatores que interferem no aparecimento destas alterações temos: idade do paciente, duração da insuficiência renal, dieta, terapia utilizada e duração do tratamento dialÃtico.
Diagnósticos diferenciais
Além da OR, outras manifestações têm sido descritas em pacientes urêmicos, são elas: artrites induzidas por crista, artropatia crônica amilóide, espondiloartropatia destrutiva, ruptura de tendão, infecção piogênica articular e/ou óssea, hemartrose recorrente, bursite olecraniana, calcificação de partes moles, necrose avascular, envolvimento muscular.
Referência
Hruska KA, Teitelbaum SL – Renal osteodytrophy. N Engl J Med 1995;533:166-174.
Duarte ALBP, Vieira WP – Manifestações-esqueléticas (MME) na doença renal crônica (DRC). Rev. Bras. Med jun 2005;6(2):39-42.
Llack F, Bover J. Renal Osteodystrophies. In: Brenner BM et al And Rector’ The Kidney. 6th ed. Philadelphia: W.B. Saunders Company, 2000, 2103-86.
Tags: Diálise renal, Hemodiálise, Insuficiência renal crônica, Osteodistrofia renal, Osteomalácia
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