Arquivo de janeiro, 2011

Cobalto – Toxicidade: O que causa?

Categoria(s): Alimentos funcionais, Intoxicações, Terapia antioxidante


Intoxicação


Em níveis superiores ao recomendado (aprox. 8 mg por dia) é observado o aumento da glândula tireóide, dano renal e hepático, dermatite e cardiomiopatia

IMPORTANTE – Artistas, artesãos e, principalmente, operários que trabalham nas atividades cerâmicas, podem estar sujeitos a algumas “doenças” decorrentes da falta de proteção, que acarretam ao longo dos anos graves problemas de saúde. Assim, vários produtos em forma de óxidos, carbonatos, cloruros, fosfatos, etc., muito utilizados nas artes do fogo são potencialmente “perigosos” se manuseados de forma aleatória com falta dos cuidados básicos necessários, produtos como: Cádmio, Selênio, Bário, Cromo, Cobalto, Cobre, Lítio, Sódio, Arsênico, Bismuto, Berilo, Zinco, e tantos outros, podem causar dermatites, miocardiopatias, insuficiência reanl e hepática pelo acumulo dos tóxicos durante anos.

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Nonobiotecnologia: Nanodrogas – O que é?

Categoria(s): Medicamentos, Medicina das plantas


Avanços da medicina

Nanobiotecnologia

nanobiotecnologia

Uma das grandes dificuldades do tratamento farmacológio é o excesso de medicamentos utilizados e universalização desses pelo corpo humano. Quando utilizamos um determinado antibiótico para o tratamento de uma infecção, exemplo sinusite, o corpo acaba recebendo uma elevada dose desse antibiótico em áreas sadias, causando, muitas vezes, intoxicação medicamentosa. A nanotecnologia está permitindo uma nova visão no tratamento farmacológico. Quando pensamos em nanotecnologia vem a mente pequenos “robots” entrando em nosso corpo para agir reparando a região lesada ou infeccionada, como na figura. Na verdade a nanotecnologia está estudando formas de produzir e administrar farmacos, de dimensões nanométricas, a partir de soluções contendo substâncias ativas de uma antibiótico e um antiinflamatório, por exemplo.

O mundo nanoscópico se vale de fenômenos físicos, químicos e biológicos e de estruturas com dimensões da ordem de um bilionésimo do metro (o comprimento equivalente a 10 átomos de hidrogênio alinhados) para transformar substâncias farmacológicas às células lesadas. Os nossos “robots” de dimensões moleculares são lipossomas, nanocarreadores, fosfolipídios ou polímeros biodegradáveis, ou seja substâncias biológicas assimiláveis pelo organismo humano.

Manipuladas em um equipamento de pulverização a seco, denominado spay dryer, as substâncias são transformadas em gotas e “empacotadas” em nanocápsulas de diversos tamanhos. Estas substâncias podem, então, serem injetadas na corrente sanguínea, aplicadas na pele, feridas, mucosas, ou via oral. As nanopartículas do medicamento atravessam a membrana das células doentes por um mecanismo de atração molecular, que é o ponto chave dessa tecnologia. A liberação da medicação se dá de forma mais concentrada nas células da área doente, não atingindo, assim, as células dos órgãos sadios. Assim, as nanodrogas também podem ser administradas sob a forma de pomada, por via oral ou em comprimidos, não só na forma injetável.

Por exemplo, uma das grande vantagens da nanotecnologia será de permitir o uso de medicamentos na concentração necessária para o tratamento de doencas como o câncer em estágios avançados, sem os conhecidos efeitos colaterais dos atuais oncoterápicos. Pois como se sabe, os efeitos colaterais são frequentemente dose dependente.

Nanoveículos

Existem em estudos diversas substâncias com propriedades especiais que podem servir de veículos para medicamentos destinados a determinadas doenças, por exemplo micropartículas do polímero de quitosana, um material biodegradável, derivado dos crustâceos, para administração oral. Os medicamentos assim elaborados é mais bem aceito pelo sistema gastrointestinal do que o comprimido tradicional. Outro veículo, em estudo, são nanopartículas lipídicas, semelhantes membranas das células humanas, extraídas de soja ou do ovo. Estes lipossomas são utilizados para encapsular e transportar diversas substâncias terapêuticas em uma dose bem inferior as atualmente utilizadas.

Referência:

Carvalho FC, Barbi MS, Gremião MPD – Evaluation of in vitro release of AZT from Microemulsions. College of Pharmaceutical Sciences of São Paulo State University, Unesp, Araraquara. Brazil, 2009. [on line]

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