Suplemento energético – Aminoácidos de cadeia ramificada (ACR)

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Suplemento energético – Aminoácidos de cadeia ramificada (ACR)

Em indivíduos saudáveis, a suplementação de substâncias ergogênicas como os aminoácidos de cadeia ramificada  é utilizada para aumentar a tolerância ao exercício, postergar a fadiga, ou estimular a síntese protéica muscular, visando assim à melhora do desempenho físico.

Aminoácidos de cadeia ramificada (ACR) – Os aminoácidos de cadeia ramificada (ACR), leucina, isoleucina e valina, são primariamente metabolizados no músculo esquelético como substratos energéticos, ou utilizados como precursores para a síntese de outros aminoácidos e proteínas.

Eles exercem uma influência significativa sobre o metabolismo da glutamina e servem como importante substrato energético para o cérebro, rins, fígado e coração.

O aumento da concentração de ACR no músculo esquelético reduz a atividade da glutamato desidrogenase, reduzindo a degradação da glutamina. O glutamato intracelular tem papel central na preservação dos fosfatos de alta energia no músculo e seus baixos níveis intramusculares estão associados à acidose lática precoce durante o exercício.

A infusão de ACR estimula a síntese e diminui a degradação protéica, regulando a renovação muscular. Durante exercícios prolongados, os ACR podem servir como substrato oxidativo para os músculos esqueléticos. Em condições de relativa falta de energia, como sepse, trauma e hipóxia, o metabolismo dos ACR encontra-se acelerado no músculo esquelético.

Glutamina – A glutamina é o aminoácido livre mais abundante nos músculos esqueléticos, tendo uma concentração normal de 20mmol/L. Exercícios de intensidade moderada (quase intensa) depletam os estoques musculares de glicogênio e demandam elevado metabolismo dos aminoácidos de cadeia ramificada. A concentração de glutamina muscular então é aumentada nos primeiros momentos desse tipo de exercício, porém volta ao normal em seguida devido a sua exportação para a circulação. Nesta, a glutamina tem com principais destinos o fígado e os rins, onde é utilizada no processo de gliconeogênese. Alguns estudos demonstraram que a glutamina é o principal precursor para a gliconeogênese hepática. Outros destinos da glutamina são as células intestinais e, principalmente, as células do sistema imune durante o exercício, quando ocorre leucocitose (aumento dos globulos brancos no sangue periférico).

Referências:

Freund H, Hoover HC Jr, Atamian S, Fisher JE. Infusion of branched chain amino acids in postoperative patients. Anticatabolic properties. Ann Surg. 1979;190(1):18-23.

Neder JA, Nery LE. Fisiologia do exercício: teoria e prática. São Paulo: Artes Médicas; 2003.

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