Arquivo de Atividade física

Dores de cabeça – Enxaqueca: Fatores agravantes

Categoria(s): Atividade física, Cuidados alimentares, Distúrbios neurológicos


Enxaqueca

 

Fatores agravantes

cefaléia

 

As crises de enxaqueca podem ser desencadeadas por diferentes fatores como, poluição ambiental, estresse e esforço físico. Às vezes alimentos, chocolate, queijos fortes, glutamato monossódico (ajinomoto), vinho tinto ou, mesmo o jejum prolongado. Problemas com o sono têm se mostrado com um fator desencadeante dos mais importantes, assim como variações climáticas. Variações hormonais, principalmente a menstruação podem precipitar as crises.

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Suplemento energético – L-carnitina

Categoria(s): Alimentos funcionais, Atividade física, Dietas


Suplemento energético – L-carnitina

Em indivíduos saudáveis, a suplementação de substâncias ergogênicas como a L-carnitina é utilizada para aumentar a tolerância ao exercício, postergar a fadiga, ou estimular a síntese protéica muscular, visando assim à melhora do desempenho físico.

L-carnitina – A L-carnitina é um metabólito essencial envolvido no transporte dos ácidos graxos de cadeia longa, do citosol para a matriz mitocondrial, onde ocorre a ß-oxidação, ou seja, a oxidação dos ácidos graxos, com produção de energia.

Vários trabalhos foram publicados na literatura esportiva abordando o efeito ergogênico da L-carnitina, visando à melhora do desempenho, já que a mesma pode aumentar a oxidação de ácidos graxos, diminuir as taxas de depleção do glicogênio muscular, e aumentar a resistência à fadiga muscular. Porém, a utilização de L-carnitina por longos períodos em indivíduos saudáveis não treinados não mostrou melhora do desempenho físico.

Parece lógico supor que a suplementação de L-carnitina deva ser utilizada preferencialmente em indivíduos com composição corporal adequada, especialmente no que se refere à reserva adiposa, já que a substância estimula a utilização de gorduras como substrato.

Algumas doenças contribuem para a diminuição dos níveis de L-carnitina como: doenças do coração, dislipidemia (aumento de colesterol e/ou triglicerides no sangue), cirrose hepática, hipotireoidismo, entre outras. Desta forma, pode justificar-se a sua suplementação nestes casos.

A L carnitina pode ser obtida na dieta através da carne (principalmente vermelha) e seus derivados e também dos produtos lácteos. Uma alimentação equilibrada fornece diariamente cerca de 50mg de L-carnitina, mas a quantidade recomendada para que se possa usufruir dos benefícios deste nutriente é de cerca de 250 a 500mg.

ACIDOS GRAXOS DE CADEIA LONGA
A maior parte das gorduras naturais é constituída por 98% a 99% de triglicerídeos que são, primariamente, constituídos por ácidos graxos (cadeias retas de hidrocarbonetos terminando num grupo carboxila e na outra extremidade um grupo metila). Os ácidos graxos essenciais de cadeia curta possuem 18 carbonos e os ácidos graxos de cadeia longa tem 20 ou mais átomos de carbono. A existência ou não de duplas ligações na cadeia determina o grau de saturação do ácido graxo. Os ácidos graxos saturados são aqueles que contêm uma única ligação entre carbonos, ou seja, não possuem duplas ligações. São geralmente sólidos à temperatura ambiente. Gorduras de origem animal são geralmente ricas em ácidos graxos saturados. Os ácidos graxos insaturados são aqueles que possuem uma ou mais duplas ligações e são mono ou poliinsaturados.

– Gordura: Predominam radicais de ácidos graxos saturados, ou seja, apresentam ligações simples entre carbonos.
Ex.: Sebo, banha, gordura de coco, etc.
– Óleo: Predominam radicais de ácidos graxos insaturados, ou seja, contém ligações duplas entre carbonos.
Ex.: Fígado de bacalhau, amendoim, oliva, milho, girassol, soja, girassol, etc.

Veja mais sobre os ácidos graxos de cadeia longa

Referências:

Rodrigues LP, Padovan GJ, Marchini JS. Uso de carnitina em terapia nutricional. Nutrire. 2003;25:113-34.

Neder JA, Nery LE. Fisiologia do exercício: teoria e prática. São Paulo: Artes Médicas; 2003.

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Suplemento energético – Aminoácidos de cadeia ramificada (ACR)

Categoria(s): Alimentos funcionais, Atividade física, Programas de saúde


Suplemento energético – Aminoácidos de cadeia ramificada (ACR)

Em indivíduos saudáveis, a suplementação de substâncias ergogênicas como os aminoácidos de cadeia ramificada  é utilizada para aumentar a tolerância ao exercício, postergar a fadiga, ou estimular a síntese protéica muscular, visando assim à melhora do desempenho físico.

Aminoácidos de cadeia ramificada (ACR) – Os aminoácidos de cadeia ramificada (ACR), leucina, isoleucina e valina, são primariamente metabolizados no músculo esquelético como substratos energéticos, ou utilizados como precursores para a síntese de outros aminoácidos e proteínas.

Eles exercem uma influência significativa sobre o metabolismo da glutamina e servem como importante substrato energético para o cérebro, rins, fígado e coração.

O aumento da concentração de ACR no músculo esquelético reduz a atividade da glutamato desidrogenase, reduzindo a degradação da glutamina. O glutamato intracelular tem papel central na preservação dos fosfatos de alta energia no músculo e seus baixos níveis intramusculares estão associados à acidose lática precoce durante o exercício.

A infusão de ACR estimula a síntese e diminui a degradação protéica, regulando a renovação muscular. Durante exercícios prolongados, os ACR podem servir como substrato oxidativo para os músculos esqueléticos. Em condições de relativa falta de energia, como sepse, trauma e hipóxia, o metabolismo dos ACR encontra-se acelerado no músculo esquelético.

Glutamina – A glutamina é o aminoácido livre mais abundante nos músculos esqueléticos, tendo uma concentração normal de 20mmol/L. Exercícios de intensidade moderada (quase intensa) depletam os estoques musculares de glicogênio e demandam elevado metabolismo dos aminoácidos de cadeia ramificada. A concentração de glutamina muscular então é aumentada nos primeiros momentos desse tipo de exercício, porém volta ao normal em seguida devido a sua exportação para a circulação. Nesta, a glutamina tem com principais destinos o fígado e os rins, onde é utilizada no processo de gliconeogênese. Alguns estudos demonstraram que a glutamina é o principal precursor para a gliconeogênese hepática. Outros destinos da glutamina são as células intestinais e, principalmente, as células do sistema imune durante o exercício, quando ocorre leucocitose (aumento dos globulos brancos no sangue periférico).

Referências:

Freund H, Hoover HC Jr, Atamian S, Fisher JE. Infusion of branched chain amino acids in postoperative patients. Anticatabolic properties. Ann Surg. 1979;190(1):18-23.

Neder JA, Nery LE. Fisiologia do exercício: teoria e prática. São Paulo: Artes Médicas; 2003.

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