Arquivo de Câncer

Galactorreia – O que é?

Categoria(s): Câncer, Distúrbios endócrinos, Distúrbios urogenitais


Dicionário

Durante a gravidez se verifica hiperplasia das células produtoras de prolactina da hipófise com resultante aumento do hormônio prolactina responsável pela produção de leite. Sob determinadas condições a mulher pode apresentar a produção de leite fora do período de amamentação. Esse fato recebe o nome de galactorreia. O excesso de produção do hormônio prolactina pode aparecer nos casos de tumores da glândula hipófise, os prolactinomas ou como efeito colateral de alguns medicamentos como os antieméticos e os procinéticos.

Prolactinomas – Dentre os tumores hipofisários se destacam os adenomas secretores de prolactina ou prolactinomas que, quando atingem maiores dimensões, podem apresentar-se como massas que ocupam a cela túrsica, levando à compressão de estruturas adjacentes como a hipófise, seio cavernoso e nervos ópticos. São classificados em microprolactinomas (diâmetro < 10 mm), os quais representam a grande maioria dos prolactinomas, e macroprolactinomas (diâmetro > 10 mm), que determinam sinais e sintomas específicos como elevada taxa de prolactina, cefaléia crônica, distúrbios visuais, sendo ainda causa comum de disfunção sexual e reprodutiva, disfunção menstrual além da galactorreia.

Tratamento – Tanto os micro como os macroprolactinomas respondem bem aos agonistas dopaminérgicos como a bromoergocriptina e a cabergolina. Foi documentado que a bromocriptina é capaz de reduzir os níveis de prolactina, bem como a massa tumoral e a cabergolina é frequentemente sugerida como primeira escolha para o tratamento dos prolactinomas por sua excelente tolerabilidade e posologia conveniente.

Antieméticos – Antieméticos e estimuladores da motilidade gastrointestinal (procinéticos) têm sua melhor indicação nos casos de síndrome do desconforto pós-prandial: .

A metoclopramida é um antagonista dopaminérgico em nível central e periférico, parecendo também possuir efeitos tipo colinérgicos. Efeitos adversos, contudo, como ansiedade, fraqueza, sonolência, inquietação, sintomas extrapiramidais, galactorreia e ginecomastia, muitas vezes limitam o uso crônico.

Referências:

Nomikos P, Buchfelder M, Fahlbusch R. – Current management of prolactinomas. J Neurooncol 2001 Sep 54(2): 139-50.
Molitch ME. – Medical management of prolactin-secreting pituitary adenomas. Pituitary 2002 5(2): 55-65.
Bronstein MD. – Prolactinomas and Pregnancy. Pituitary 2005 8:31-38.

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Helicobacter pylori – O que é?

Categoria(s): Câncer, Dicionário, Distúrbios digestivos, Distúrbios Inflamatórios, Infectologia


Dicionário

Helicobacter pylori, bactéria espiralada descrita por Warren e Marshall  em 1983, tem importante papel na secreção de ácido clorídrico pelas células do estomago. A secreção de ácido está na dependência de vários fatores ambientais, como tipo de alimentação, uso de determinados medicamentos, o hábito de fumar e o estado emocional. Existem evidências de que o H. pylori é importante na gênese da úlcera péptica, quer em razão da inflamação da mucosa resultante de sua presença, quer por alterar os mecanismos que regulam a produção de ácido. Cerca de 90% das pessoas portadoras de úlcera duodenal se encontram infectados pela bactéria. Sabe-se que a úlcera duodenal apresenta-se nos casos de hipersecreção e as úlceras gástricas com normo ou hipossecreção ácida.

Mais de 95% dos indivíduos infectados pela bactéria desenvolvem gastrite crônica ativa, que caminha, através de uma progressão lenta e gradual, para uma gastrite crônica com graus variáveis de atrofia e metaplasia intestinal, consideradas fatores de risco para o câncer gástrico. Em vista deste dado e do reconhecimento do papel do H. pylori na determinação do processo inflamatório gástrico, sugeriu-se a associação da infecção da bactéria com um aumento do risco de câncer gástrico. Em relação à úlcera péptica, uma vez erradicada a bactéria, pode-se afirmar que o paciente estará curado da úlcera.

A elevada prevalência da infecção pelo H. pylori em todo o mundo, e a bem estabelecida relação com a úlcera péptica e o câncer gástrico exigem que se considere esta infecção como um problema de saúde pública.

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Policitemia vera – Como tratar?

Categoria(s): Câncer, Distúrbios endócrinos


Tratamento

O tratamento objetiva retardar a produção e diminuir o número de glóbulos vermelhos (eritrócitos). Normalmente, é realizada a remoção do sangue do corpo através de um procedimento denominado flebotomia. São removidos 500 ml de sangue em dias alternados até o hematócrito começar a diminuir. Quando ele atinge o nível normal, o sangue é removido em intervalos de alguns meses, de acordo com a necessidade. Como a flebotomia pode ocasionar aumento do número de plaquetas e esses indivíduos necessitam de quimioterapia para suprimir a produção de células sangüíneas. Comumente, é utilizada a hidroxiuréia, uma droga antineoplásica.

Outros medicamentos podem ajudar a controlar alguns dos sintomas. Por exemplo, os antihistamínicos podem ajudar a aliviar o prurido e a aspirina pode aliviar as sensações de queimação nas mãos e nos pés e também as dores ósseas.

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