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Dores de cabeça – Enxaqueca

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios neurológicos


Enxaqueca

 

Definição

cefaléia

A enxaqueca ou migrânea é um distúrbio bastante comum que se caracteriza por uma dor de cabeça pulsátil, periódica, com intensidade de moderada a severa, que se agrava com as atividades físicas e o esforço.

A enxaqueca tem seu pico de incidência na meia-idade, apresentando tendência de diminuição com o aumento desta. Na faixa etária dos 70 anos, a mesma ocorre em apenas 5% das mulheres e 2% dos homens.

A enxaqueca é repetitiva e com as mesmas características, geralmente unilateral e acompanhada, na maioria das vezes, de fotofobia (aversão a claridade), fonofobia (aversão aos barulhos), náuseas e vômitos; tem duração de 4 a 72 horas (quando a duração é maior que 72 horas, caracteriza-se o estado migranoso) e pode ser acompanhada pelo fenômeno de aura.

Fenômeno de aura

O fenômeno de aura  pode ser visuais (escotomas, flash, diplopia (visão dupla) e espectro de fortificação), sensitivas (adormecimento dos lábios, face e mãos), confusão mental e transtornos de equilíbrio.

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Tipos sanguíneos

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios genéticos, Distúrbios hematológicos


Tipos sanguíneos

 

Na membrana dos glóbulos vermelhos existem 2 tipos de aglutinógenos (antígenos) A e B. De acordo com a herança genética  as pessoas podem apresentar em suas células qualquer um desses antígenos ou os dois, constituíndo o chamado tipo sanguíneo.

Os tipos sanguíneos podem ser:
O, A, AB e B, dependendo da ausência ou da presença dos aglutinógenos, sendo que na ausência dos aglutinógenos A e B, o sangue será do tipo O.

Se somente o aglutinógeno A está presente, o sangue será tipo A. Se, somente o aglutinógeno B, o sangue será tipo B, e se houver os dois, o sangue será tipo AB se não houver nenhum será tipo O.

Quando não existe aglutinógeno do tipo A na membrana do glóbulo vermelho,  no plasma tem anticorpos contra o aglutinógeno A, designado aglutininas anti-A. Do mesmo jeito acontece quando não há a presença do antígeno do tipo B, terá a aglutinina anti-B. Esses anticorpos (aglutininas) desenvolvem no plasma. O sangue do tipo O não contém nenhum tipo de antígeno na membrana dos glóbulos vermelhos, porém apresentará os dois tipos de aglutinina, anti-A e anti-B. E por fim, o sangue do tipo AB apresentará os dois tipo de antígenos porém nenhuma aglutinina circulante.

O que isso significa?

Se uma pessoa do tipo sanguíneo A receber uma transfusão de sangue de uma pessoa do tipo sanguíneo B, como ela tem no sangue circulante anticorpos (aglutinina) anti B, seu organismo vai reagir contra este sangue recebido produzindo uma aglutinação (trombose) deste sangue. Já se esta mesma pessoa, tipo A, receber sangue de uma pessoa do tipo A ou tipo O não ocorrerá reação com aglutinação do sangue por que o tipo O não contém nenhum tipo de antígeno na membrana dos glóbulos vermelhos.

A pessoa com sangue do tipo O é conhecido como doador universal, ou seja, seu sangue poderá ser doado para as pessoas portadoras dos outros tipos sanguíneos A, B, AB e inclusive ele mesmo. Já as pessoas com sangue do tipo A, poderá doar para ele mesmo e para o AB. O tipo B, também poderá doar para ele mesmo e para AB. Assim, as pessoas do tipo sanguíneo AB é conhecido como receptor universal, ou seja, pode receber sangue dos outros tipos, mas só pode doar para as pessoas do mesmo tipo sanguíneo seu AB. Veja o esquema ao lado.

Veja no esquema as porcentagem de tipos sanguíneos no mundo.

Sistema Rh

Em relação ao sistema Rh. Exitem 6 tipo de Rh, que são designados C,c,D,d,E,e. O que prevalece na população é o antígeno(proteína) D. Qualquer pessoa que apresente essa proteína será Rh-positiva, ou caso não apresente, será Rh-negativa.

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Dores no joelho – O que é gonartrose?

Categoria(s): Dicionário, Distúrbios Inflamatórios, Distúrbios osteoarticulares


Dores no joelho – O que é gonartrose?


Colaboradora : Sandra Chiavegato Perossi

* Fisioterapeuta, especializada no método Pilates

artroseA osteoartrose de joelho também chamada de gonartrose, é uma doença de caráter inflamatório e degenerativo, que provoca a destruição da cartilagem articular e leva a uma deformidade da articulação. A etiologia da degeneração é complexa e inicia-se com o envelhecimento (1).

Aspectos epidemiológicos – A doença é de caráter crônico, de evolução lenta e sem comprometimento sistêmico de outros órgãos, afetando as articulações periféricas e axiais, mais freqüentemente as que suportam peso. Na grande maioria dos indivíduos se desenvolve de maneira silenciosa. Abaixo dos 40 anos, a freqüência é semelhante, em ambos os sexos sendo, esta patologia, um tanto quanto incomum. Estudos radiológicos demonstraram que a freqüência da Osteoartrose gira em torno de 5% em indivíduos com menos de 30 anos e, atinge 70% a 80% daqueles com mais de 65 anos. Contudo, somente 20% a 30% dos portadores de alterações radiológicas apresentam sintomas da doença.

Particularmente, na articulação do joelho, evidenciou-se, que 52% da população adulta apresenta sinais radiológicos da doença, sendo que, somente 20% destas apresentam alterações consideradas como graves ou moderadas. Já foi demonstrado que a gonartrose (artrose do joelho) tem uma incidência de cerca de 2% por ano nos Estados Unidos, A incidência desta patologia aumenta com a idade, estimando-se atingir 85% da população até os 64 anos sendo que, aos 85 anos é ela universal. Seu impacto social e seu grau de incapacidade e tão importante, que motivou a Organização Mundial de Saúde (OMS) a criar a Década do Osso e da Articulação (2).

Um recente estudo a OMS refere que a osteortrose seria a quarta causa mais importante de incapacidade entre as mulheres e a oitava entre os homens. Estudos radiográficos mostram algumas alterações em 30% dos homens e mulheres acima de 65 anos, mas apenas um terço desses são sintomáticos (2).

Fatores de Risco (3):
1- De suscetibilidade individual a:
– Hereditariedade (filhas de mães com artrose tem mais probabilidade de desenvolver a patologia).
-Fatores Hormonais (descontroles hormonais propiciam a agudização da doença).
– Obesidade (indivíduos obesos possuem maior carga articular propiciando os fenômenos degradativos).
– Massa óssea (alterações de massa óssea interferem no aparecimento da patologia).
-Hipermotilidade (a hipermotilidade implica em maior stress articular e, como conseqüência, maior facilidade na ruptura da malha colágena)
– Doenças metabólicas.
2 – considerados fatores mecânicos:
– Macro traumas.
– Traumas repetitivos localizados.
– Sobrecargas esportivas.
– Uso inadequado de aparelhos de musculação.
– Alteração da biomecânica normal da articulação.

Sintomas (1):
• Dor relacionada a exercício físico;
• Dor ao repouso;
• Dor noturna;
• Rigidez após inatividade (tempo parado);
• Perda de movimento;
• Sensação de insegurança ou de instabilidade;
• Limitação funcional;
• Incapacidade.

Sinais (1):
• Pontos doloridos nas margens da articulação;
• Sensibilidade exagerada na articulação;
• Inchaço articular;
• Crepitações (atritos);
• Derrame intra-articular;
• Movimentos restritos e dolorosos;
• Atrofia muscular periarticular;
• Enrijecimento da articulação;
• Instabilidade articular.

Fisiopatogenia

Na fase inicial da OA, ocorre fibrilação e irregularidades da camada superficial da cartilagem articular, que se estende para demais camadas com posterior desenvolvimento de microfissuras. Em estágio mais avançado, com a perda da cartilagem e exposição do osso subcondral com microfraturas trabeculares, há ativação osteoblástica, que determina esclerose óssea, formação de cistos subcondrais e osteófitos, estes geralmente situados na periferia articular. Estudos recentes têm sugerido que o envolvimento inicial ocorre no osso subcondral e que este favorece a liberação de citocinas e outros mediadores inflamatórios que atingiriam a cartilagem promovendo a sua degradação.

A degeneração da cartilagem articular causa alterações secundárias na membrana sinovial, ligamentos e músculos. Do ponto de vista celular, a OA é resultado do desequilíbrio entre processo de síntese e destruição da cartilagem articular, incluindo alterações na matriz extracelular (produção aumentada, porém de qualidade anormal de proteoglicanos, diminuição na produção de colágeno tipo II e, em estágios mais avançados, a concentração de proteoglicanos se torna inferior a 50% do normal), condrócitos com pouca responsividade para a síntese, seja pela sua senescência, ou por dano mecânico associado com morte celular.

Embora a OA seja considerada uma doença não inflamatória, alterações articulares estão associadas à inflamação. A membrana sinovial, em resposta aos fragmentos de cartilagem no líquido sinovial (LS), produz metaloproteinases (MMP-2 e MMP-9) e citocinas como IL-1, IL-6 e TNF-α. A IL-1, mais do que as demais citocinas, está associada com estímulo aos sinoviócitos que irão produzir prostaglandina E2, resultando em dor e inflamação. Trata-se de potente interleucina causadora de degradação cartilaginosa por meio da liberação aumentada de metaloproteinases e da inibição de síntese de matriz extracelular.

Tratamento medicamentoso (2)

O uso de anti inflamatórios deverá obedecer as crises de inflamação e, quanto aos anti artrósicos de ação lenta, estes se justificam, e fazem parte da ação condroprotetora e de redução de medicamentos anti-álgicos e antiinflamatórios não hormonais.
Depois de numerosos anos, a Glicosamina foi proposta como um tratamento de primeira linha para as manifestações sintomáticas da Artrose (dor e limitação de função). Já existe um grupo convergente de estudos, de qualidade metodológica pelos meios válidos, sugerindo de fato que, esta molécula pode melhorar dentro de um prazo de 4 a 6 semanas os sintomas principais portadores de artrose. Se bem que dois estudos rigorosos (1,2) confirmam após um a duração de 3 anos que o Sulfato de Glicosamina em uma dosagem de 1500 mg/dia, permite bloquear a progressão estrutural da Osteoartrose de Joelhos (gonartrose). Certo número de pontos de interrogação, persistem quanto à eficácia anti álgida da Glicosamina quanto a melhor maneira de prescrição (formulação, posologia e duração) deste tratamento.

Tratamento cirúrgico (2)

Artroplastia do Joelho: Trata-se de um procedimento cirúrgico complexo que tem por objetivo a restauração da função articular, e a melhora do quadro doloroso. Isto é obtido através da substituição desta articulação acometida por componentes que serão implantados no ato operatório.

Tratamento Fisioterapêutico (2,5):

A fisioterapia é utilizada para aliviar a dor em fases agudas, preservar a função das articulações e melhorar sua movimentação. A fisioterapia alivia a dor e os espasmos musculares, proporcionando a articulação um certo grau de movimento.

As aplicações do calor ou do frio são recursos valiosos na prática da fisioterapia. Ambos constituem-se em recursos terapêuticos de grande valia no alívio da dor e na melhora da função articular. Atualmente não existe um consenso entre os profissionais de reabilitação sobre qual dos recursos terapêuticos empregar em pacientes com artrose avançada. A literatura é vasta em defender o uso tanto da crioterapia quanto do uso sistemático do calor, seja ele na forma de calor superficial ou profundo.

O uso do calor no tratamento de pacientes portadores de gonartrose é eficaz, pois têm a propriedade de alivia a dor, aumentar a flexibilidade dos tecidos músculo-tendíneos, diminuir a rigidez das articulações, melhora o espasmo muscular e a circulação.

Os efeitos terapêuticos da crioterapia também são pronunciados pois através de pacotes ou o gelo em pinceladas se obtém os seguintes resultados: diminuição do espasmo muscular, alivio da dor, eficaz nos traumatismos (entorses, contusões, distensões musculares, etc.), previne o edema e diminui as reações inflamatórias.

Para o alívio da dor e inflamação são utilizados termoterapia por condução, calor local e também eletroterapia, como o TENS e o interferencial.

Os exercícios são os principais recursos para recuperar a força muscular e quando utilizados com eletroterapia aliviam a dor.

Conclusão:

É importante essaltar que a osteoartrose é a doença reumática mais comum entre os idosos e quando não tratada adequadamente pode levar a incapacidade física, quedas e imobilização devido as dores e perda da força muscular, tornando-se assim um grande problema de saúde pública.

Ver mais

Gonartrose – Condroproteção

Gonartrose – Viscossuplementação

Referências:

1. Cossemerlli, W – Reumatologia Básica. Ed. Sarvier – São Paulo, SP, 1992.

2. Marx,F – Tradução e Validação do questionário algofuncional de Laquesne para osteoartrite de joelhos e quadris para a língua portuguesa

3. Resende M – O que é osteoartrose

4. Novaes, A – Osteoartrose – Conceitos e Aspectos Epidemiológicos [on line]

5. Marques AP, Kondo A – A fisioterapia na osteoartrose: uam revisão da literatura. Rev. Bras Reumatologia 38(2)Mar/Abr:83-90,1998 [on line]

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