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Pericardite – Como se manifesta?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios


A pericardite aguda, geralmente, se manifesta com dor em aperto no peito, continua, que aumenta com a inspiração profunda, rotação do tórax. O alivio ocorre quando o o paciente assume instintivamente, a posição sentada curvando-se para frente, colocando o peito em direção aos joelhos  (posição genu-peitoral). A dor é resultante do atrito entre os folhetos pericárdicos e melhora quando existe acumulo de líquido (derrame pericárdico) e estes folhetos ficam afastados.

Os outros sintomas cardíacos da pericardite são: dispnéia (falta de ar), taquicardia e tamponamento cardíaco. A pericardite pode apresentar-se com manifestações sistêmicas como febre, dores articulares, fadiga e lesões cutâneas.

O átrio pericárdico é o achado característico da doença.  Este sinal deve ser pesquisado com o paciente em várias posições, ocorrendo muitas vezes a medida que o coração e mobilizado e os folhetos pericárdicos se aproximam. O médico pode diagnosticar o atrito pericárdico palpando como um roçar sob a mão na região do peito, ou auscultando como um ruído curto e rangente, como “ruído de couro de sapato novo”. A sensibilização da ausculta e feita com a compressão da parte do diafragma do estetoscópio contra a parede torácica. Os achados propedêuticos da pericardite dependem da velocidade de formação deste do líquido entre os folhetos do pericárdio, chamado derrame pericárdico.

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Pericardite – Como diagnosticar?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios


Diagnóstico

A confirmação diagnóstica da pericardite é feita pelo estudo ecodopplercardiográfica, e punção do saco pericárdico, de onde podemos obter o tipo de derrame e a cultura do germe. O diagnóstico ecocardiográfico das pericardites se faz pela visualização de líquido preenchendo o saco pericárdico. A pericardite sem derrame é de difícil identificação.

Quantificação dos derrames pericárdicos

A quantificação dos derrames pericárdicos pode ser realizada através da ecodopplercardiografia unidimensional e bidimensional.

Os derrames discretos, inferiores a 300 ml, apresentam uma leve separação das membranas do pericárdio posterior, tanto na sístole como na diástole.A detecção de separação apenas sistólica não pode ser catalogada como derrame, pois pode corresponder a quantidade normal do pericárdio. Com o ecocardiograma bidimensional os derrames discretos são melhor visualizados desde a região subxifóide, onde observa-se a separação das membranas pericárdicas que aumentam durante a sístole.

Os derrames moderados (quantidade de 300 a 500 ml), mostram-se com separação das membranas pericárdicas na região anterior do coração, principalmente durante a fase sistólica. O ecocardiograma bidimensional evidência melhor esta separação desde as posições subxifóide e apical.

Os derrames importantes, com quantidades maiores que 500 ml, apresentam nítida separação das membranas pericárdicas posterior e anterior durante o ciclo cardíaco.

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Pericardite – Como tratar?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Distúrbios imunológicos, Distúrbios Inflamatórios


Tratamento

Tratamento – O tratamento da pericardite depende do diagnóstico do tipo do agente que está causando o derrame. A análise clínica do paciente e as características do derrame ajudam no diagnóstico e norteiam o inicio do tratamento

Tipos de líquido do derrame

Transudato – O líquido tipo transudado é um líquido claro semelhante ao plasma humano (amarelo ouro) encontrado nas pericardites produzidas por inflamações decorrentes de doença reumática, do lúpus eritematoso sistematizado, da esclerodermia, da uremia e de cânceres primários ou metastáticos. Ocasionalmente isola-se os vírus Coxsackie A ou B, adenovirus ou vírus da influenza, vírus ECHO tipo B, da caxumba.Em muitos casos a etiologia permanecerá desconhecida.

Morfologicamente, qualquer que seja o agente causal existe uma reação inflamatória das superfícies epi e pericárdicas, com escasso número de leucócitos polimorfonucleares, linfócitos e histiócitos.
Sendo um fenômeno puramente exsudativo, o derrame forma-se lentamente e, portanto, raramente produz um aumento de pressão suficiente para prejudicar a função cardíaca. Não requer a pericárdiocenteses terapêutica, somente diagnóstica.

Serofibrinosa – Os derrames com características serofibrinosa (coloração amarelo palha, pela presença de grande quantidade de proteinas) são os mais freqüentes nas pericardites. As causas mais comuns são a uremia, a febre reumática, o infarto agudo do miocárdio, a irradiação do tórax, o Lúpus e o traumatismo. Como acontece em todos os exsudados, a fibrina pode ser digerida com resolução do exsudado, ou pode ser organizada. As vezes a organização e as aderências fibrosas levam a obliteração total do saco pericárdico.Esta fibrose produz aderências filamentosas delicadas, é chamada de pericardite adesiva e só raramente dificulta ou restringe a função cardíaca. Raramente este tipo de pericardite deixa seqüelas graves.

Exsudativo O derrame tipo exsudativo geralmente ocorre pela presença de bactérias, fungos ou parasitas no processo. Os microorganismos invadem a cavidade pericárdica por extensão direta de inflamações vizinhas tais como empiema pleural (presença de pus na cavidade pleural), pneumonia lobar, infeções mediastinais, cardiotomia. Ou por invasão através do epicárdio, por contaminação via linfática ou hematogênica. A evolução, geralmente, e para organização do processo, com conseqüente pericardite constritiva, requerendo a decorticação do pericárdio, que e feita em centro cirúrgico.

Hemorrágico – A pericardite hemorrágica consiste em uma exsudação de sangue misturado com fibrina e pus. Geralmente resulta de processo tuberculoso ou do comprometimento neoplásico do pericárdico, geralmente, relacionado com melanomas, linfomas, leucemias, carcinomas pulmonares ou mamários. Clinicamente, comporta-se como pericardite supurativa, evoluindo para a resolução ou a organização, com ou sem calcificação.

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