Arquivo de Distúrbios respiratórios

Acônito (Aconitum napellus) – Qual a indicação terapêutica?

Categoria(s): Distúrbios Inflamatórios, Distúrbios respiratórios, Medicina das plantas


Fitoterápicos

Aconitum napellus L.

Do acônito são colhidos os tubérculos, mas unicamente os tubérculos laterais formados na Primavera. Depois de muito bem limpos e desembaraçados das raízes e das partes verdes, os tubérculos são cortados no sentido do comprimento e secos rapidamente a uma temperatura de 40ºC a 50ºC. O manuseamento das plantas e das partes colhidas requer a maior prudência, pois toda a planta é muito venenosa. Os tubérculos contêm até 1,5% de terpenóides azotados – aconitina, napelina benziaconitina, açúcares, amido e outras substâncias. Em dose elevada, a aconitina é um dos mais violentos venenos para o sistema nervoso, e os tubérculos colhidos servem essencialmente para obter esse alcalóide. É utilizada como componente de misturas medicinais analgésicas (reumatismos, gota, ciática, dores de dentes), fornecidas unicamente mediante receita médica. É igualmente um remédio eficaz contra as dores e as afecções devidas a resfriamentos.

Tags: , , , ,


Veja Também:

Comments (1)     Envio por Email Envio por Email


Cor pulmonale – O que é?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Distúrbios respiratórios


Dicionário

cor-pulmonale

De maneira simples podemos definir cor pulmonale como sendo alterações das câmaras cardíacas direitas  (hipertrofia do átrio e ventrículo direito – figura) conseqüentes a anormalidades do sistema pulmonar, ou no controle respiratório, ou da caixa torácica.

O cor pulmonale resultante de distúrbios da árvore arterial pulmonar pode se apresentar na sua forma aguda (embolia pulmonar) ou crônica (embolia pulmonar recorrente, hipertensão pulmonar primária e esquistossomose pulmonar). O cor pulmonale também, pode, ser resultante de diversos fatores pulmonares que contribuem para aumentar a pressão artéria pulmonar na vigência de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), como a redução do leito vascular pulmonar por destruição do tecido pulmonar, hipóxia provocando vaso-constrição, aumento do débito cardíaco, poliglobulia (policitemia vera), que leva a aumento da viscosidade sangüínea, ácidose que causa aumento da resistência vascular pulmonar.

As pessoas com obesidade extrema, também chamada de obesidade mórbida, apresentam um mecanismo de hipoventilação não totalmente esclarecido, possivelmente relacionado com a elevação da cúpula diafragmática, com conseqüente redução do volume pulmonar total e hipoventilação alveolar que recebeu a denominação de Síndrome de Pick-Wick. O tratamento consiste sobretudo na redução do peso. A hipoventilação alveolar primária resulta de insensibilidade primária do centro respiratório ao CO2 ou de insensibilidade do mesmo centro ao estímulo reflexo dos efeitos da hipóxia sobre os quimiorreceptores do corpo carotídeo e aórtico.

A apnéia obstrutiva do sono, também conhecida como maldição de Ondine, resulta de padrão respiratório anormal durante o sono, caracterizado por episódios de apnéia repetitiva durante o sono, seguido por hipersonolência durante o dia. Como conseqüência da baixa oxigenação sangüínea o coração direito tem necessidade de trabalhar mais e por isso o paciente portador de cor pulmonale tem hipertrofia das câmaras direitas, que podem ser visíveis pelo eletrocardiograma, radiografia de tórax e pelo ecocardiograma.

A imagem radiológica mostra os pulmões com os vasos sanguíneos pulmonares bem visíveis na região central e pouco visível nas periferias. Esta falta de vasos visíveis nas periferias do pulmão ocorre por hipertrofia das artériolas pulmonares causada pela hipertensão pulmonar. Outro achado frequente é a dilatação das artérias pulmonares junto do hilo pulmonar.

Referências:

Kitabatake A, Inouse M, Asão M et al – Noninvasive evaluation of pulmonary hypertension by a pulsed Doppler technique. Circulation 1983;68:302-309.

Hansen AT, Eskildsen P, Gotzcher H – Pressure curves from the right auricle and the right ventricle in chronic constrictive pericarditis. Circulation, 1951;3:881-8.

Tags: , , ,


Veja Também:

Comentários     Envio por Email Envio por Email


Cor pulmonale – Como diagnosticar?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Distúrbios respiratórios


Diagnóstico

Diagnóstico – O diagnóstico de cor pulmonale é basicamente clínico.

cor-pulmonale

Como conseqüência da baixa oxigenação sangüínea o coração direito tem necessidade de trabalhar mais e por isso o paciente portador de cor pulmonale tem hipertrofia das câmaras direitas, que podem ser visíveis pelo eletrocardiograma, radiografia de tórax e pelo ecocardiograma.

RX de Tórax – A imagem radiológica mostra os pulmões com os vasos sanguíneos pulmonares bem visíveis na região central e pouco visível nas periferias. Esta falta de vasos visíveis nas periferias do pulmão ocorre por hipertrofia das artériolas pulmonares causada pela hipertensão pulmonar. Outro achado frequente é a dilatação das artérias pulmonares junto do hilo pulmonar.

ECO – O Ecocardiograma mostra hipertrofia e dilatação das câmaras direitas. O septo interatrial e interventricular tendem a ficarem “convexos” para o lado esquerdo. Pode se medir, através do eco monodimensional acoplado ao eletrocardiograma, o período de pré-ejeção (PPE = intervalo entre o início do QRS e abertura da valva pulmonar) que estará aumentado nos casos com hipertensão pulmonar. Também pode-se medir o tempo de abertura e fechamento da valva pulmonar (TE = Tempo de ejeção do VD) que estará diminuído no cor pulmonale. A relação PPE/TE deve ficar entre 0,16 e 0,30. O doppler permite calcular o tempo de aceleração na via de saída do VD (na hipertensão pulmonar fica abaixo de 106 milissegundos). O melhor método de estudar o grau de hipertensão pulmonar é a medida da velocidade de regurgitação tricúspide, servindo de parâmetro de acompanhamento de tratamento.

Tags: , ,


Veja Também:

Comentários     Envio por Email Envio por Email


Page 4 of 27« First...23456...1020...Last »