Arquivo de Distúrbios metabólicos

Obesidade – O ato de comer a noite

Categoria(s): Distúrbios endócrinos, Distúrbios metabólicos, Programas de saúde


Obesidade


Síndrome do Comer Noturno

obesi

Stunkard, na década de 1950 descreveu um transtorno de comportamento caracterizado por três componentes principais: pouco apetite de manhã, comer excessivamente à tardinha ou à noite e insônia. Stunkard observou também que a Síndrome do Comer Noturno (SCN) tendia a ser desencadeada pelo estresse e que seus sintomas diminuíam quando o estresse era aliviado.

Em estudos posteriores e muito detalhados (Birketvedt et al, 1999) mostraram que a SCN aparece em 10% das pessoas que se tratam de obesidade e em 27% daquelas submetidas à cirurgia para obesidade.

A SCN se manifesta por comer excessivamente à tardinha ou à noite, mas não compulsivamente, apenas por aumento da vontade de comer. Um dado interessante na síndrome  é que, em média, esses pacientes consumem 56% de toda sua ingestão calórica diária no período noturno, entre as 22 e 6 horas, ao passo que a população geral consume aproximadamente apenas 15% da ingestão calórica diária nesse período.

Uma das características da síndrome  é sua associação com a obesidade, depressão, baixa auto-estima e diminuição da fome diurna. Os pacientes obesos com esta síndrome têm menos êxito nos programas de redução de peso do que pacientes obesos sem a síndrome.

Tratamento

A etiologia  ainda não foi esclarecida, mas se supõe que as crises de compulsão alimentar ocorram por surtos, o que as colocaria próximo das crises epilépticas. Assim, o uso do anticonvulsivante topiramato tem sido o medicamento de escolha para o controle das crises. O uso de antidepressivo pode ser usado concomitante, pois muitos pacientes, também apresentaram quadro de depressão no passado.

Tags: ,


Veja Também:

Comentários     Envio por Email Envio por Email


Cobalto – Fontes naturais

Categoria(s): Alimentos funcionais, Distúrbios metabólicos, Distúrbios neurológicos, Terapia antioxidante


Terapia antioxidante

O cobalto é encontrado no leite e derivados, como o queijo, em ovos, carne vermelha e alguns frutos do mar (ostras e mexilhão).

Tags: , , , , ,


Veja Também:

Comments (1)     Envio por Email Envio por Email


Osteodistrofia renal – Quais os aspectos das lesões ósseas?

Categoria(s): Distúrbios metabólicos, Distúrbios osteoarticulares, Distúrbios renais


Resenha

A osteodistrofia renal (ODR) é caracterizada por vários tipos de lesões ósseas, decorrentes de alterações do metabolísmo ósseo causado pela insuficiência renal crônica e os processo dialíticos. Na ODR, a maioria dos pacientes é assintomática, entretanto artrite aguda pode estar presente, sendo nesta ocasião necessário o diagnóstico diferencial com as artropatias metabólicas. Dor óssea é rara, usualmente encontrada na osteomalácia. Podem ocorrer deformidades esqueléticas.

Osteodistrofia renal

Na doença leve os achados radiológicos, em geral, estão ausentes, porém sempre presentes no casos avançados. O achado radiológico clássico é a reabsorção óssea subperiostal e erosões, tipicamente conhecidas como osteíte fibrosa cística. Tumor marrom ou osteoclastoma devem ser distinguidos de lesões da metástase, da amiloidose e dos tumores malignos primário do osso. Outro sinal descrito é a calcificação de partes moles e vasos sangüíneos, denominada calcificação metastática.

A maioria dos pacientes com insuficiência renal crônica (IRC) desenvolvem hiperparatireoidismo e osteodistrofia renal ao longo da evolução da doença. Esses pacientes geralmente apresentam dores e fraturas ósseas. Os fatores que causam hiperparatireoidismo secundário (HPS) na insuficiência renal terminal são vários, a destacar temos hipofosfatemia, balanço negativo do cálcio e deficiência da 1,25 vitamina D, bem como expressão diminuída de receptores de cálcio na glândula para tireóide, alterações de citocinas, de fatores do crescimento e resistência óssea ao paratormônio (PTH).

Imagens radiológicas mostram as lesões ósseas como manchas escuras (seta) nos locais onde deveriam estar os ossos densos.

Referência

Hruska KA, Teitelbaum SL – Renal osteodytrophy. N Engl J Med 1995;533:166-174.
Duarte ALBP, Vieira WP – Manifestações-esqueléticas (MME) na doença renal crônica (DRC). Rev. Bras. Med jun 2005;6(2):39-42.

Tags:


Veja Também:

Comentários     Envio por Email Envio por Email


Page 1 of 4512345...102030...Last »